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ENTRETENIMENTO

CHRISNA LIMA A história de vida e o drama de uma das maiores apresentadoras de TV do Acre na luta contra o câncer

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Evandro Cordeiro

Ao receber o diagnóstico de câncer, em março de 2020, quando a pandemia do coronavirus explodia no mundo, a apresentadora de TV e pastora evangélica Chrísna da Silva Lima Oliveira, 37 anos, a Chrisna Lima, viu seu mundo em vertigem. O sorriso mais rasgado da televisão acreana, a voz límpida e aguda, além da autoestima da pastora que prega como um João Batista no deserto, desmoronaram numa concatenação de orquestra sinfônica. “Veio o pânico”, conta ela, um ano depois, bem mais relaxada e certa de que a vitória está chegando.


Numa conversa por telefone com o Acrenews, Chrisna Lima, que já voltou as atividades na imprensa, onde ela é uma das top de linha, contou pequenos trechos de sua história de vida. Como começou na imprensa, a faculdade, a vida de pastora e, por fim, avalia, como profissional e pastora, o que vai ser o mundo depois do câncer na tireoide e da pandemia do coronavirus.


Vamos ao nosso bate-papo:

Acrenews – Quem é a Chrisna Lima? Onde nasceu e onde se formou jornalista?

Chrisna Lima – Sou de Rio Branco, nasci em Rio Branco, Acre. Me formei em jornalismo na Ufac. Sou a primeira mulher a se formar na faculdade federal.

Acrenews – Quando pintou na sua cabeça essa ideia de jornalismo, de televisão?

Chrisna Lima – Na verdade, jornalismo foi a minha segunda opção de faculdade. Queria muito fazer psicologia, porém não tinha dinheiro na época para pagar a faculdade particular e só tinha o curso de psicologia em faculdade particular. O mundo perdeu uma psicóloga, mas ganhou uma jornalista (sorriso). Aí no decorrer da universidade logo me encantei com o jornalismo de TV. Logo eu sempre sonhei em apresentar aquele tradicional jornal da noite onde a família senta na frente da TV para poder se informar das notícias do dia. Sempre projetei isso para minha vida profissional.

Acrenews – Mas você deve ter sido incentivada por alguém para entrar nesse negócio de jornalismo. Quem, quem…?

Chrisna Lima – Por incrível que pareça, as pessoas que mais me incentivaram na profissão foram os meus colegas cinegrafistas. O Jean Antônio, da TV Rio Branco, o Francisco Teixeira (Chico Galo), também da Rio Branco, e o Jessé Moreno, da TV 5, falavam todo dia nisso. Eles foram essenciais na minha profissão, sempre dando força para produzir o melhor material. Sou muito grata a eles.

Acrenews – Você acaba de vencer um câncer. Você tem problemas para tocar nesse assunto? Que drama foi esse que você viveu, menina?

Chrisna Lima – Nenhum. Na verdade eu ainda estou no caminho para vencer o câncer. Recebi o diagnóstico da doença no início da pandemia, em março de 2020. Junto com o diagnóstico veio o medo o pânico de nunca mais poder ter uma vida normal como eu tinha antes. Tive medo de perder cabelo, ficar sem ter condições de me mover em cima de uma cama, tive medo de ficar debilitada com os tratamentos, tive medo de perder o emprego, deixar de trabalhar devido às condições físicas e, principalmente, não poder viver o que eu tinha planejado. Com o passar do tempo e mais esclarecimentos sobre a doença, um câncer de tireóide, passados pelos meus médicos, percebi que era possível vencer o câncer e ter uma vida quase que normal.

Acrenews – Quando terminará essa batalha?

Chrisna Lima – Neste próximo mês de maio vou passar pela última etapa do meu tratamento, que é a iodoterapia, uma espécie de quimioterapia bem mais leve, onde pode acabar completamente com qualquer recurso de célula cancerígena que ainda estiver no meu corpo.

Acrenews – Você é pastora, ministra mensagens incríveis – eu já ouvi. Essa sua vida com Deus, seus recursos espirituais, tem sido importante nessa luta contra o câncer?

Chrisna Lima – A fé foi e ainda é muito importante na guerra contra esta doença. Foi através da fé que eu consegui ter esperança de dias melhores depois de ter ficado sem chão.

Acrenews – Essa doença deve ter lhe proporcionado momentos de absolutas experiências espirituais, momentos fortes com Deus. Como tem sido isso?

Chrisna Lima – Tenho vivido experiências de milagres em minha vida. Quando fiz a cirurgia, em 30 de novembro de 2020, para a retirada da tireóide, com esvaziamento cervical, uma das sequelas que poderiam me acomopanhar era perder a voz por seis meses a um ano. E o milagre que eu vivi foi justamente esse: fiquei sim sem voz, só que pelo período de sete dias. Totalmente impossível de acontecer devido a gravidade da minha cirurgia. A previsão era a voz retornar ao normal de 3 a 6 meses. Fiquei, sim, com a voz rouca e fraquinha, mas foi por 7 dias apenas.

CHRISNA LIMA NA INFÂNCIA

Acrenews – Depois de uma experiência dessas o que você enxerga para a frente em relação a sua carreira e em relação a vida como um todo, também depois da pandemia?

Chrisna Lima – Eu não sei te responder sobre meu futuro no jornalismo. Na verdade estou extremamente realizada de chegar onde cheguei. Foi o que eu sempre sonhei e planejei para minha vida profissional, então daqui para frente o que vier já estou extremamente satisfeita. Eu só tenho gratidão a todos os meus colegas de trabalho, de profissão, que todos os dias continuam me enviando mensagens de apoio e de fé.

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NO LIMITE 2021

Saiba como foi o desempenho da acreana Gleici Damasceno no 1° episódio de “No Limite”

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Da redação do Acre News/ Foto: Reprodução TV Globo

A TV Globo exibiu na noite desta terça-feira (11) o primeiro episódio do programa “No Limite” que tem a participação da acreana, Gleici Damasceno, conhecida por vencer o outro reality, o BBB 2018. Damasceno ficou na equipe “Calango” que tem ainda como integrantes o sexólogo Mahmoud Baydoun e o ator sírio Kaysar Dadour, que também participaram do BBB.

No 1° dia de prova, os grupos tinham que subir as dunas de uma praia no Ceará para poder pegar algumas bandeiras. Em seguida, tiveram que procurar as chaves que estavam enterradas na areia. As chaves abriram os baús estacionados à beira-mar. Gleici Damasceno ficou duas horas procurando as chaves ao lado de duas outras participantes. Em seguida, ela foi substituída por dois outros colegas.  No total, a prova durou quase cinco horas. Nos baús, havia alimentos e alguns objetos importantes para a sobrevivência. A equipe Calango perdeu para o oposto, “Carcará”.

Foto: Reprodução TV Globo

“Me senti feliz por já conhecer algumas pessoas, ter relações de amizades com elas, ficar na equipe Calango (…) tudo é muito complicado pra dormir”, disse a acreana ao falar da sua equipe e da primeira noite de dormida.

No 2° dia, os participantes cumpriram a prova do “privilégio”. A equipe Calango ganhou e teve o direito de receber vários produtos comestíveis e de sobrevivência. A prova requisitava força e raciocínio.

No 3° dia, aconteceu a prova da “imunidade”. A equipe da acreana perdeu. O objetivo era correr com sacos de 5 kg num percurso feito totalmente na areia. Após o anúncio da derrota, os “calangos” entraram em conflito. Gleici chegou a reclamar do comportamento de uma das colegas que não abriu diálogo visando à prova. Além da prova perdida, os participantes deixaram de ganhar R$ 2 mil reais, cada um, respectivamente.

Foto: Reprodução TV Globo

No 4° dia, o apresentador André Marques convocou a equipe para realização da votação no portal. Gleici Damasceno não foi indicada pelos colegas. Ela votou em André como estratégia para tentar salvar o sexólogo Mahmoud Baydoun, porém, ele levou cinco votos e foi o primeiro eliminado do Reality. Gleici justificou o voto e falou “que o jogo não é preciso ter apenas força masculina, mas também compreensão e companheirismo”.

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‘BBB21’: Juliette é a campeã do reality show com 90,15% dos votos e ganha R$ 1,5 milhão

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Por G1/Foto: Reprodução/Globo

Juliette é a campeã do “Big Brother Brasil 21”. Na final desta terça-feira (4), ela concorria pelo prêmio de R$ 1,5 milhão com Camilla de Lucas e Fiuk, e recebeu 90,15% dos votos.

A advogada e maquiadora fazia parte do grupo dos pipocas, integrantes inscritos no programa. Ao longo dos quase 100 dias da edição, ela passou por três paredões e foi líder uma vez, na última prova pela liderança.

Camilla de Lucas ficou no segundo lugar, com 5,23% dos votos do público. Fiuk, em terceiro, recebeu 4,62%.

“Eu imaginei que eu ia entrar aqui e ia sair na primeira semana, porque eu falo muita besteira. E eu sei que eu sou difícil de entender”, afirmou a campeã em entrevista após a vitória.

“Eu tentei com todas as minhas forças e eu agradeço muito a minha mãe, porque ela é exatamente assim. Eu tinha muito medo de repetir os erros dela, mas foram os erros dela, de acreditar, de sofrer e continuar tentando, que me trouxeram aqui. Então, eu tenho muito orgulho da mulher que ela me fez. Meu deus, eu não sei explicar.”

A final, celebrada no gramado da casa, contou ainda com apresentações de participantes já eliminados do grupo do camarote, formado por famosos. Estiveram no palco do programa Rodolffo (com sua dupla, Israel), Karol Conká, Pocah e Projota, que ainda cantou “Muleque de vila” com Lucas Penteado.

A mais longa das edições do reality, o “BBB21” proporcionou um turbilhão de emoções ao público brasileiro com muito choro, beijos e barracos, mas também com discussões sérias sobre racismo, colorismo e discriminação.

O programa deixa a televisão este ano com uma série de recordes, um spin-off de uma das participantes mais polêmicas do “BBB” e com picos de audiência que não se viam desde a primeira década do programa.

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Paulo Gustavo morre de Covid no Rio, aos 42 anos

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Por G1/Imagem: Reprodução

O ator e humorista Paulo Gustavo morreu no Rio nesta terça-feira (4), aos 42 anos, de complicações da Covid-19.

O criador de Dona Hermínia — e de outros personagens inesquecíveis — estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul.

A piora no quadro de saúde do ator aconteceu na noite de domingo (2). Paulo Gustavo vinha apresentando melhoras significativas, chegou a ter redução de sedativos e bloqueadores e interagir com médicos e também com o marido, Thales Bretas. À noite, no entanto, sofreu uma embolia pulmonar.

Nesta terça, novo boletim disse que o ator estava com quadro irreversível, mas mantinha os sinais vitais. Às 21h12, no entanto, foi constatada a morte de Paulo Gustavo.

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