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CULTURA

Espetáculo que valoriza a história do Acre entra em seus últimos dias de exibição

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Com mais de 118 anos de vida, o Estado do Acre é o personagem principal da peça Afluentes Acreanas. Idealizado e roteirizado por Jaqueline Chagas, o espetáculo navega por um rio de histórias desde o passado até o presente, explorando a memória do estado. A peça, que estreou em meados de setembro, ainda fica em cartaz durante os dias 2, 3, 9 e 10 de outubro, a partir das 19h30, no Memorial dos Autonomistas.

Afluentes é um resgate e uma afirmação do povo acreano, por meio de histórias escritas e não escritas. São relatos do tempo da extração de látex, da Revolução Acreana, de nomes conhecidos ou não pelos livros que contam a origem do estado.

Jaqueline conta que a peça é uma navegação pela história, sendo tão divertida quanto didática, trazendo à tona o melhor e o pior do Acre. “Estamos na terceira temporada de Afluentes Acreanas e, com o passar das apresentações, temos certeza de que todo mundo devia assistir a essa peça pelo menos uma vez. Somos acostumados a vangloriar o que vem de fora, mas o Acre é lindo e cheio de grandes segredos. Quem quiser conhecer mais de nossas raízes e entender a história deste lugar, venha”, convida.

A peça, que estreou em meados de setembro, ainda fica em cartaz durante os dias 2, 3, 9 e 10 de outubro, a partir das 19h30, no Memorial dos Autonomistas. Foto: Teatro Candeeiro/Cedida

O espetáculo graceja, por exemplo, com costumes do povo de Rio Branco, como ir à Praça da Revolução tomar tacacá ou comer baixaria no Mercado Velho. “A peça inteira é isso, é navegar pelo Acre, pela farinha de Cruzeiro do Sul, pelo açaí de Feijó. É um mergulho em nossa formação”, diz a roteirista.

Afluentes Acreanas foi aprovada no Edital de Formação nº 001/2020 da Lei Aldir Blanc, gerido pela Fundação de Cultura Elias Mansour.

Afluentes é um resgate e uma afirmação do povo acreano, por meio de histórias escritas e não escritas. Foto: Teatro Candeeiro/Cedida
Afluentes Acreanas
Temporada de apresentações: 2, 3, 9 e 10 de outubro

Horário: 19h30
Lotação: 40 pessoas (por ordem de chegada)
Local: Memorial dos Autonomistas (ao lado da Praça da Revolução), Centro, Rio Branco

Observação: É obrigatório o uso de máscaras para permanecer no local

Ficha Técnica:

Classificação etária: 12 anos

Dramaturgia: Jaqueline Chagas
Direção:  Jaqueline Chagas
Poemas: Iandra Moraes
Produção: Hysnaip Moura
Elenco: Lonara Teixeira, Hysnaip Moura, Iandra Moraes
Direção de arte: Jaqueline Chagas
Iluminação: Jaqueline Chagas
Operação de Luz: Biah Araújo
Figurino: Naomhy Narrimann
Artes: Wesley Silva
Assistente: Klaryta
Fotografia: Bianca Cabanelas

Apoio: Jardins Guest House, Sicredi e Sweet Pam

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CULTURA

Acre, Amazonas e Pará representam o norte na mostra de Tiradentes 2022

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Foto: Reprodução (Divulgação)

Evento responsável pela abertura do calendário brasileiro de grandes festivais, a Mostra de Tiradentes 2022 irá destacar o cinema da Região Norte. São quatro produções selecionadas, sendo duas do Pará (“Meus Santos Saúdam Teus Santos”, de Rodrigo Antonio, e “Uma Escola no Marajó”, de Camila Kzan), uma do Acre (“Centelha”, de Renato Vallone) e outra do Amazonas (“521 Anos / Siia Ara”, de Adanilo).

O acreano “Centelha” fecha o time nortista em Tiradentes. Dirigido por Renato Vallone, o curta-metragem de 26 minutos filmado em preto e branco apresenta o delírio da fome de um homem que incorpora, no decorrer de um ritual ancestral, os demônios de um país doente. Casa e homem tornam-se testemunhos vivos da história. Santuário ou quartel general, as transformações afetam tudo ao redor e provocam a fúria do céu.​

A presença na Mostra Temática marca mais um grande evento que “Centelha” participa: em 2021, o curta do Acre esteve no Festival do Rio na sessão Curtas Novos Rumos, no Festival Visões Periféricas e, neste ano, foi selecionado para a Mostra Ouros Nortes do Festival Olhar do Norte. [ Com informações Cineset/Caio Pimenta]

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CULTURA

Teatrão, Palácio e Biblioteca da Floresta serão revitalizados

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Agência AC

O governador Gladson Cameli e a senadora Mailza Gomes assinaram, nesta quarta-feira, 19, em Rio Branco, o convênio que garante a revitalização da Biblioteca da Floresta, do Teatro Plácido de Castro (Teatrão), que também terá parte da estrutura física ampliada, e do Palácio Rio Branco. O montante, na ordem de R$ 12,4 milhões, foi destinado pela parlamentar, por meio de extra emenda.

Com os projetos devidamente finalizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), os documentos dependem tão somente de aprovação da Caixa Econômica Federal para que as ordens de serviço sejam dadas. O banco estatal ficará responsável pela liberação dos recursos e fiscalização das reformas.

O governador Gladson Cameli enalteceu o empenho da senadora com a recuperação destes importantes patrimônios públicos. “O meu muito obrigado à Mailza por ter conseguido esses recursos para a revitalização destes prédios, em especial, o nosso Palácio Rio Branco, que faz parte da história do Acre. Faço questão de acompanhar essa obra de perto”, comentou o chefe do Executivo.

Investimentos na revitalização dos espaços públicos somam R$ 12,4 milhões. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mailza Gomes reforçou seu compromisso com a população e afirmou que o seu mandato segue à disposição, para viabilizar recursos que beneficiem o estado. “Estou muito feliz em contribuir com a revitalização desses espaços culturais tão importantes do nosso Acre. O nosso trabalho será sempre em prol do bem coletivo”, afirmou.

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CULTURA

Há 15 anos, o mundo conhecia a história do Acre através da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”

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Por Observatório da TV / Foto: Reprodução

Em 2 de janeiro de 2007, a TV Globo estreou a minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, na qual Glória Perez, natural do Acre, quis traçar em três fases um panorama da história do estado e da região.

Um grandioso elenco foi reunido para a produção, que teve direção-geral de Marcos Schechtman, parceiro da autora desde O Clone (2001/02), atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. A história começa em 1899, atravessa a primeira década do século 20, dá um salto de algumas décadas e tem seu desfecho nos anos 1980.

A partir das famílias do Coronel Firmino (José de Abreu) e do seringueiro Bastião (Jackson Antunes) que como muitos outros é explorado e humilhado pelo proprietário do seringal, a história mostra como o negócio da borracha funcionava e as disputas pelo rentável território do Acre, que na época pertencia à Bolívia, mas era majoritariamente ocupado por brasileiros em busca de melhores perspectivas.

Dessa conjuntura se aproveita Luiz Galvez (José Wilker), espanhol que se lança numa batalha pela conquista do Acre ao saber que os bolivianos estão para arrendar toda a região a um consórcio formado por empresários da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Nesse cenário tem destaque também a figura do militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que chega ao Acre para demarcar terras de seringais e acaba envolvido na disputa pela independência do território, que consegue.
Entre os anos 1940 e 1950, depois de muitos anos de distribuição desigual da riqueza surgida da borracha e com a grande concorrência das plantações mais organizadas da Malásia, o cultivo brasileiro cai em decadência. Nessa fase surgem amadurecidos Augusto (Humberto Martins), filho do Coronel Firmino, e Bento (Emílio Orciollo Netto), filho de Bastião.

Nos anos 1980, os vastos seringais já deram lugar a pastos para gado. Augusto (Francisco Cuoco) não consegue impedir que o domínio de outrora lhe escape por entre os dedos. De sua parte, Bento (Lima Duarte) é o grande amigo de Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), cuja luta por direitos dos índios e dos seringueiros e contra a destruição da Amazônia o leva a ser assassinado cruel e covardemente.

Leia mais: https://observatoriodatv.uol.com.br/colunas/fabio-costa/na-manchete-e-na-globo-a-amazonia-foi-cenario-de-producoes-de-teledramaturgia

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