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Time de vôlei onde joga acreano pode passar hoje para a primeira divisão nacional

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O jogo mais importante da temporada do JF Vôlei acontece nesta terça-feira (13), às 16h, no Ginásio do Riacho, em Contagem (MG). Após hiato de três temporadas, a equipe juiz-forana pode carimbar seu retorno à primeira divisão do vôlei nacional se vencer o Aeroclube pela partida de volta das semifinais da Superliga B. Isto porque no jogo de ida, o time comandado pelo técnico Marcos Henrique do Nascimento venceu o adversário potiguar, do levantador Marlon e companhia, no tie-break, em Natal (RN).

A partida será transmitida on-line e a Tribuna irá acompanhar o duelo com resultado divulgado logo após o término. Em caso de vitória do Aero, igualando o confronto, uma terceira partida acontece na quarta-feira (14), novamente às 16h e em Contagem, definindo qual equipe se junta ao Brasília Vôlei na decisão do torneio e na primeira divisão do vôlei na temporada 2021/2022. O time candango passou na semifinal pelo Anápolis (GO) no fim de semana.

Entre os destaques do embate do último sábado (10) está o líbero Dayan Barros. O atleta de 24 anos, que vive sua primeira temporada em Juiz de Fora, destacou o controle mental do grupo para os momentos decisivos do primeiro duelo, com a virada e vitória conquistadas após oscilação do grupo. “Foi uma grande partida, tinha uma ótima equipe do outro lado também e sabíamos que seria assim por se tratar de uma semifinal e ter muita coisa em jogo. Particularmente, eu sabia que o controle emocional seria um fator decisivo. Oscilamos, mas acho que no tie-break conseguimos controlar a ansiedade e graças a Deus saímos com a vitória”, analisou o defensor Dayan.O conteúdo continua após o anúncio

Depois de uma partida intensa sem o preparo ideal, já que o JF Vôlei passou quase um mês sem poder treinar pelas restrições no estado devido ao combate à Covid-19, o elenco descansou no domingo (11) e, nesta segunda, voltou aos estudos. “Foi uma partida muito desgastante, de cinco sets jogados, e em um ginásio muito quente também. Tivemos uma viagem muito cansativa retornando. Priorizamos o descanso num primeiro momento, mas hoje (segunda) já estudamos essa partida de sábado pra ajustar alguns detalhes, saber onde temos que melhorar. E com certeza será outro encontro muito acirrado. Acho que a série está aberta, o Aero tem uma equipe muito qualificada e acredito que vai ser um bom jogo. Precisamos estar preparados pra isso”, conta o líbero juiz-forano.PUBLICIDADE

Se o técnico Marcão optar por iniciar o jogo com o mesmo time que começou a partida no sábado, o JF Vôlei terá o oposto Paolinetti, o levantador Gustavo, os centrais Bruno e Pilan, além de Viller e Celestino nas pontas, com Dayan de líbero. Outra opção, usada durante a ida, é levar Celestino para a saída de rede e promover a entrada de Thiago na vaga de Paolinetti.

“Resultados não vieram ao acaso”

O JF Vôlei faz campanha histórica, independentemente do resultado das semifinais. Até o jogo de hoje, o elenco atual registra a melhor performance da história do clube no vôlei profissional, com dez vitórias em dez partidas realizadas na temporada da Superliga B. Questionado sobre a quais fatos Dayan credita este desempenho, o líbero destacou a força coletiva.

“Sem dúvidas (credito) ao grupo e, quando eu digo o grupo, falo no contexto geral, não só aos atletas. A comissão técnica tem trabalhado demais, passando tudo mastigado pra gente. Além da postura da equipe. Desde o começo do campeonato a gente se comprometeu a entrar em cada jogo como se fosse uma final. Esses resultados são reflexo disso, não vieram ao acaso. Temos trabalhado bastante por isso”, reforça.

JF Vôlei e Aero se enfrentaram duas vezes nesta Superliga B, todas em Natal. Em ambas o time juiz-forano se saiu vencedor – na primeira fase o triunfo veio ainda na 2ª rodada, por 3 sets a 1. O time local não atua em Juiz de Fora por negativa da UFJF quanto à utilização de seu ginásio, bem como a falta de um outro local para realizar as partidas e, mais recentemente, às restrições por conta da pandemia.

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Goleiro Bruno, ex-RFC, anuncia aposentadoria e passa a trabalhar com bolsa de valores

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Da redação do Acre News/ Foto: Reprodução

Condenado a pouco mais de 22 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, Bruno Fernandes (36), o goleiro Bruno, cumpre a pena em regime semiaberto desde 2019. Desde então, o atleta vinha tentando se reencontrar na carreira e enfrentou a rejeição de clubes e patrocinadores.

Ele foi contratado, em 2020, pelo time acreano do Rio Branco Futebol Clube e em janeiro de 2021 encerrou contrato porque o Estrelão optou por não renovar, desde então, foi o RFC foi última casa que o goleiro atuou num campeonato, mesmo sendo contratado por clube do Tocantins. 

Em uma live no Instagram, o agora ex-jogador contou que largou a carreira nos gramados para ser day trader, profissional que compra e vende no mesmo dia ativos de renda variável (ações) na bolsa de valores com o objetivo de lucro.“ “Futebol é coisa do passado, ficou no passado. Não, não, Francis (um dos seguidores que estavam na live), melhor goleiro do Brasil não, já foi. Aposentei a luva, parei. Deu pra mim. A parada agora é só investimento. Não, Davi (outro seguidor) não estou jogando, parei, deu (…) Recomeço. Galera, meu novo trabalho #daytrader”, postou.

De fato e direito, o último clube em que Bruno atuou foi o Rio Branco-AC. Ao deixar a equipe, o goleiro chegou pelo Atlético Carioca, da Série C do Campeonato do Rio de Janeiro. Mas o acordo foi desfeito dias depois. Em seguida, o Araguacema-TO informou a contratação de Bruno. No entanto, o Campeonato de Tocantins foi paralisado por determinação do governo estadual por causa do avanço da covid-19. Desta forma, o clube precisou liberar todo o elenco, incluindo o goleiro.

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Com a presença de craques do passado e outras celebridades, Acre recebe futebol solidário

Sistema Público de Comunicação irá transmitir a partida.

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O trabalho em favor das famílias em situação de vulnerabilidade social no Acre, vai ganhar uma ação específica na próxima sexta feira, 14, com o Futebol Solidário, um evento organizado pelo modelo acreano Marcelo Bimbi com apoio do governo estadual.

Os ex-jogadores Donizete Pantera, Edilson Capetinha, Amaral, Aluízio Chulapa, Júnior Baiano, Alex Dias, o ator Eri Johnson, o anão Pedrinho (do Pânico na TV) e o youtuber Lucas Strabko, o Cartolouco, virão a Rio Branco participar de uma partida de futebol promovida para arrecadar alimentos não perecíveis para famílias de baixa renda da capital e do interior.

Na tarde da última segunda-feira, 10, os secretários Flávio Silva (Casa Civil) e Rutemberg Crispim (Comunicação), além do coordenador de esportes da Secretaria de Educação, Júnior Santiago, se reuniram com o modelo Marcelo Bimbi e definiram que o evento será realizado às 18 horas da próxima sexta-feira, na Arena Acreana, em Rio Branco. Bimbi explicou que os convidados irão participar do evento filantrópico sem cobrar qualquer quantia. Eles vão se juntar a uma equipe formada por representantes da OAB, Procuradoria do Estado e convidados, sendo que todos devem doar uma cesta básica.

“Esta será a quinta edição do evento, e justamente por conta dessa pandemia, não poderíamos deixar ajudar os mais necessitados. Os convidados entenderam a causa e virão dar uma grande contribuição”, justificou Bimbi.

O modelo acreano Marcelo Bimbi conversa com o secretário da Casa Civil Flávio Silva e definem local e data para o Futebol Solidário Foto: Marcos Vicentti/Secom

Exames antes do jogo

O secretário Flávio Silva  disse que a Secretaria de Saúde vai realizar testes rápidos de Covid em todos as pessoas relacionadas para o evento. Jogadores, convidados, imprensa e equipe de apoio, serão submetidos aos exames. “Todos os protocolos exigidos pelas autoridades sanitárias serão rigorosamente cumpridos”, garante Silva.

Transmissão ao vivo

Para ampliar os canais de arrecadação e ofertar mais uma ferramenta que permita doações, o secretário de Comunicação Rutemberg Crispim assegurou que a partida será transmitida ao vivo pelo Sistema Público de Comunicação e pelo youtube, e colocado um QR code, onde os telespectadores poderão fazer doações em dinheiro.

Todo o arrecadado será encaminhado para o Gabinete da Primeira-Dama, Ana Paula Camelí, e posteriormente distribuído às famílias.

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Amarildo – Jogador fez história nos gramados e nas quadras

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Por Na Marca da Cal/Imagem: Reprodução

O cidadão Amarildo Henrique Rosas da Cruz Veras veio à luz no dia 6 de junho de 1962, na cidade acreana de Tarauacá. Poucos anos depois, ele mudou com a família para Cruzeiro do Sul, onde deu os primeiros chutes numa bola de futebol, em peladas nas praias formadas nos períodos de seca do rio Juruá. Um futuro brilhante apontava para as pernas do então menino.

A habilidade, a velocidade e o jeito de jogar sempre de modo vertical definiram logo que ele deveria ser atacante. E foi assim que ele chegou aos times mirins do Náuas e do Juruá. A posição o acompanharia depois que ele se mudou para a capital Rio Branco, em 1975, e jogou, sucessivamente, nos dentes de leite da Rodoviária, do professor Rivaldo Melo, e do Juventus.

O ex-atacante disse não lembrar qual o adversário ou o placar da sua estreia em um time adulto. O que ele afirmou com certeza foi que ainda era adolescente quando vestiu a camisa do Vasco da Gama nessa categoria, depois de ter participado de uma “peneira”, no Campo da Fazendinha (sede campestre do Almirante), e foi selecionado pelo presidente Almada Brito.

“Eu não cheguei a jogar em times de juvenis ou juniores. Pulei direto da categoria infantil para a de adulto. Na época, o professor Almada resolveu formar um time só de garotos, porque o clube andava com o caixa baixo para fazer contratações. Já comecei como titular. Era tudo menino bom de bola, que não tremia quando enfrentava os times grandes”, contou Amarildo.

Juventus – 1979. Em pé, da esquerda para a direita: José Francisco, Dantinha, Álvaro Curu, Amarildo Veras, Richard e Carlos. Agachados: Fugiwara, Pereira, Viana, Cirênio, Mundoca e Elísio. Foto/Acervo Álvaro Melo.

Outros clubes e carreira nas quadras

Depois da temporada no Clube da Cruz de Malta, o futebol incisivo do Amarildo Veras chamou a atenção dos cartolas e ele, até o fim da carreira, no início da década de 1990, acabou vestindo as camisas dos seguintes times: Andirá, Floresta, Amapá, Brasil do Buldogue, Atlético, Juventus e Independência. “Eu jogava onde me chamassem”, explicou o ex-atacante.

Brasil do Buldogue – 1980. Em pé, da esquerda para a direita: Franco, Amarildo Veras, Alberto, Roque, Carlinhos Magno e Mário Kempes. Agachados: Assis, Guto, Afonso, Elísio, Careca e Cleber. Foto/Acervo Alberto Lima.

Paralelamente à atividade nos gramados, ele disputou, também em alto nível, campeonatos de futebol de salão e futsal. “Quando acabava o campeonato de campo, eu migrava para o futebol de salão. Eu era ala. Nessa modalidade, eu disputei competições por Andirá, Teleacre, Assermurb, Banacre, Juventus, Independência e Amapá”, garantiu Amarildo Veras.

Seleção Acreana de Juniores – 1981. Em pé, da esquerda para a direita: Carlos Augusto, Mário Jorge, Gilmar, Jaime, Tonho e Erivaldo. Agachados: Amarildo Barata, Roberto Ferraz, Gil, Pingoncinha e Amarildo Veras. Foto/Acervo Francisco Dandão

Desse tempo de bola, Amarildo considera inesquecível um jogo pelo Amapá, contra o Rio Branco. De acordo com o ex-atacante, ele teve que deixar o campo aos 15 minutos do segundo tempo, depois de levar uma entrada violenta. O Diabo Laranja (Amapá) havia esgotado as substituições. Então, apesar da dor, ele voltou e marcou os dois gols da virada do seu time.

Atlético Acreano – 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Carlinhos Magno, Pompeu, Jaime, Pintão, Ricardo e Xepa. Agachados: Amarildo Veras, Neném, ,Zito, Manoelzinho e Anísio. Foto/Acervo Francisco Dandão.

A propósito de entradas violentas, Amarildo citou dois zagueiros que costumavam jogar na base do pontapé: Lécio e Deca. Mas, apesar da pancadaria, nenhum dos dois lhe assustavam, porque, segundo ele, mesmo quando era escalado para jogar pelos lados do campo, dava sempre um jeito de levar a bola pra dentro da área, onde qualquer pancada podia virar pênalti.

Pagamento em quilos de carne e destaques

Amarildo contou divertido que não ganhou praticamente nada com o futebol. “Eu jogava por puro prazer. Quando eu estava no Atlético, o pagamento era um quilo de carne por semana, dado por um fazendeiro/torcedor. No Amapá, eles pagavam o aluguel de um quarto. E no Juventus, o que eu ganhei foi dois braços quebrados”, afirmou gargalhando.

Quanto a figuras consideradas de destaque no esporte acreano, Amarildo Veras citou o dirigente Elias Mansour (Juventus), os técnicos Elden Guedes Fuzarca (futebol de campo) e Álvaro Melo Curu (futebol de salão) e o árbitro Wagner Cardoso de Lima, a quem ele chama carinhosamente de Esfola Gato. “Todos excelentes”, garantiu o ex-atacante.

No quesito seleção de campo, o ex-craque se incluiu na lista e escalou o seguinte time: Xepa; Antônio Maria, Neórico, Paulão e Duda; Emilson, Mariceudo, Carlinhos Bonamigo e Dadão; Amarildo e Paulinho Rosas. Já o quinteto perfeito de futebol de salão/futsal, no qual ele também teria presença certa, formaria com: Lauro; Viana, Tião Nemetala, Mundoca e Amarildo.

Prestes a completar o seu tempo como funcionário público, Amarildo disse que sonha com uma aposentadoria numa praia. Fora isso, ele garantiu que não pensa mais em futebol como atividade. Só quer seguir torcendo pelo seu Fluminense. Mas não se omitiu em dar um conselho para os garotos que queiram brilhar no esporte: “não ter nenhum vício e respeitar o próximo”.

Banacre – 1986. Em pé, da esquerda para a direita: David Abugoche, Braña, Jorge, Amarildo, Nande, Nelsinho e Paulo Facão. Agachados: Medeirinho, Altair, Bé, Dô e Casquinha. Foto/Acervo Celso Ronaldo.
AJ Juventus master – 1999. Em pé, da esquerda para a direita: Davi Abugoche (técnico), Hudson, Dadão, Carlinhos Bonamigo, Nande, Zito e José Pinto (Diretor). Agachados: Amarildo, Pedrinho, Venícius Martins, Jorge Carlos e Mário Jorge. Foto/Arquivo Pessoal Manoel Façanha.
Fac símile do Jornal Opinião de 08 de maio de 2021

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