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História de vida de verdureira é escolhida pelo Acrenews para homenagear mães

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Por Evandro Cordeiro

A dona da frutaria da “B”, em frente ao supermercado Pague Pouco, no conjunto Manoel Julião, é a “B”, apelido por meio do qual é conhecida a verdureira Romana Kelly Souza, de 40 anos. Para o Acrenews, “B” é a mãe desse domingo de céu azul, 9 de maio, Dia das Mães. Ela é craque no negócio que toca. O cliente quando repara já vai levando meia quitanda, tal é o poder de convencimento da falastrona dócil. Pudera. A “B” está nessa rotina desde os oito anos de idade. Hoje ela cria o filho Davi Henrique, de 10 anos, como a mãe dela, dona Maria de Nazaré, criou ela e os seus 12 irmãos, trabalhando nesse mesmo seguimento.

A “B” é querida na vizinhança, vive bem à beça com seu negócio de verduras e sonha com um futuro ainda melhor para o Davi, o filho que já ajuda na venda. Até chegar aqui, onde está, no entanto, o caminho foi duro, pedregoso. O pai dela foi embora quando ela tinha quatro anos. A mãe, dona Nazaré, teve que improvisar, para não deixar a turma – turma grande, diga-se de passagem – passar necessidade. Montou uma banquinha na calçada perto de onde é hoje a agência da Caixa Econômica no bairro Estação Experimental. “Ela vendia verdura, vendia de tudo nessa calçada. E assim criou nós”, conta a “B”, emocionada, numa forma de homenagear a mãe.

Perguntei à “B” onde anda dona Nazaré nesse domingão das mamães e a resposta é de tirar o chapéu: “Está trabalhando”. Onde? Insisti. “Vendendo verdura ali”, respondeu, apontando para a direção do bairro Geraldo Fleming. E o almoço? Questionei, insistente. Ela respondeu que só depois do meio dia, quando vender as verduras mais perecíveis, pelo menos. Aquelas hortaliças que estragam se não vender no mesmo dia. Satisfeito com as respostas, desejei feliz Dia das Mães, me despedi e perguntei se ela queria falar alguma coisa para as mães do Acre. Em meio ao barulho ensurdecedor, com o vai-e-vem da freguesia, típico dos mercados, ela profetizou: “Vamos todas ser felizes”. Amém!

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Estado recupera mais de 700 quilômetros de ramais em Rio Branco em 2022

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O Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), tem trabalhado na recuperação das estradas vicinais. A presença da autarquia nos ramais da cidade possibilitou a recuperação de mais 700 quilômetros de ramais.

“Garantir a trafegabilidade nos ramais do Acre tem sido nosso objetivo, bem como também de atender os pedidos dos produtores agrícolas. A marca demonstra mais um compromisso do Estado em melhorar os ramais da zona rural de Rio Branco”, relatou o presidente do Deracre, Petronio Antunes.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Regional do órgão, Tony Roque, o Estado tem garantido melhorias na trafegabilidade do produtor rural na região. “O Estado tem dado assistência às famílias nas estradas vicinais de Rio Branco, levando mais acesso e dignidade para a população da zona rural”, destacou.

Os trabalhadores têm executado serviços de recuperação, melhoramento e restauração dos ramais, no intuito de facilitar o escoamento da produção agrícola e garantir o deslocamento dos moradores na região.

O programa Ramais do Acre é uma iniciativa do Estado, em parceria com as prefeituras, para o melhoramento e recuperação de estradas vicinais.

O objetivo é criar condições necessárias para o fortalecimento do agronegócio, escoamento da produção agrícola e garantir o acesso das comunidades aos meios urbanos e a benefícios como educação e saúde.

[Ascom]

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Jornalista César Negreiros chega na parte três de sua crônica sobre a morte anunciada do coronel Plácido de Castro

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CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

César Negreiros

O comerciante Antônio da Silva Rebelo, sócio do estabelecimento comercial, aproximou-se da mesa do coronel Plácido de Castro para contar que o sub-delegado Alexandrino José da Silva tinha passado pelo local na noite anterior, completamente embriagado na companhia do tenente Luiz Sombra. Sem titubear, ele chegou e declarou que “o prefeito lhe dera carta branca para liquidar o dono do seringal Capatará, contanto que fosse fora da cidade”, revelou o médico cearense, no seu livro de memórias. Em seguida, o escritor cearense relata que ao meio dia daquele fatídico 8 de agosto de 1908, saiu da Empresa, Alexandrino com o seu bando de jagunços com destino ao seringal Flor-do-Ouro’. “À tarde, partiram de volta Plácido de Castro e seu irmão Genésio, na companhia do promotor público Barros Campelo e do advogado José Alves Maia, que tinham sido convidados para convalescer nos campos de Esperança, em Capatará”, revela Dr. Esperidião Queiroz.  

Os quatro cavalheiros   pernoitaram em uma barraca em frente à foz do Riozinho (porque seus companheiros não sabiam viajar à noite), mas partiram nas primeiras horas da manhã seguinte, pelo estreito caminho que sobe pela margem direita do Rio Acre, ligando os seringais Riozinho, Benfica e Capatará. “Logo depois de atravessarem, às oito horas da manhã, o igarapé ‘Distração’, na confrontação do barracão ‘Flor-do-Ouro’, situado à margem esquerda do rio de propriedade de Alexandrino José da Silva, defrontou-se Plácido de Castro com a tocaia, que o aguardava. Primeiros dois tiros, um de Mannlicher, outro de rifle 44, atingiram-no o braço esquerdo e o lombo, arrebentando-lhe as duas últimas falsas-costelas esquerdas. Seguiu-se   uma fuzilaria, que não mais o alcançou.

A fuga – Revela que nesse rápido instante, o coronel Plácido de Castro chegou a distinguir Alexandrino, Mateiro e o preto Eugênio, que se afastava do local do cerco.  “Conseguiu galopar ainda mais de um quilômetro, acompanhado de Genésio, que passara antes, sem nada perceber, e do Dr. Campelo, que depois o alcançou. José Maia seguiu a pé, rompendo a mata”, descreve no seu livro de memórias: 11 anos na Amazônia.   “Foi em uma rede que Plácido chegou ao seringal Benfica, de João de Oliveira Rôla, onde, apesar de cuidadoso tratamento, veio a falecer às 4 horas da tarde do dia 11 de agosto de 1908”, encerrava o médico cearense que acompanhou as últimas horas do herói da Insurreição Acreana no leito de morte.

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Família do Pietro, que nasceu com problema no fígado, promove rifa de kit churrasco e gasolina para custear tratamento em Goiânia

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O bebê Pietro, de apenas dois meses, precisa de um tratamento urgente em Goiânia, ao passo que nasceu com um problema no fígado. Para conseguir recursos, a família está promovendo uma rifa que acontecerá dia 15 de agosto. Entre os prêmios estão o kit churrasco, um barril de cerveja e 20 litros de gasolina por apenas R$ 10.

Ajude o Pietro comprando um número da rife através do WhatsApp (68) 99932-2619.

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