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IMC visita Reserva Extrativista de Rondônia em busca de implantar novo modelo sustentável no Acre

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Equipe técnica do Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC) esteve em Rondônia para conhecer o projeto de carbono na Reserva Extrativista do Rio Cautário, localizada nos municípios de Costa Marques e Guajará Mirim, implantado pela empresa Permian Global. O objetivo é estudar a possibilidade de desenvolver o modelo no Acre.

O projeto, baseado na venda de créditos de carbono verificados compartilhando o lucro líquido com governo e comunidades da Resex, objetiva melhorar a vida das comunidades e desenvolver a região.

A empresa realiza o pagamento de serviços ambientais (PSA), no valor de R$ 1.242, por mês, para cada uma das 96 famílias da Resex, que se comprometem em preservar a floresta, evitando o desmatamento e a degradação ambiental.

Estima-se que mais de R$ 26 milhões serão investidos no projeto nos primeiros 5 anos. Existe um recurso anual de R$ 250 mil que é utilizado em melhorias de infraestrutura das comunidades e R$ 98 mil, mensais são depositados para o Estado de Rondônia, por meio do Fundo Clima.

O programa foi instituído em 2020, em parceria público privada (PPP) entre a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), a Permian Brasil Global e as famílias da reserva. Tem duração de 30 anos e abrange uma área de 146 mil hectares.

A gestão é participativa. As famílias são protagonistas de todo o processo e deliberam o que fazer com o recurso que será investido. Esta metodologia inclusiva está transformando a vida das comunidades locais.

“Em dois anos de projeto já é possível ver a melhoria de vida das pessoas. Instalamos antenas de internet para as 6 comunidades do local, estamos colocando energia solar, fazendo a instalação de poços e outras melhorias”, reforça o gerente regional da Permian Global Brasil, Denison Trindade.

Modelo

A empresa já desenvolve projetos semelhantes mundialmente e investiu no Brasil por acreditar no potencial da Amazônia para a venda de crédito de carbono.

A equipe do Acre pretende adotar o mesmo projeto para o complexo de florestas públicas do Liberdade/Gregório. O IMC apresentará o modelo para outras instituições governamentais, a fim de criar mecanismos para que o modelo possa ser adaptado à realidade do estado.

“Ficamos encantados com o projeto. Realmente vemos as famílias melhorando suas vidas, recebendo o PSA e tendo o recurso anual investido na comunidade. O formato do projeto é realmente eficaz”, declara o presidente do IMC e engenheiro agrônomo, Raul Vargas Torrico.

A priori, um dos objetivos da equipe com a visita é adotar um modelo semelhante para fortalecer o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa), que tem ações guiadas pela transparência e participação social.

“Com isso, fortaleceremos essas comunidades tradicionais e potencializaremos as cadeias produtivas da madeira, borracha, murumuru, açaí, café, frutas, mel, mandioca, peixe e outros”, pontua Maria de Nazaré Macêdo, diretora executiva do IMC.

Guardiões da Floresta

Os extrativistas já vivem e dependem da floresta “em pé”. Possuem um modo de vida integrado à natureza, dependendo dela para sua subsistência como um todo. São os guardiões da floresta.

“Nem esperava por um presente como este. Cheguei no Cautário tinha 20 anos de idade, uma vida de luta. A chegada deste projeto trouxe melhorias estruturais e capacitações. Podemos ter internet e luz dentro das reservas, isso só melhora nossa qualidade de vida”, destaca o extrativista Francisco Silva dos Santos.

A tradicionalidade da comunidade está sendo mantida, por meio da retirada de látex da seringueira e outras seivas, coleta de castanha, produção de farinha de mandioca e outras atividades extrativistas.

“Nasci na reserva. Eu e minha família produzimos de 10 a 15 mil quilos de castanha, por ano, isso de janeiro a março, período da safra. Após isso, de maio a dezembro, colhemos o látex”, frisa Donizete Pinheiro.

A empresa tem o compromisso de reflorestar áreas degradadas e diminuir o desmatamento. Com isso, já iniciou o plantio de mudas para reflorestar 235 hectares de floresta degradada dentro da reserva.

“A floresta é meu lar. Dói ver as invasões, a destruição da nossa casa, de onde tiramos o sustento. Cada árvore parece um pedaço da gente. O nosso sonho é manter a floresta em pé”, reforça a extrativista Dayane Alves.

Crédito de Carbono

O crédito de carbono é um conceito mundial que surgiu em 1997, com o objetivo de definir metas para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

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Acre conhece ações aéreas de fiscalização e combate aos incêndios florestais no MT

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A equipe do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso recepcionou a comitiva acreana na manhã desta quinta-feira, 18, em Cuiabá (MT), para apresentação das ações do grupo de aviação que atua no combate ao desmatamento e incêndios florestais.

O capitão Macksen Semoto expôs um panorama das ações com voos de reconhecimento, monitoramento, fiscalização e combate aos ilícitos ambientais.

A comandante do Batalhão, Jusciery Rodrigues, destacou a importância do apoio financeiro do Programa REM para as ações desenvolvidas pelo grupo no combate aos incêndios, como na aquisição de kits para que os brigadistas contenham os focos de incêndios de pequena proporção, e ressaltou também as contrapartidas do Batalhão na formação de brigadistas em terras indígenas.

Participaram da visita a gerente do Programa REM Acre Fase II, Rose Sena; o diretor executivo do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Cristhyan Carcia; o chefe da Divisão de Uso do Solo do Imac, Kassem Quintela; o subdiretor de Planejamento do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), Matheus Bertholdi; o tenente do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Roger Filgueira;  a coordenadora da Divisão de Áreas Naturais Protegidas e Biodiversidade da Semapi (Dapbio), Mirna Caniso; a coordenadora da Comunicação do REM Acre,  Ângela Rodrigues; os consultores internacionais Dan Pasca e Elsa Mendoza; o assessor técnico da Cooperação Técnica Alemã – GIZ no Acre, Jânio Aquino; e a diretora do Projeto REM-GIZ-Brasil, Alicia Spengler.

[Ascom]

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Aluna de medicina cria projeto para comunidades carentes sem envolvimento com política

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A acreana estudante de medicina Ranna Aguiar, 24, que lidera um projeto chamado Sobre Ações de Amor, está mobilizando a sociedade para um evento no dia 17 de setembro no bairro Taquari. O objetivo é levar atendimento médico, odontológico, jurídico, fisioterapêutico, além de cestas básicas, roupas, sapatos, livros e brinquedos. “Se as pessoas tiverem interesse em ajudar a gente serão bem-vindas”, diz ela, que faz questão de avisar: não tem política em meio a esse negócio.

Para levar o bem a comunidade do Taquari, Ranna pede auxílio. “Que as pessoas possam doar, se voluntariar, compartilhar, tudo é de extremo valor”, diz a aluna de medicina, cujo contato é (68) 99603-0611.

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Prefeitura de Rio Branco realiza ação em alusão ao Agosto Lilás na Cidade do Povo

Ação levou informações e orientações aos moradores no combate à violência contra a mulher

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A prefeitura de Rio Branco, por meio da secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), em parceria com a Unidade de Referência em Atenção Primária (URAP) da Cidade do Povo, realizou na tarde de quarta-feira (17), uma panfletagem em alusão ao Agosto Lilás, levando informações e orientações aos moradores do bairro.

(Foto: Evandro Derze/Assecom)

A campanha é realizada em todas as regionais, por meio das Unidades de Saúde, CRAS, CREAS e escolas, com atividades de conscientização. Durante a caminhada a diretora de Direitos Humanos da SASDH, Rila Freze, reforçou a importância da ação que visa reduzir a violência contra a mulher no município.

(Foto: Evandro Derze/Assecom)

“O prefeito Tião Bocalom sempre está nos dando essa liberdade de trabalhar, assim como a nossa secretária Marfisa Galvão. Então estamos todos os meses, não só em agosto. É uma ação contínua dentro do município de Rio Branco”, disse.

Gerusa Souza é uma das moradoras da Cidade do Povo que recebeu as orientações da equipe.

(Foto: Evandro Derze/Assecom)

“Às vezes a mulher sofre violência dentro de casa calada e não tem coragem de denunciar o agressor, porque às vezes é ameaçada psicologicamente. Eu acho que essa campanha é muito importante para que a mulher venha ter força para denunciar”, expressou.

(Foto: Evandro Derze/Assecom)

O combate à violência contra a mulher deve ser diário. Por isso é necessário reforçar os canais de denúncia. Caso você ou alguém próximo esteja sofrendo algum tipo de violência, se dirija a delegacia mais próxima ou ligue para 180 ou 190. A prefeitura de Rio Branco dispõe de uma rede de proteção dando assistência e orientações para que essa mulher seja protegida.

Francisco de Oliveira é casado com dona Maria Francisca há mais de 40 anos. Ele falou como a campanha é importante e como os homens devem ter respeito pelas mulheres.

“Mulher é para ser respeitada e não judiada, até porque nós somos filhos de mulher. Então não podemos judiar delas. Estou casado com a minha esposa há 48 anos. Graças a Deus, eu amo muito ela e, até hoje, não tenho o que dizer”, expressou.

[Dircom]

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