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POLÍTICA

Jorge Viana acusa Gladson de brigar com aliados e Moisés Diniz responde: “Ele rompeu com aliados antes de ser governador”

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Por Moisés Diniz

Está incomodando essa tentativa do Jorge Viana de tentar carimbar o governo de Gladson Cameli como um grupo que vive brigando. Aliás, Gladson não briga com ninguém, é só checar as notícias sobre isso. Só tem um ser vivo que faz o Gladson perder a calma e até a brigar: o coronavírus.

Agora, peço licença para contar algo que ocorreu há 25 anos. A maioria dos eleitores jovens nem tinha nascido.

Em 1996, o PT filiou o dirigente mais importante do PCdoB, o vereador da capital, meu amigo Marcos Afonso.

Como se não bastasse a desfiliação do principal dirigente dos comunistas, Jorge Viana lançou Marcos Afonso como candidato a prefeito pelo PT.

Como os comunistas não tinham sangue de barata, não aceitaram a humilhação e lançaram Taboada e Edvaldo para prefeito.

O PCdoB passou a vergonha de ter apenas 1% dos votos, mas, o Mauri Sérgio (MDB) ganhou a eleição.

Aquela foi a penúltima vez que o PCdoB teve coragem de enfrentar o poderio do PT. A última fui eu mesmo, quando enfrentei o PT e disputei a prefeitura de Tarauacá, no ano de 2000, com apoio do MDA e de 8 partidos da FPA. O PT só teve o apoio do PSDB. Eu consegui juntar, no mesmo palanque, toda a direita (menos o PSDB) e 90% da esquerda (menos o PT). Mas, eu fui derrotado, porque tive duas máquinas poderosas contra mim.

Portanto, o Jorge Viana brigou e rompeu com aliados bem antes de ser governador, o fez quando ainda era prefeito.

Faço esse esclarecimento, porque o ex-senador insiste em falar de brigas no grupo de Gladson Cameli. Noutra oportunidade, eu falo das lideranças que saíram da FPA, como Taboada, Osmarino Amancio, Marina, Márcio Bittar, Petecão, Calixto,Alan Rick e Gladson. E como algumas lideranças históricas da esquerda foram exiladas, seja pelo ostracismo ou por deslocamento para outras funções não políticas.

PS. Registro, ainda, que quem liderou a reconstrução da relação PT-PCdoB fui eu, pra eleição de Jorge Viana de governador em 98, porque Taboada e Edvaldo não queriam conversa com o PT.

PS 2: Escreverei outro post sobre os cargos eletivos e executivos que exerci na FPA. Minha gratidão por eles é pública, como foram conquistados e como fui tratado. Ninguém cospe no prato que comeu, mas, também, não pode esconder o tipo de comida.

PS 3: Independente da minha nova posição política, mantenho muitas amizades na FPA e respeito aos seus dirigentes (inclusive o JV), como sempre fiz em relação aos antigos líderes da oposição, porque não fiz e nunca farei política com raiva ou rancor.

PS 4: Coordenei o primeiro comício da carreira política de Jorge Viana, candidato ao governo em 90, no bairro da Praia, em Tarauacá, quando não existia PT no Juruá. Portanto, fiz a minha parte, fui leal, me dediquei. Agora, fiz outra opção política e lutarei por ela.

* MOISÉS DINIZ é membro da Academia Acreana de Letras, autor do livro ‘Bandeira Gêmea’ (que transformou em poesia o Programa do PCdoB).

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POLÍTICA

Vereador Emerson Jarude propõe a abertura de dois novos restaurantes populares em Rio Branco

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O vereador Emerson Jarude (MDB) apresentou nesta quinta-feira, dia 16, emenda ao Plano Plurianual 2022-2025 da Prefeitura de Rio Branco, que tramita na Câmara Municipal, sugerindo a criação de dois novos restaurantes populares na capital acreana, sendo um na parte alta da cidade, e outro no 2º Distrito.

Segundo Jarude, com a abertura de dois novos espaços em quatro anos, será possível dar mais dignidade às famílias de baixa renda que dependem da alimentação de menos custo antes distribuída pelo município. Atualmente, Rio Branco tem apenas uma unidade, que fica na Baixada da Sobral.

“A nossa ideia é garantir melhor alimentação, melhor segurança alimentar às famílias carentes da nossa cidade. Será possível atender a nossa população em pelo menos três regiões do nosso município. Contudo, até hoje, o restaurante popular da baixada ainda não foi reaberto, e temos cobrado isso”, pontua o vereador emedebista.

Além de propor a implantação de dois novos restaurantes, Jarude já apresentou, na terça-feira, dia 14, emenda prevendo a criação da Guarda Municipal de Rio Branco. Ao todo, o vereador deve apresentar sete propostas de alteração ao projeto de lei complementar enviado ao parlamento pela prefeitura.Vereador Emerson Jarude propõe a abertura de dois novos restaurantes populares em Rio Branco

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POLÍTICA

Prefeito de Assis Brasil anuncia Copa Indígena e Copa Rural de futebol de campo

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O prefeito Jerry Correia anunciou a realização de duas grandes competições esportivas. A primeira já teve início e é a I Copa Indígena de Futebol de Campo, competição que teve a realização de sua primeira fase na Terra Indígena Mamoadate, Rio Iaco. A próxima fase acontecerá no mês de outubro na Terra Indígena Cabeceiras do Rio Acre, na Aldeia Três Cachoeiras. A final da Copa Indígena de Futebol será realizada na cidade, entre o campeão do Rio Iaco e o campeão do Rio Acre.

Já a Copa Rural de Futebol de Campo será realizada durante todo o mês de outubro. As inscrições das equipes estarão abertas entre os dias 20 e 24 de setembro. A final da competição também será realizada no estádio municipal José Dantas.

“É hora de resgatar nosso potencial esportivo. Estamos realizando o Campeonato Municipal de Futsal, abrimos uma escolinha de futebol que já atende mais de 90 crianças e agora vamos realizar uma copa de futebol rural e indígena. O povo de Assis Brasil ama o esporte e essa gestão vai fazer acontecer”, disse o prefeito.

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POLÍTICA

Lançado pelo Governo nesta quarta, 15, programa itinerante para atender mulheres vítimas de violência

Patrulha Maria da Penha Itinerante, da PMAC, começou pelo Taquari nesta quarta-feira e tem por objetivo levar proteção a vítimas direto nas comunidades mais carentes de todo o estado

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Agência AC | Foto: José Caminha/Secom

Uma importante ferramenta de reforço no combate à violência contra as mulheres foi lançada nesta quarta-feira, 15, pelo governo do Estado. É a Patrulha Maria da Penha Itinerante, da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC), que levará atendimento psicológico, jurídico e social até as comunidades, sobretudo aquelas mais vulneráveis, localizadas na periferia da capital e no interior do estado.

Ônibus da Coordenadoria Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Estado do Acre, parou na frente do Centro de Saúde Claudia Vitorino, no bairro Taquari. Foto: José Caminha/Secom

A primeira ação foi realizada nesta quarta, em frente ao Centro de Saúde Claudia Vitorino, na Rua Baguari, no bairro Taquari, um dos mais populosos de Rio Branco e considerado de alta incidência de violência contra mulheres.

Psicóloga Cleide Silva, da Patrulha Maria da Penha, em trabalho de distribuição de panfletos com informações sobre como proceder em caso de registros de violência doméstica. Foto: José Caminha/Secom

A partir de agora, e por tempo indeterminado, uma equipe com psicólogos e militares da Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha estará, a cada 15 dias, em locais de grande movimentação, sejam próximos a centros de saúde, em centros comunitários ou em praças públicas, com um ônibus próprio para ouvir mulheres vítimas de violência doméstica e ampará-las com esclarecimento sobre direitos.

Segundo explica a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, a tenente-coronel Alexsandra Rocha, muitas das vítimas nem sequer sabem como proceder para deixar de ser maltratadas por seus companheiros. Ou têm medo de sair de casa para procurar ajuda.

Coordenadora da Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Alexsandra Rocha, na primeira ação do programa itinerante, no bairro Taquari, nesta quarta-feira, 15. Foto: José Caminha/Secom

“É neste momento que entraremos com o Patrulha Maria da Penha Itinerante. O que sempre vemos é que muitas não sabem como proceder quando estão sofrendo violência. Algumas têm até medo de perder a casa, tendo de sair do lar, quando, na verdade, quem sai é o agressor. São esclarecimentos e procedimentos como esse que a mulher terá a oportunidade de receber, ao ser atendida no nosso ônibus”, explica Alexsandra Rocha.

Psicóloga Cleide Silva, da Patrulha Maria da Penha, atende casos de registros de violência doméstica. Foto: José Caminha/Secom

Conforme a subcoordenadora, a primeiro-tenente Priscila Siqueira, mais de 1.100 mulheres já foram atendidas pela Patrulha Maria da Penha desde a sua fundação, tendo sido gerados mais de 3.500 procedimentos. “E o que é melhor é que ao longo desse período não registramos nenhum crime de feminicídio entre as pessoas que estavam sob o amparo da patrulha”, ressalta a oficial da PMAC.

Policiais militares da Patrulha Maria da Penha em trabalho no bairro Taquari, nesta quarta-feira, 15. Foto: José Caminha/Secom

Informação e suporte

No bairro Taquari, o primeiro dia do Patrulha Itinerante teve como objetivo levar informação e atender, se fosse necessário, as mulheres que tinham ido fazer consultas na Unidade de Referência da Atenção Primária Claudia Vitorino, uma das mais movimentadas unidades de saúde de Rio Branco.

Ali, a psicóloga Cleide Silva, a terceiro-sargento Nayara Araújo e os demais policiais militares que compõem a coordenadoria especial estiveram distribuindo informações sobre como proceder em caso de violência doméstica e convidando as mulheres que eventualmente estejam sofrendo algum tipo de violência para uma orientação mais aprofundada com a psicóloga, no interior do veículo.

Sargento Nayara Araújo, da Patrulha Maria da Penha, em trabalho de conscientização de moradoras no bairro Taquari. Foto: José Caminha/Secom

A dona de casa A. G. L., de 42 anos, foi uma delas. Sob a condição de anonimato para a imprensa, mas completamente acessível para os profissionais da Patrulha Maria da Penha, ela narrou o seu caso para a equipe que prontamente tomou as providências, de acordo com a sua situação.

Mulher é atendida por piscóloga Cleide Silva no ônibus da Patrulha Maria da Penha, no Taquari. Foto: José Caminha/Secom

Pontua Nayara que o trabalho da Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha possui um leque variado que vai desde as rondas nos endereços das vítimas, como medida protetiva, até o cumprimento de ações mais incisivas, como a prisão do agressor que descumprir a ordem da Justiça de manter-se afastado da vítima.

Patrulha Maria da Penha esteve no bairro Taquari na sua primeira edição itinerante, que se estenderá por toda a Rio Branco e pelo interior do estado. Foto: José Caminha/Secom

“Há casos em que o indivíduo chega a ser preso e passa a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Além disso, a vítima pode recorrer ao aplicativo Botão da Vida, que também está em pleno funcionamento e pode ser acionado a qualquer hora do dia ou da noite, tendo essa mulher o socorro imediato de nossas equipes”, destaca a sargento.

Conforme Alexsandra Rocha, a previsão é de que, em breve, depois de Rio Branco, a Patrulha Maria da Penha Itinerante também alcance as cidades do interior. “De qualquer modo, independentemente desse serviço tão importante, pedimos que as pessoas denunciem as agressões, sejam elas de cunho físico, moral, psicológico ou sexual”, conclama a coordenadora.

Coordenadora da Patrulha Maria da Penha, a tenente-coronel Alexsandra Rocha, em atendimento no ônibus da instituição. Foto: José Caminha/Secom

No Brasil, as ligações podem ser feitas de todo o país, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou celular, pelo número 180. Os dias de atendimento são de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados. Mas há ainda o 190 do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública, que opera em regime de 24 horas sem distinção de feriados ou fins de semana.

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