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CULTURA

Jornalista acreano lança novo livro “Akyryanas” sobre o universo do pensamento livre

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Isaac Melo

Neste Akiryanas, Pitter Lucena nos conduz aos múltiplos varadouros e meandros que, pouco a pouco, aos se desnudar, do tempo e das amarras sociais, nos revela o seu ser, em sua plenitude e beleza.

Akiryanas, fragmentos de um tempo vazio é um livro que dialoga com o passado, o presente e o futuro. Com o passado, ao evocar akiryanas, palavra que, segundo os estudiosos, advém da língua indígena Apurinã, qual seja, Uwa’kürü, Uákiry, Aquiry/Akiry e, finalmente, Acre. O autor, portanto, retorna à ancestralidade, ao passado mais profundo, ao paraíso violentado e perdido. Por sua vez, “fragmentos de um tempo vazio” aplica-se, perfeitamente, aos nossos dias, de crise, econômica e moral, de pandemia, de obscurantismo… O futuro, aqui, é o que se apresenta como esperança, como sonho, que é o que permite, de certa forma, o ser humano a se reinventar e a seguir em sua caminhada.

Pitter Lucena (sentado), autor de “Akiryanas”, na foto com o cartunista Braga

A poesia de Pitter Lucena, a meu ver, é marcadamente voltada para as questões existenciais, ontológicas, até. Que dizer, voltada para o âmago das coisas, a evocar constantemente terminologias, tais como tempo, ser, sentido, nada, nudez, vazio. Sobretudo, ser e tempo, que, imediatamente, mutatis mutandis, nos faz vir à mente o ser e o tempo heideggeriano e o ser e o nada sartriano. Mas, deixando de lado o diletantismo, senão vejamos.

A poesia é um ato de “inventar palavras”, de criar sentidos, de fundar realidades, “onde o mínimo, / É o máximo do que precisamos.” Por isso o poeta, paradoxalmente, escreve: “Com roupas / Minha nudez / saiu por aí”. A nos dizer que, mesmo vestidos, continuamos nus. Com que podemos vestir nossa alma, com que podemos disfarçar nossas misérias? A nudez, aqui, se apresenta como uma metáfora da condição humana.

O livro está disponível na Amazon:

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CULTURA

Curso de fotografia que será ministrado pelo jornalista Marcos Vicentti está com as últimas vagas disponíveis

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O fotojornalista Marcos Vicentti está oferecendo um curso de fotografia em Rio Branco, a modalidade híbrida, entre os dias 06 e 07 de agosto. Os pré-requisitos são: ser maior de 14 anos e possuir uma câmera digital amadora ou profissional ou um celular.

O curso tem carga horária de 20horas: 8 EAD, 8 de aulas práticas e 4 de monitoria. O investimento será de R$ 250,00.

As últimas vagas estão disponíveis e para aqueles que se interessarem pelo curso podem entrar em contato através do número: 68 99221 4836 ou do LINK.

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CULTURA

Sesc realiza feira literária em Cruzeiro do Sul, a partir desta quarta-feira, 27

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Evento começa nesta quarta (27) e se estende até sexta-feira (29), no Teatro dos Nauas em Cruzeiro do Sul com horários das 8h às 18h para escolas e 19h as 22h público em geral, com entrada gratuita; escritores, quadrinistas e grupos de literatura estarão presentes.

O Município de Cruzeiro do Sul sedia uma feira literária educativa nesta semana. O evento tem entrada gratuita com escolas agendadas e público em geral e ocorrerá no espaço do teatro do Nauas.

Estarão presentes na feira escritores independentes, poetas, músicos, grupos de literatura, escritores, recreadores e contadores de histórias. A feira foi organizada a partir de uma curadoria compartilhada entre a equipe do Sesc e participantes de iniciativas coletivas.

BiblioSesc presente na feira

Publicações variadas viajam o país por meio do BiblioSesc. Uma unidade móvel que circulam com o objetivo de incentivar o hábito de leitura, atendendo principalmente a localidades com pouco acesso a livros e bibliotecas. O caminhão, adaptado com estantes, transportam um acervo de 3,5 mil volumes criteriosamente selecionados e constantemente renovados.

Nas estantes do veículo, o público encontra romances, clássicos, poesias, contos de fadas, histórias em quadrinhos, biografias, livros de culinária, dicionários, livros didáticos e até audiolivros. Além dessa oferta de livros, são realizadas ações para engajar os leitores, como clubes de leitura, bate-papos com autores, contação de histórias e atividades lúdicas, que reforçam o prazer de ler.

Programação completa no site www.sescacre.com.br

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CULTURA

Festival Atsá mostra a força da retomada cultural do povo Puyanawa

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Texto: Nelson Liano / Fotos: Marcos Vicentti

Exclusivo para o AcreNews

A quarta versão do Festival Atsá, a primeira depois da pandemia, tem atraído muita gente de todo o Acre e também de outras partes do Brasil e do exterior. Atsá significa mandioca que está na base alimentar e produtiva do povo Puyanawa. Mas também representa o renascimento cultural dessa nação indígena que, durante muitos anos, foi explorada por fazendeiros e teve a sua espiritualidade distorcida pela influência de missionários evangélicos e católicos.

Durante o Festival Atsá, que iniciou no dia 18 e vai até sexta, dia 22, os Puyanawa mostram aos visitantes a riqueza dos seus cantos, das suas músicas, do seu artesanato e das suas pinturas corporais, além da espiritualidade tradicional baseada nas medicinas da floresta e na sabedoria recebida de herança dos seus antigos pajés.

O cacique Joel Puyanawa revela a motivação que mobiliza toda a sua aldeia, no Ramal do Barão, no município de Mâncio Lima, para realizar o Festival Atsá.

“Estamos resgatando as memórias dos nossos antepassados. Oferecemos aos visitantes comidas típicas do nosso povo, que estão relacionadas a todo o nosso conhecimento ancestral que, durante o festival, são repassados também aos nossos jovens. Assim, celebramos a nossa cultura e a nossa espiritualidade por meio dos cantos, das danças, das pinturas corporais e dos nossos rituais”, afirmou Joel.

Fortalecimento econômico da aldeia

O cacique destaca, ainda, que todo esse movimento de visitantes ajuda a fortalecer a economia da comunidade.

“A venda das nossas comidas e do nosso artesanato gera renda para as famílias da aldeia. A gente vê um aquecimento da economia local, que acaba ajudando também os moradores de Mâncio Lima”, refletiu o cacique.

Apoio institucional do Estado

Um outro aspecto revelado por Joel foi a ajuda do Estado na reforma da Arena onde acontece o Festival Atsá. Ele também ressaltou que o Estado apoiou a comunidade Puyanawa na mecanização das lavouras de mandioca, que deverá refletir na maior produção de farinha da história da aldeia.

“As parcerias são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do nosso povo. Temos recebido apoio das nossas demandas”, revelou Joel.

Para encerrar, o cacique disse que todo esse movimento cultural dos povos indígenas traz uma mensagem para toda a humanidade.

“Temos que celebrar a vida e a natureza. É essa alegria que faz a gente transmitir as nossas cantorias e danças, criando um clima de harmonia e entendimento com todas as pessoas que vivem neste planeta, que, mais do que nunca, precisa de paz e amor, nesse momento de tantas dificuldades”, finalizou o líder Puyanawa.

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