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ESPORTE

Jornalista e historiador Manoel Façanha se despede da militância na Associação dos Cronistas Esportivos do Acre e da Abrace

Apesar de optar pelo afastamento das entidades classistas, Façanha segue na crônica esportiva

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Foto: Sérgio Vale

O jornalista e historiador Manoel Façanha, de 52 anos, um dos maiores entusiastas da crônica esportiva no Acre nos últimos 20 anos, está se despedindo da Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea) e da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace). Cuidar dos filhos e ficar mais próximo esposa são prioridades, segundo disse ao AcreNews.

Façanha não vai parar de escrever sobre esportes no Acre. Seu site, Na Marca da Cal, continuará sendo um dos veículos mais informativos na área. Ele seguirá também na parceria com seu grande amigo Acrevenos Espíndola, 51, do Jornal Opinião, e cedendo links para o AcreNews.

A seguir um texto de despedida escrito pelo próprio Manoel Façanha, por meio do qual conta parte de sua vitoriosa saga e zelo com a crônica esportiva do Acre e do Brasil. Vai fazer falta, mas como ele mesmo afirma, a vida é cíclica.

Fim de mais um ciclo

Há pouco mais de dois anos, após deixar o cargo de vice-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea), eu manifestei para alguns colegas a minha intenção de também deixar a direção da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace), fato esse concretizado dia 12 de novembro, quando ocorreu na cidade de Campinas-SP o processo eleitoral da entidade.

Quero dizer que a minha vida de dirigente associativo da crônica esportiva começou no final da década de 1990, quando, a convite do cronista esportivo Chico Pontes, passei a colaborar com o trabalho de credenciar os nossos cronistas na Abrace. Os anos se passaram e fui provocado a assumir a direção da Acea, provocação essa aceita. O primeiro trabalho foi construir o novo estatuto para a entidade e, posteriormente, a realização das eleições para a nova diretoria e ainda a construção do site da entidade.  

Em assembleia geral realizada em dezembro 2003, cronistas esportivos aprovaram novo estatuto da Acea. Da esquerda para a direita: Alberto Casas, Manoel Façanha, Francisco Dandão e Campos Pereira. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Em 2004, a Acea apresentou o layout do site da aceaesportes.com.br

Confira algumas das credenciais adotadas pelas gestões da Acea, Abrace e Aips América.

17 congressos 

O presidente Aderson Maia com cronista esportivo Manoel Façanha (Acea) em 2004. Foto/Francisco Dandão.

No congresso de Corumbá-MS, ocorrido em 2005, o cronista esportivo Manoel Façanha ficou emocionado com o convite do presidente Aderson Maia para ele prestar uma homenagem para o saudoso narrador esportivo Fiori Gigliotti. Foto/Acervo Manoel Façanha

Na busca de interagir com a crônica esportiva nacional tive então o prazer de participar do meu primeiro congresso da Abrace durante o ano de 2004, precisamente na cidade de João Pessoa-PB. Lembro-me que foi o meu primeiro contato pessoal com o saudoso presidente Aderson Maia e outras dezenas de cronistas esportivos do país, alguns já falecidos. A partir daí participei de outros 15 congressos (2004-2018), um deles, internacional (Aips América), ocorrido na cidade de Manaus-AM, no mês de setembro de 2012. Também na cidade de Manaus-AM tive o prazer de marcar presença nos Jogos da Aips América, ocorrido no mês de março de 2018. Todas essas experiências tenho guardadas com alegria a sete chave nos meus arquivos pessoais, assim como parte da história esportiva acreana das últimas duas décadas.

Cronistas esportivos brasileiros reunidos durante congresso da Aips/América na cidade de Manaus em 2012. Foto/Antônio Assis.

Nesta minha participação em 17 congressos (grande parte das despesas de deslocamento foram pagas com o dinheiro do meu próprio bolso), os cronistas esportivos Francisco Dandão e Alberto Casas me acompanharam por 11 oportunidades cada. Também tive o prazer de dividir esses momentos de aprendizado e intercâmbio com outros companheiros da crônica esportiva local: Raimundo Afonso Gomes (3), Gabriel Rotta (2), Zezinho Melo, Deise Leite e Ramiro Marcelo (1). Quero dizer ainda que foram congressos maravilhosos que colaboraram para o fortalecimento da organização da categoria, vínculo de grandes amizades e forte intercâmbio de aprendizado. Também num destes congressos, eu, Francisco Dandão e Alberto Casas, tivemos como companheiro de delegação em 2011, na cidade de Palmas-TO, o jornalista Augusto Diniz, profissional do sul do país que escreveu por mais de 10 anos crônicas/matérias nos jornais O Rio Branco e Opinião.

Trabalho realizado

Neste período de mais de duas décadas atuando como dirigente associativo sempre trabalhei em prol da organização da categoria, do fortalecimento político da entidade e na defesa dos direitos dos associados e, na maioria das vezes, usei recursos do meu próprio bolso para pagamentos de despesas (gasolina, celular, material de escritório…). No entanto, o trabalho, não somente meu, mas de vários companheiros, contribuiu para o fortalecimento da nossa Acea. Neste mesmo período, várias atividades foram desenvolvidas em prol do esporte acreano, entre elas, o Torneio da Imprensa, Prêmio Destaque Campos Pereira (2005-2012), publicação de livros, parcerias com entidades esportivas para a realização de eventos, inclusive, alguns deles de nível nacional, entre outras atividades desenvolvidas pela crônica esportiva.

Em 2005, a Acea, com apoio da prefeitura de Rio Branco, sorteou uma moto para o torcedor. Na imagem, o vice-prefeito Eduardo Farias, Assis Boiau e o presidente Manoel Façanha. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Solenidade de abertura do Torneio Início do Campeonato Acreano 2007. Foto/Odair Leal

A criação do Prêmio Destaque Esportivo Campos Pereira foi uma das bandeiras da primeira gestão do cronista Manoel Façanha na Acea. Foto/Manoel Façanha

Os jornalistas Augusto Diniz, Francisco Dandão e Manoel Façanha durante o lançamento do livro: “Três cronistas na Grandearea.com”, em 2004, na Livraria Paim. Foto/Acervo Manoel Façanha.

Trajetória na Abrace

Lembro-me ainda que, o então presidente da Abrace, Aderson Maia, um cronista esportivo/jurista pra lá de carismático, me nomeou no meu primeiro congresso ao cargo de delegado da Abrace (2004-2009) e, posteriormente, satisfeito com o meu trabalho, fui convidado a fazer parte da sua chapa para o cargo de conselheiro fiscal em duas eleições vitoriosas (2009-2013; 2013-2017). Na penúltima eleição da entidade, a convite do ex-presidente Kleiber Beltrão, fui indicado a fazer parte da sua chapa na pasta de vice-presidente Norte da Abrace (2017-2021).

Aderson Maia e Manoel Façanha comemoram mais uma eleição vencida na Abrace em 2013. Foto/Antônio Assis.

Certificado da última participação do cronista esportivo Manoel Façanha em congressos da Abrace.

Foro íntimo

No entanto, resolvi, por questões de foro íntimo, cumprir com a promessa estabelecida lá atrás e encerrar a minha trajetória como dirigente associativo de classe e, ao mesmo tempo, aproveitar para comunicar o fato à sociedade. Quero dizer ainda que fecho minha participação neste movimento classista com a consciência tranquila de ter deixado um legado de serviços prestados para as entidades e também para a sociedade, principalmente para aqueles que militam no desporto. Nesse período, foram anos de lutas, de conquistas, de reconhecimento, mas entendo que a minha missão agora é outra, apesar de ainda continuar fazendo parte da crônica esportiva, mas apenas na figura de um simples associado e contribuindo, dentro da minha realidade, com a divulgação das atividades esportivas.

O cronista esportivo Manoel Façanha durante pauta no estádio Arena da Floresta. Foto/Sérgio Vale.

Boa sorte!

Então, era isso. No mais, quero aproveitar para desejar uma feliz gestão ao cronista esportivo Artur Eugênio (Campinas-SP) e demais integrantes da sua chapa e, ao mesmo tempo, dizer que o fortalecimento da nossa categoria se faz com trabalho árduo, persistência e diálogo, algo nada fácil para os dias atuais.

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ESPORTE

Jornalista e historiador Manoel Façanha coleciona mais de 1 mi de imagens e elege o top10

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O cronista esportivo acreano Manoel Façanha, 51 anos, é dono de um acervo milionário de imagens inéditas que retratam boa parte da história do esporte acreano. Com mais de 25 anos de carreira, o jornalista e historiador é um desses apaixonados pela profissão que exerce e até criou uma espécie de minimuseu no escritório da casa dele.

Em uma conversa longa e descontraída com o GE, Manoel Façanha contou detalhes de sua trajetória na crônica esportiva e elegeu as 10 fotografias preferidas, seja pela plasticidade e técnica envolvida, ou pela representatividade do momento.

O gosto pelo esporte surgiu quando ainda era criança. O primeiro contato pelo futebol foi por meio do rádio e álbuns de figurinhas.

Na adolescência, o acreano passou a organizar eventos e competições amadoras ao lado de amigos. Manoel Façanha chegou a estagiar como chargista no jornal impresso Folha do Acre, mas a mãe dele não deixou que exercesse a função. Os estudos eram prioridades.

No início da década de 90, tornou-se diretor de esportes, cultura e lazer do Sindicato dos Bancários do Acre. O então presidente João Roberto Braña o incentivou a começar escrever página esportiva para o tabloide da entidade, chamado “Manifesto Bancário”.

– Eu já fazia história e lia bastante, isso facilitava – conta.

Manoel Façanha entrou definitivamente na crônica esportiva acreana em 1996, no jornal impresso O Rio Branco. Ele foi convidado pelo radialista e jornalista Raimundo Fernandes.

O cronista esportivo acreano deixou o jornal impresso O Rio Branco em 2015 e atualmente trabalha no também jornal impresso Opinião. Ele também tem um site próprio de notícias esportivas.

Acervo milionário

Escritório do cronista esportivo Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Escritório do cronista esportivo Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Manoel Façanha tem um cômodo da casa dele dedicado exclusivamente a preservação de memórias do esporte acreano. As paredes são decoradas com jornais e quadros de clubes de futebol do Estado que marcaram épocas. É como uma viagem no tempo.

Com a modernidade dos equipamentos, Manoel Façanha trocou os antigos CDs e DVDs por armazenamentos em HDs. Contando todas as imagens – impressas e digitais –, são mais de 1 milhão de fotografias inéditas de diversas modalidades esportivas, mas boa parte de futebol.

– Com certeza tenho mais de 1 milhão. Não só fotos digitais, também tenho em papel, mas são poucas. Eu comecei a guardar desde 2003. Eu sempre gostei de preservar a memória.

As imagens são momentos tanto de competições oficiais como não oficiais. Também há registros de treinamentos de clubes de futebol e do cotidiano de outras modalidades como vôlei, handebol, basquete e atletismo, por exemplo.

– Eu sempre tive essa noção de guardar e comecei a fazer pastas. Foi natural, mas ou mesmo tempo pensada – completa.

O cronista também contribuiu positivamente na Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea). Ele exerceu dois mandatos como presidente (2004-2007 e 2012-2016). Transparência e legitimidade das ações foram suas principais virtudes à frente da Acea.

Manoel Façanha foi responsável pela criação do estatuto da Acea e reorganizou a entidade em 2003. Ele também foi vice-presidente da Região Norte da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

– Com certeza um dos momento mais importantes que nos acreanos conseguimos foi que um governo viesse construir um estádio. A gente era chacota quando clubes das Séries A e B vinham jogar aqui em Copa do Brasil. Tínhamos o José de Melo (atualmente CT do Rio Branco-AC), mas era pequeno – afirma.

Como escritor, o cronista esportivo tem quatro livros publicados, três deles em parceria com os jornalistas Augusto Diniz e Francisco Dandão. Manoel Façanha prepara mais um livro com 100 crônicas esportivas já publicadas. A obra está quase pronta e será lançada em 2022.

Manoel Façanha viu muita coisa mudar no esporte acreano ao longo do tempo, mas nem tudo foi positivo. O cronista esportivo conta que os dirigentes dos clubes de futebol precisam ser mais profissionais em suas respectivas gestões.

– Na década de 70 e 80 as personalidades da politica e empresários, quem tinha poder aquisitivo, se aproximavam muito dos clubes, davam suporte. As pessoas que tinha importância na sociedade acreana estavam muito presentes dentro dos clubes. Hoje em dia os empresários e políticos estão pouco presentes dentro dos clubes. Os políticos abrem as portas, principalmente aqueles que tem compromisso pelo esporte, conseguem abrir portas para investimentos. Futebol requer essa estrutura, da presença de políticos e empresários dentro dos clubes para buscar parceria, projetos positivos e botar em si dinheiro, porque o futebol não vive sem recurso – opina.

1. Goleiro Weverton (2004-2019)

Montagem mostra goleiro acreano Weverton no inicio da carreira na base do Juventus-AC e na Seleção Brasileira — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Montagem mostra goleiro acreano Weverton no inicio da carreira na base do Juventus-AC e na Seleção Brasileira — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Pela história de vida do Weverton. É um goleiro da periferia da nossa cidade, que cresceu no meio futebolístico, teve oportunidade, agarrou com unhas e dentes, e conseguiu prosperar. Mostra justamente isso. É uma montagem que até ele me solicitou essa foto, mostrando o início até à Seleção Brasileira que é o auge de qualquer profissional da bola.

2. Rio Branco-AC na Série C (2007)

Ex-meia Testinha perde pênalti em jogo decisivo da Serie C, que posteriormente eliminaria o Rio Branco-AC — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Ex-meia Testinha perde pênalti em jogo decisivo da Serie C, que posteriormente eliminaria o Rio Branco-AC — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Essa foto talvez tenha sido a tarde/noite mais triste do futebol acreano, se levamos em conta as últimas décadas. O Rio Branco-AC entrava em campo na Série C de 2007, embalado por uma boa campanha. Dentro da Arena da Floresta era imbatível. O Rio Branco sempre conquistava bons resultados. O ABC era um time de qualidade e estava classificado para a próxima fase, veio para o Acre com o time praticamente misto ou reserva, e o torcedor se empolgou que naquela tarde teria tudo para fazer um resultado satisfatório e eliminar o Bahia, que jogava no mesmo dia. O Rio Branco começou em cima do time potiguar, quase consegue marcar os gols e, inclusive, teve o pênalti que o Testinha desperdiça. A bola bate na trave em uma infelicidade. Nesse jogo tínhamos mais de 16 mil pagantes, o maior público do futebol acreano, o jogo termina 0 a 0 e o Bahia faz um gol nos acréscimos e se classifica. O Rio Branco fica fora. Todo mundo fica com a sensação de “Maracanaço”, em referência a derrota do Brasil para o Uruguai na decisão da Copa do Mundo de 50.

3. Polêmica do Atlético-AC (2007)

Manifestantes protestam contra venda de parte do patrimônio do Atlético-AC em 2007 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Manifestantes protestam contra venda de parte do patrimônio do Atlético-AC em 2007 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– O presidente José Humberto tinha dificuldades de conseguir parceiros para tocar o clube e nesse momento de buscar recursos teve a ideia de vender parte do patrimônio do clube para uma igreja evangélica e aquilo não foi visto com bons olhos pelo torcedor, parte da diretoria, conselheiros e a imprensa também. Houve uma grande articulação no dia para se fazer uma manifestação pra chamar a atenção da sociedade do que estava sendo feito no Atlético-AC. Surtiu efeito positivo. A igreja evangélica que tinha comprado a terra e já estava construindo, desistiu de fazer e devolveu a terra.

4. Verônica Severino (2019)

Assistente de arbitragem Verônica Severino em ação durante partida do Campeonato Acreano — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Assistente de arbitragem Verônica Severino em ação durante partida do Campeonato Acreano — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Eu passei por ela nesse dia e ela sorriu e eu disse: “Hoje vou pegar uma foto bacana sua”, disse mais ou menos isso e ela sorriu de novo. O jogo correndo e em certo momento tive a felicidade de pegar uma foto de forma estilosa, várias sequências e peguei ela tipo flutuando, levitando e a foto ficou bastante legal, bastante plástica. É valorizar e incentivar a presença mulher na arbitragem acreana.

5. Técnico Cuca no Acre (2008)

Técnico Cuca comanda treinamento de apronto do Botafogo no estádio Florestão, na capital acreana, antes de entrar o Rio Branco-AC pela Copa do Brasil de 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Técnico Cuca comanda treinamento de apronto do Botafogo no estádio Florestão, na capital acreana, antes de entrar o Rio Branco-AC pela Copa do Brasil de 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– A foto ilustra vários aspectos. A Copa do Brasil, o torneio mais democrático do país e a oportunidade do futebol periférico, que nunca teve oportunidade em ir em um grande estádio de futebol, assistir um craque da atualidade. A foto tem o Cuca, considerado um dos melhores técnicos do país e o Botafogo. Era um treino recreativo e estavam batendo aquela bolinha. Era Botafogo e Rio Branco.

6. Copa Floresta, o futebol raiz (2003)

Decisão da Copa Floresta, em 2003, no município de Sena Madureira, no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Decisão da Copa Floresta, em 2003, no município de Sena Madureira, no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Essa foto mistura vários aspectos e um dos aspectos era a amizade que tinha com o coordenador dessa competição que era o saudoso Hermano Filho, de Sena Madureira. Ele tinha uma grande sacada, era um político inteligente e fez essa competição para os ribeirinhos. Vinha times de várias localidades. Era uma grande festa, dois ou três dias de torneio até conhecer o campeão. Essa foto é uma decisão por pênaltis, o futebol raiz mesmo com o jogador descalço, no estilo mais força do que qualidade e a torcida atrás do gol vibrando. Era um espetáculo.

7. Alecsandra Camargo (2008)

Alecsandra Camargo durante treinamento em piscina da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Rio Branco (AC), em 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Alecsandra Camargo durante treinamento em piscina da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Rio Branco (AC), em 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Ela se preparava para Copa Amazônica de Natação e as Olimpíadas Colegiais. A foto tem uma beleza plástica, que e a questão das cores, água, a cor morena dela, a cor da piscina, a água transparente e o olhar dela. Um olhar quem está com rosto não dentro da agua, mas fora com a boca aberta. Tem a questão da plasticidade da foto.

8. Defesa aérea (2016)

Goleiro Ramon, do Rio Branco-AC, durante partida do torneio Acre/Rondônia, em 2016 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Goleiro Ramon, do Rio Branco-AC, durante partida do torneio Acre/Rondônia, em 2016 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– O que mais gostei é a plasticidade. O goleiro parece que está voando. Ele dá um salto tentado pegar a bola. Existe alguns elementos que caracterizam o goleiro, que é a luva. Um jogador de linha não vai dar um salto desses. Existe a questão da percepção, treinamento e elasticidade para dar um salto desse.

9. Pai e filho na Copa do Mundo (2014)

Imagem de pai e filho em partida do Brasil na Copa do Mundo de 2014 é um dos registro preferidos de Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Imagem de pai e filho em partida do Brasil na Copa do Mundo de 2014 é um dos registro preferidos de Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– É mostrar a paixão brasileira pelo futebol e à Seleção Brasileira. Essa paixão é de pai para filho. O pai beirando os 40 anos e o filho com menos de 10 anos de idade. Ambos bem vestidos pra participar da festa de uma partida da Copa do Mundo. Ao fundo existe à Seleção Brasileira e torcedores de Brasil e México. Era a solenidade de abertura.

10. Goleira baiana – Olimpíadas Colegiais (2006)

Goleira baiana defende bola no ar durante Olimpíadas Colegiais, em 2006 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Goleira baiana defende bola no ar durante Olimpíadas Colegiais, em 2006 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Ia jogar a escola acreana, acho que era Divina Providência de Xapuri, contra uma equipe paulista, que tinha jogadora que parecia o Falcão, a menina jogava muito. Esse jogo era preliminar, um jogo muito pegado, muito equilibrado entre Bahia e Rio de Janeiro. Essa é uma goleira baiana. O Rio de Janeiro estava pressionando para empatar o jogo e a goleira muito boa, tinha estilo. A jogadora mete o chute e ela encaixa a bola no ar, como uma performance de um goleiro de grande estilo. O grau de dificuldade pra homem já é difícil fazer uma pose dessa no ar, quanto mais para uma mulher.

Com informações GE Acre.

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ESPORTE

Galvez, Atlético, Andirá e Náuas vencem na abertura do returno do Sub-17

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Na Marca da Cal /  Foto: Manoel Façanha

Com uma média de quase quatro gols por partida, a bola rolou na manhã e tarde do último domingo (5) pela disputa do returno do Campeonato Acreano Sub-17. Os quatro jogos foram realizados no estádio Florestão.
Na abertura da rodada, em jogo pelo grupo B, o Galvez superou o Vasco-AC por 1 a 0. Na sequência, o Atlético-AC atropelou o Humaitá por 6 a 2, em jogo válido pelo grupo A.

No período da tarde, o Andirá manteve os 100% de aproveitamento e derrotou o Independência por 2 a 1, pelo grupo B. O tricolor teve dificuldades e compareceu com apenas 10 jogadores e ainda perdeu o goleiro Paiva durante a etapa complementar e nos dez minutos finais outros três jogadores também apresentaram problema clínico e a partida foi encerrado pelo árbitro Djailton Santos. No Fechando a rodada, o Náuas enfiou 3 a 0 no São Francisco em confronto do grupo A.

Segunda rodada
O returno do Campeonato Sub-17 prossegue na quarta-feira (8), com dois jogos no estádio Arena da Floresta. Às 14h, pelo grupo A, jogam São Francisco x Humaitá. A partir das 16h, pelo grupo B, o Independência encara o Galvez.

Classificação

Grupo A
1° Atlético-AC – 3 pts
2° Náuas – 3 pts
3° São Francisco – 0
4° Humaitá – 0

Grupo B
1° Andirá – 3 pts
2° Galvez – 3 pts
3° Independência – 0
4° Vasco-AC – 0

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ESPORTE

Estadual de Futebol 2022 começa dia 15 de fevereiro com 11 clubes na disputa

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Na Marca da Cal / Foto: Sérgio Vale

Remodelado e com a inclusão de mais dois clubes (Independência e Adesg) entre os participantes, o Campeonato Acreano 2022 vai começar dia 13 de fevereiro com dois duelos no estádio Florestão. O jogo de abertura vai envolver o campeão Rio Branco diante da Adesg. Na partida de fundo, o Humaitá pega o Independência. Os últimos detalhes foram definidos na última sexta-feira (3), na sede da entidade, anexa ao estádio Florestão.

Os grupos foram definidos por meio de critério técnico – regra essa decidida também por votação. As chaves ficaram definidas da seguinte maneira: Rio Branco-AC, Atlético-AC, Vasco-AC, Náuas, Plácido de Castro e Adesg (Grupo A); Humaitá, Galvez, São Francisco, Andirá e Independência (Grupo B).

Na próxima temporada, as partidas serão realizadas às quartas-feiras e domingos. A presença do torcedor nas arquibancadas está ameaça pela presença de nova variante do novo coronavírus, mas tudo vai depender da classificação de risco para a pandemia.

Regulamento

O Campeonato Acreano 2022 será disputado em primeiro e segundo turno, sendo que o returno será com os seis melhores classificados. O título estadual será do clube que somar mais pontos ao término das rodadas do segundo turno.

1ª Rodada

13/02
Rio Branco-AC x Adesg
Humaitá x Independência

16/02
Galvez x Andirá
Atlético-AC x Pl. de Castro

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