Geral
Nicarágua: mais de 1,3 mil ataques contra a Igreja e fechamento de centenas de ONGs religiosas

Relatório aponta escalada de violência e repressão contra cristãos na Nicarágua
A situação da liberdade religiosa na Nicarágua atingiu níveis críticos. Um novo relatório detalhado sobre os direitos humanos no país revela que o regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo realizou, nos últimos anos, pelo menos 1.368 ataques diretos contra a Igreja Católica e diversas denominações evangélicas.
Ataques e Expulsões O documento aponta que a repressão não se limita apenas a discursos de ódio. Entre as ações documentadas estão a profanação de templos, o cerco policial a paróquias e o confisco de bens. Além disso, estima-se que mais de 200 lideranças religiosas, entre padres, bispos e pastores, foram presos, expulsos ou impedidos de retornar ao país após viagens ao exterior.
Um dos casos mais emblemáticos citados é o do bispo Rolando Álvarez, que se tornou um símbolo de resistência antes de ser exilado para o Vaticano após meses de detenção.
Fechamento de ONGs e Instituições Além da violência física e jurídica contra indivíduos, o regime tem utilizado o cancelamento de registros legais para asfixiar as instituições. Centenas de organizações não governamentais (ONGs) ligadas a grupos religiosos — que realizavam trabalhos sociais, educativos e de caridade — tiveram suas licenças revogadas e seus patrimônios absorvidos pelo Estado.
Reação Internacional Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos alertam que a estratégia do governo nicaraguense é isolar qualquer instituição que possa servir como voz crítica ou refúgio para a sociedade civil. A comunidade internacional tem pressionado por sanções, enquanto grupos religiosos ao redor do mundo realizam vigílias em solidariedade aos cristãos nicaraguenses.













