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SAÚDE

No Dia Mundial de Luta contra a AIDS, uma das maiores autoridades no Acre sobre a doença faz alerta: ‘O HIV continua letal’

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A Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida, doença conhecida como Aids, causada pelo vírus HIV, continua matando pessoas no mundo, no Brasil e no Acre. Nos últimos 20 anos pelo menos 1,2 mil pessoas foram descobertas com a doença por aqui e o fato de os remédios terem alcançado patamares de alta eficácia no combate as infecções, a cura ainda não é uma realidade. “O vírus ainda é letal”, alerta o médico Alan Areal, com quem a reportagem do AcreNews conversou com exclusividade em função desta quarta-feira ser primeiro de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a AIDS.

Uma das maiores autoridades de infectologia no Acre, Areal respondeu sobre a realidade da doença, o preconceito e as notícias ainda nada empolgantes sobre a sua cura. Nascido em Sena Madureira, esse médico especialista em doenças tropicais com mestrado em pesquisas com as hepatites B e Delta, além de especialização em Portugal, diz que é importante lembrar na data de hoje que a “Aids nunca foi pra homossexuais, mas é para quem é promíscuo”. Veja nossa entrevista:

AcreNews – Dr. Alan Areal, 40 anos depois de explodir como epidemia, a Aids ainda é uma realidade no mundo, no Brasil e no Acre?

Alan Areal – Sim! Uma realidade que inclusive no ano de 2018 tivemos aumento importante no Brasil e no mundo. Pelo menos 35 milhões de adultos vivem com HIV ao redor da terra.

AcreNews – Primeiro de dezembro é Dia Mundial de Luta contra a Aids. Que validade tem tido essa data?

Alan Areal – A data e simbólica. Na verdade, todo dia é dia de combater o HIV. Medidas de prevenção, como o uso de preservativos e a profilaxia com a Pep e Prep, que são ações do Ministério da Saúde, que através dos coquetéis, ou seja, dos remédios antirretrovirais vão diminuir a transmissão do vírus.

AcreNews – Tem alguma notícia boa sobre a possível cura da doença? Essa última vacina já pode ser considerada o remédio para o fim de uma das epidemias mais longas da história da humanidade?

Alan Areal – A cura ainda não é uma realidade, infelizmente. Existe controle, com uso das medicações que avançaram e muito. Pessoas vivem com qualidade de vida e a aids tornou-se uma doença crônica, mas sua cura ainda é um sonho. O vírus possui uma grande capacidade de mutação, o que dificulta uma vacina eficaz.

AcreNews – Os homossexuais ainda são as maiores vítimas da Aids?

Alan Areal – A população HSH, homens que fazem sexo com homens, eram o público mais afetado, porém, atualmente, isso vem mudando e toda população que faz sexo sem preservativo e com múltiplos parceiros se tornaram público de risco elevado.

AcreNews – O coronavírus chegou abalando todas as estruturas. Praticamente se esqueceu da Aids, após a Covid. Que tipo de comportamento se deve adotar diante das duas doenças?

Alan Areal – As medidas sanitárias se voltaram praticamente para a Covid 19, mas os testes de HIV e atendimento, assim como a dispensação do tratamento ofertado pelo SUS, se manteve. Mas quero aproveitar a oportunidade para dizer a nossa população que sigam as medidas sanitárias, contra a Covid. Uso de máscara e evitar aglomerações ainda são eficazes. Temos aí o exemplo das variantes. Atualmente a ômicrom, com casos até no Brasil.

AcreNews – Ainda existe muito preconceito em relação a doenças como a Aids dentro dos hospitais?

Alan Areal – Dentro dos hospitais não, em toda a parte. A Aids de tornou uma doença estigmatizada e o preconceito ajudou a piorar as coisas. Ainda existe até hoje, o que nós não aceitamos de forma alguma. Não temos o direito de julgar ninguém por sua opção sexual ou qualquer outra forma de pensamento. Pessoas ainda tremem na hora do diagnóstico, diria até que mais pelo preconceito. Como médico especialista e que estamos na ponta, na linha de frente, digamos assim, repudio tais atitudes.

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SAÚDE

Boletim da Fiocruz coloca Rio Branco no grupo de alerta crítico para Covid-19

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Por Wanglézio Braga / Foto: Wanglézio Braga

Com 80% de aumento no número de casos de Covid-19, Rio Branco é uma das nove capitais do Brasil que apresentaram altos índices e, portanto, está incluída no grupo de alerta crítico para a doença, segundo Boletim da Fiocruz publicado, hoje (26), no seu portal.

Além de Rio Branco, foram citadas ainda as cidades de Porto Velho (89%), Macapá (82%), Fortaleza (93%), Natal (percentual estimado de 89%), Belo Horizonte (95%), Rio de Janeiro (98%), Cuiabá (89%) e Brasília (98%).

Já Manaus (75%), Boa Vista (70%), Palmas (69%), São Luís (64%), Teresina (percentual estimado em 79%), Maceió (65%), Salvador (67%), Vitória (77%), São Paulo (71%), Curitiba (71%), Florianópolis (69%), Porto Alegre (60%), Campo Grande (79%) e Goiânia (75%) estão na zona de alerta intermediário.

Para chegar a esses números, a Fiocruz avalia os indicadores de leitos de UTI para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). A Nota Técnica reforça a importância de avançar na vacinação e endurecer a obrigatoriedade do uso de máscaras e do passaporte vacinal em locais públicos. Os pesquisadores também sugerem a promoção de campanhas de orientação à população e o autoisolamento quando do aparecimento de sintomas.

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SAÚDE

Governo realiza imunização de crianças do Educandário Santa Margarida contra a Covid-19

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado Saúde (Sesacre), realizou nesta terça-feira, 25,  uma ação de vacinação contra a covid-19  no Educandário Santa Margarida, em Rio Branco. Foram vacinadas 17 crianças com idades entre 5 e 11 anos.

Crianças do Educandário Santa Margarida são imunizadas contra a covid-19. Foto: Odair Leal/Secom

A atividade foi organizada por meio da equipe estadual do Plano Nacional de Imunização (PNI), que, em parceria com a coordenação do Educandário, disponibilizou as doses pediátricas, imunizantes que têm composição e frasco diferentes daqueles destinados a adultos e adolescentes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em dezembro o uso da vacina da Pfizer contra covid-19 em crianças, por isso o Ministério da Saúde incluiu a faixa etária de 5 a 11 anos no PNI.

Faixa etária dos 5 aos 11 anos foi adicionada ao Plano Nacional de Imunização. Foto: Odair Leal/Secom

Quanto a possíveis reações da vacina, Renata Quiles, coordenadora do PNI estadual, explicou que as mais comuns são semelhantes aos sintomas da gripe, como febre, dor de cabeça e mal-estar físico.

A coordenadora afirmou ainda que eventuais reações diferentes dessas devem ser comunicadas às equipes da Saúde para notificação, acompanhamento e tratamento da criança, até o desaparecimento dos sintomas.

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SAÚDE

Centro de Atendimento ao Autista (CAA) e Serviço de Equoterapia ficam fechados a partir desta segunda-feira, 24

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Por medidas sanitárias de segurança, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa), vem a público informar que o Centro de Atendimento ao Autista (CAA) – O Mundo Azul, localizado na travessa São Lázaro, S/N Tangará, e o Serviço de Equoterapia, localizado no Rancho Dubai, não abrirão para atendimento a partir desta segunda-feira, 24 de janeiro, em virtude de o prédio ter que passar por sanitização em todas as suas dependências.

A diretora da Unidade de Saúde Municipal, Édila Sousa, solicitou tal sanitização levando em consideração que pelo menos 30% dos servidores do Centro testarem positivo para a covid-19.

Após a limpeza e desinfecção do prédio, a gestão optou por suspender os atendimentos de terapias enquanto durar esse surto gripal e de covid-19, por se tratar de crianças atendidas no CAA e no serviço de Equoterapia serem pacientes de risco e com comorbidades.

A partir do dia 24 de janeiro o CAA passará a atender ao público externo com atendimentos reduzidos mantendo os protocolos de segurança no horário das 7h às 12h e das 14 às 17h, tendo em vista que a equipe encontra-se reduzida e afastada de suas funções laborais.

Por tanto, tal protocolo se faz necessário para diminuir o contágio do vírus e melhor atender aos usuários quanto a segurança sanitária.

Gratos pela compreensão.

Atenciosamente,

Sheila Andrade Vieira
Secretária Municipal de Saúde de Rio Branco

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