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No interior do Acre, jovem com surdez congênita vence as dificuldades e consegue tirar CNH para conduzir moto e carro

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Portal Tarauacá / Foto: Reviane Farias

A história  de superação  de um jovem com deficiência auditiva congênita vem do interior do Estado do Acre, especificamente na cidade de Jordão, depois de diversas batalha da genitora Reviane Farias, o filho Victor Farias da Silva, de 20 anos, conseguiu superar algumas barreiras impostas aos surdos e lograr êxito no teste para obter a CHN na categoria AB, na qual permite ele conduzir carros e motos.

Victor Farias, 20 anos, com surdez congênita, aprovado no exame teórico e prático da CNH. Foto: Reviane Farias

Bastante feliz e com a voz embargada do choro pelo êxito do herdeiro, Reviane diz que é um momento de vitória e superação do filho. “É um momento de superação para nossa família e para o Victor, porque dificilmente um surdo pelo tanto de preconceito que sofre  na escola, na sociedade, e conseguir concluir o ensino médio e tirar a CHN, é uma grande vitória”, afirma a mãe. 

Segundo Reviane Farias, a vida estudantil do filho nuca foi fácil. “Aqui no Jordão, a vida estudantil do meu filho nunca foi fácil, porque não tinha pessoas capacitadas em Libras, língua principal do surdo. Contudo, depois de muita batalha, veio uma professora de Rio Branco, a Gabi, para acompanhar meu filho, no fundamental I e II e no ensino médio”, conta. Como a professora não era efetiva, todos anos era mesma novela, Reviane precisava correr atrás do pessoal do núcleo estadual de educação, procurar a equipe do núcleo de inclusão, até o filho concluir o curso. 

Victor é o primeiro aluno surdo da Auto Escola Felipe, com sede nos municípios de Tarauacá e Jordão, de propriedade do Sargento Adson Leite. Na qual aceitou a matrícula do jovem no curso  e auxiliou a família dele com o pagamento de um intérprete durante as aulas, além disso, o proprietário solicitou do DETRAN/AC que a prova de Victor fosse elaborada por uma equipe especializada e na aplicação da prova teórica e prática veio um avaliador habilitado em Libras. “Quero agradecer ao Adson e a Sâmia, proprietário da Auto Escola Felipe, porque mesmo a gente pagando, eles foram muitos atenciosos conosco. Também quero agradecer ao Batista, instrutor do Victor em Jordão, porque ele também foi fundamental para que tivéssemos êxito”, agradece. 

Para poder se matricular na auto escola, Victor Farias passou pela avaliação de uma junta médica do DETRAN. Os médicos concluíram que apesar da surdez, ele tem condições de dirigir. A avaliação foi feita em Rio Branco e o custo foi pago pela mãe.

Laudo de Victor Farias, de 20 anos.

O que é a surdez congênita

Na surdez congênita a criança adquire a deficiência durante a gestação. A aquisição da surdez pelo bebê pode se dar por medicamentos tomados pela gestante, doenças adquiridas durante a gestação, como sífilis e toxoplasmose, ou por causa hereditária.

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Em Cruzeiro do Sul, Sejusp lança o Projeto SUAT, para atender crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade 

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O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Paulo Cézar Rocha dos Santos, conduziu, na manhã desta segunda-feira, 27, na cidade de Cruzeiro do Sul, na Escola Maria Lima, bairro Cobal, o lançamento do Projeto SUAT (Seja um Adolescente de Triunfo), componente do Programa Acre pela Vida, chancelado pela Sejusp, cujo objetivo é atender crianças e adolescentes, entre 12 a 15 anos, em situação de vulnerabilidade social, moradores de áreas de risco e demais voluntários que se encontrem dentro desta faixa etária.

Compuseram o dispositivo de honra, além do secretário Paulo Cézar, o diretor operacional da Sejusp, coronel Ulysses Araújo, o juiz de Direito titular da Vara da Infância e da Juventude, na Comarca, Marlon Machado, o coordenador da Sejusp, no Juruá, coronel James Clei, o coordenador do Gefron, coronel Glayson Dantas, o titular da Delegacia da Mulher em Cruzeiro do Sul, delegado Rômulo Carvalho, a tenente-coronel da PMAC, Silva Lima, o comandante do Colégio Militar Dom Pedro II/CZS, major Rômulo Barros, a diretora da Escola Maria Lima, professora Eliane Lopes da Silva, o secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho de Sousa, e a representantes da SEE, no Juruá, Ruth Bernadino. 

De acordo com o titular da Sejusp, “a iniciativa visa contemplar o desenvolvimento de cidadãos de bem, com atividades cívicas e morais, éticas, educativas, físicas, sociais e psicológicas serão apresentadas de maneira continuada, “no sentido de desenvolver um instinto natural nos jovens e adolescentes para a rápida distinção do certo e do errado, do bem e do mal, do lícito e do ilícito e suas consequências”.

Além disso, o secretário Paulo Cézar, durante o lançamento do projeto, ao contar um pouco de sua trajetória, lembrou da necessidade de resguardar essas crianças e adolescentes, “levando-os a uma vida digna, a partir da educação, do respeito aos pais, aos seus professores, e, principalmente, com Deus no coração, para afastá-los de qualquer atividade criminosa”, asseverou.  

A matriz curricular do projeto é composta por quatro áreas estratégicas de ensino, sendo elas a de Defesa Civil e Prevenção, de Formação Ética e Cidadã, de Desporto e de Generalidades, cujas disciplinas visam o repasse de conhecimentos imprescindíveis às jovens e aos adolescentes que se encontram em processo de formação cidadã. A coordenação do projeto está sob a responsabilidade dos representantes do Sistema Integrado de Segurança Pública – SISP, ativos e reservistas, com supervisão e o suporte da Coordenação da Sejusp na Regional do Juruá, que também auxiliará nas tratativas com os potenciais parceiros do projeto.

A meta da Sejusp, com o projeto, é atender 100 crianças e adolescentes, de 12 a 15 anos, por ano; reduzir a cooptação de jovens e adolescentes pelo crime; reduzir o número de jovens e adolescentes se envolvendo em atos ilícitos, mendigando ou prostituindo pelas ruas; diminuir a taxa de reprovação e evasão escolar; e formar 100 multiplicadores de conhecimentos e jovens aprendizes, a cada ano.

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Após investigação iniciada em 2018, Polícia Federal realiza operação em Cruzeiro do Sul para combater fraudes em licitações

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A Delegacia de Polícia Federal de Cruzeiro do Sul/AC deflagrou na manhã desta sexta-feira (24/06) a operação “Atlântida”, visando combater esquemas de fraudes em licitações e desvios de recursos público

Na operação policial, cerca de 60 policiais federais deram cumprimento em 16 (dezesseis) mandados de busca e apreensão nas cidades de Cruzeiro do Sul/AC, Rio Branco/AC e João Pessoa/PB.

A investigação teve início em meados de 2018, para apurar uma suposta associação de construtoras com o objetivo de frustrar, mediante ajuste e combinação de propostas, o caráter competitivo de licitações, no âmbito da Prefeitura Municipal de Cruzeiro do Sul/AC.

A ação criminosa teria a participação de agentes públicos e empresários, inclusive com a utilização de empresas de “fachada” para burlar o processo licitatório, em contratos que envolvem obras de engenharia como pavimentação asfáltica de ramais e implantação de complexo esportivo na cidade de Cruzeiro do Sul/AC. Foi constatado um prejuízo de cerca de 5 milhões de reais aos cofres públicos.

A Polícia Federal continuará a apuração, na tentativa de elucidar a real amplitude dos ilícitos praticados que, até o momento, foram capitulados como crime tipificado no Art.90 da Lei nº 8.666/93, sem prejuízo de outros crimes eventualmente desnudados no curso da investigação criminal.

A origem do nome da operação faz referência a uma ilha habitada pelos atlantes, descendentes de Atlas, filho de Poseidon. Segundo as notas de Sólon, Atlântida era uma cidade esplendorosa, com arquitetura monumental e engenharia avançada, era uma nação próspera até que a corrupção dos descendentes de Atlas os conduziu à desobediência das leis fundamentais de Poseidon, motivo pelo qual mereceram o castigo de Zeus, que a fez submergir no oceano. Qualquer que seja a versão da lenda, Atlântida foi sempre considerada como símbolo da Idade de Ouro e a corrupção praticada pelos descendentes de Atlas foi punida severamente.

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Advogados brigam no estacionamento da Câmara de Sena Madureira

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Em Sena Madureira dois advogados trocaram socos e chutes durante uma briga na tarde desta quarta-feira, 22. O caso que teve grande repercussão no município aconteceu no estacionamento da Câmara de Vereadores. Parte da briga foi registrada por câmera de monitoramento. Nas imagens é possível ver os dois profissionais trocando socos e chutes.

O motivo da confusão é desconhecido.

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