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POLÍTICA

Marina rebate Márcio Bittar, que acusou ela de tentar atrapalhar o progresso em relação a BR-364

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Uma das características da política brasileira, infelizmente, é a desonestidade intelectual sobre os assuntos que interessam a nossa sociedade. Esta prática de velha política está muito mais evidente na atualidade com as ações do mitômano Bolsonaro e seus aliados. Mas, verdade seja dita, a prática é mais antiga.

Esta semana, um exemplo desta triste prática foi manifestado, em redes sociais, pelo Senador Márcio Bittar e o emedebista tradicional Atevaldo Santana. Ambos afirmam, com diferentes nuanças:

1. Marina, junto com Jorge Viana (na época filiados ao mesmo partido), “foram capazes de fazer de tudo para embargar a obra da BR-364 rumo a Cruzeiro do Sul, enquanto o governador Orleir Cameli tentava fazê-la”.

2. Marina teria feito (com Jorge Viana) campanha difamatória ao ex-senador Nabor Júnior, com o infame jargão “Nabor nunca mais”.

Uma verificação simples dos fatos ocorridos levaria qualquer pessoa intelectualmente honesta a rejeitar tais afirmações e tampouco reproduzi-las. Vejamos.

Sobre a BR 364 (Rio Branco – Cruzeiro do Sul), a ideia que Marina teria realizado ações para o embargo na construção da estrada é uma das mentiras mais sórdidas e torpes já desenvolvidas pela política acreana (hoje seria Fake News) com relativa complacência de parte da imprensa local. Vale relembrar os leitores.

O embargo não foi feito nem por Marina e nem Jorge Viana e sim pelo Ministério Público Federal, em decorrência de várias observações não levadas em consideração no processo de licenciamento da obra, junto aos órgãos competentes pelo governo na época. A mentira difundida foi tão instrumentalizada que muitos líderes locais de Cruzeiro do Sul invadiram o aeroporto daquele município para impedir a aterrisagem de um avião pois supunham que Marina estivesse nele.

Anos depois o líder cruzeirense e acreano César Messias confirmou como a sociedade local foi induzida a esta injustiça. Tanto é verdade que Marina na eleição seguinte foi expressivamente votada na região do Juruá e Jorge Viana eleito governador por duas vezes.

Outro fato que é impossível de ser refutado: foi no governo do Jorge Viana com apoio de emendas de Marina (na época senadora) e a bancada do Acre que a estrada foi construída. Soma-se que quando Ministra de Meio Ambiente (2003/2008) a estrada não sofreu nenhum tipo de embargo; inclusive recebeu o início de construção das importantes pontes sobre os rios do Acre que a cortam. Isso tudo por uma simples razão: foi construída seguindo os processos de licenciamento pelos órgãos ambientais do estado sob a supervisão dos agentes federais na época. Simples assim, seguindo a Constituição e a legislação ambiental brasileira.

Sobre a suposta difamação ao Senador Nabor Junior, é outra distorção da realidade. Todos conhecem os princípios éticos que Marina pratica até hoje. Em qualquer revisita aos jornais da época veremos entrevistas em que Marina sempre declarou “vamos fazer política sem ódio, sem rancor, respeitando os adversários.” Marina foi eleita em primeiro lugar na eleição ao Senado juntamente com Nabor Junior e atuou a favor do Acre de forma republicana e respeitosa.

Por último vale esclarecimentos sobre a Serra do Divisor e a tentativa de cortá-la com uma estrada até Pucalpa, no Peru. A aspiração por esta estrada também é antiga e há especial interesse de parte da sociedade e do empresariado do Juruá e do país vizinho. Como qualquer obra de infraestrutura (como foi o caso da BR 364), deve ser implementada conforme o que rege a legislação brasileira e a nossa Constituição, especialmente os aspectos ligados ao respeito as comunidades indígenas e tradicionais – que também fazem parte de nossa sociedade – a importância econômica e social e a proteção do meio ambiente.

Independente de uma análise mais específica de sua viabilidade econômica, para que a construção desta estrada venha acontecer será necessário levar em conta aspectos técnicos legais, verificar alternativas no seu traçado para não atingir diretamente o parque nacional, respeitar e consultar as comunidades indígenas e tradicionais do seu entorno e mitigar impactos sociais e ambientais que venham prejudicar a economia em médio e longo prazo em favor das futuras gerações. Tudo é possível e viável com estudos e participação democrática. Não levar estes aspectos em consideração demonstra que o senador Márcio Bittar não está minimamente interessado na solução efetiva de uma aspiração social, mas agindo sob a tutela de interesses espúrios e antirrepublicanos que ameaçam o futuro da Serra do Divisor, das comunidades tradicionais e do bem-estar do próprio povo acreano que o elegeu.

A Rede Sustentabilidade, diante destes esclarecimentos, conclama a classe política acreana a elevar o debate político, expondo suas diferenças com honestidade intelectual para que nossa sociedade possa usufruir dos benefícios da democracia e da riqueza de nossa região. Reafirmamos nossa total solidariedade a Marina Silva, acreana que merece o respeito de todos nós, mesmo divergindo de suas convicções, e esperamos que os leitores possam repor a verdade sobre ela e outros caluniados.

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INTERIOR

CONFUSÃO NO ALTO ACRE Vereadora afirma que ex-presidente do PROS patrocina campanha difamatória contra Fernanda Hassem

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Na última terça-feira, 11, durante a 11ª Sessão Ordinária da 15ª Legislatura da Câmara Municipal de Brasiléia a vereadora, Neiva Badotti, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), mostrou sua verdadeira face e o quanto ela é fiel aos seus, enquanto é do seu interesse.

Durante o uso da tribuna, da Câmara Municipal de Brasileia, Neiva Badotti em sua fala destaca que não votou na candidata majoritária da sua coligação e expos o complô que estar sendo formado, junto com o ex-presidente estadual do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), para atacar a prefeita Fernanda Hassem.

“Quero aproveitar a oportunidade para me solidarizar a Deputada Maria Antônia e com seu esposo Dêda, que de forma sorrateira tiraram o partido das mãos dele”

Sabendo que as decisões, para a tomada do partido, estão sendo realizada em Brasília desde fevereiro.

Neiva Badotti ainda em sua fala tentou defender o indefensável ao tentar apontar o dedo para o secretário de finanças, Tadeu Hassem, o acusando de peculato, esquecendo da condenação do seu marido Jackson Aroldo Batista Pessoa (ex-secretário de finanças de Brasiléia), que foi condenado a 7 anos e 8 meses de prisão por desvio de dinheiro público, fraude a licitação, corrupção ativa e passiva e organização criminosa em gestões passadas do município.

“Só existiu corrupção quando Jackson Aroldo foi secretário de finanças, mas ele nunca chegou lá em casa com uma camionete do município, da população de Brasileia. Eu quero dizer para a prefeita Fernanda Hassem que eu tenho vergonha da gestão dela, tenho vergonha de ter uma mulher como ela na gestão do município de Brasileia, só não me envergonho mais porque eu não depositei o meu voto na pessoa dela”

Vale ressaltar que a vereadora foi eleita em cima do palanque e ao lado da prefeita reeleita Fernanda Hassem e o vice Carlinhos do Pelado (PSB).

Prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, do PT

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POLÍTICA

Ministra da Agricultura e governador do Acre tratam sobre abertura da exportação de carne para o Peru

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Por Agência AC/Foto: Reprodução

A abertura definitiva para exportação de carnes suína, aves e bovina do Acre para o Peru, foi um dos temas do encontro do governador Gladson Cameli com a ministra da agricultura, Tereza Cristina, nesta quarta-feira, 12, em Brasília. O senador Márcio Bittar, o secretário Estadual de Agricultura e Pecuária, Nenê Junqueira, o procurador geral do Estado João Paulo Setti e o deputado estadual Roberto Duarte participaram da audiência na qual a ministra deu sinal verde para que as equipes do Ministério iniciem o processo de autorização para exportação desses produtos entre o Brasil e o Peru, pela fronteira com o Acre.

Da esquerda para direita: Deputado Roberto Duarte, senador Márcio Bittar, ministra Tereza Cristina, governador Gladson Cameli, secretário Nenê Junqueira e o procurador João Paulo Setti durante audiência em Brasília. Foto: Divulgação

Vice-líder do governo no senado, Bittar disse que a abertura desse mercado vai fortalecer o setor no Acre, gerar emprego e renda e atrair investidores para região. ”Estamos aqui no Ministério pra agradecer você, Tereza. Nós sabemos do seu esforço para que o Peru se sensibilizasse para receber o suíno, o frango, que para nossa região significa muita coisa, além de gerar mais de cem empregos. Sabemos que agora vem uma comissão do Peru que vai passar pelo Acre para fiscalizar para ver se a gente consegue botar também a carne de boi no mercado peruano”, observou o senador.

Cameli aproveitou o encontro para também tratar das divisões técnicas e ações futuras do portfólio de projetos do Departamento de Produção e Agronegócio da Secretaria Agricultura e Pecuária de Estado.

“Gratidão, muito obrigado por tudo que a senhora tem feito através do seu Ministério para o nosso Estado. Gratidão pela abertura desse mercado tão importante para nós, do Brasil, através do nosso Estado para exportar”, disse o governador.

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POLÍTICA

Transparência: Marfisa Galvão institui grupo para apoiar a CPI da Pandemia criada pelo Senado

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Da Redação do Acre News/ Foto: Reprodução

A prefeita de Rio Branco, em exercício, Marfisa Galvão (PSD), publicou na edição de hoje (12) do Diário Oficial do Estado (DOE) o decreto N° 919/2021 que cria um grupo de trabalho para apoiar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia criada pelo Senado Federal para investigar os executivos do país sobre os gastos e investimento durante a pandemia da Covid-19.

Com a criação do grupo, a Prefeitura de Rio Branco antecipa os trabalhos e colabora com futuras ações da Comissão. No decreto assinado pela prefeita, foi considerado que a instalação tem o objetivo de “investigar as possíveis irregularidades, bem como outras ações ou omissões cometidas por administradores públicos federais, estaduais e municipais, no trato da coisa públicas, limitado apenas quanto à fiscalização dos recursos da União repassados aos demais entes para ações de prevenção e combate à Pandemia da Covid-19”.

Ao grupo foi delegado solicitar das secretarias municipais todas as informações a serem encaminhadas para o Senado, participar das etapas do levantamento das informações solicitadas, consolidar as informações com elaboração de um relatório simplificado das atividades desenvolvidas e encaminhar ao gabinete do prefeito.

“O Grupo de Trabalho, de que trata este decreto, poderá ter sua composição inicial ampliada e requerer o auxílio de especialistas de órgãos e entidades públicas com atuação em área ou atividade correlata decorrente de sua competência, com a finalidade de subsidiá-lo com recursos necessários à consecução de seus objetivos, podendo, quando julgar pertinente, requisitar a participação de servidores que possam igualmente colaborar com os trabalhos”, diz decreto.

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