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TJAC realiza visita técnica no Educandário e constata superlotação de crianças

Projeto Padrinhos e Família Acolhedora são opções para a sociedade aderir e ajudar os menores vulneráveis que esperam por uma família

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TJAC

A coordenadora da Infância e da Juventude, desembargadora Regina Ferrari, realizou nesta segunda-feira, 26, uma visita técnica ao Educandário Santa Margarida, abrigo de menores em Rio Branco que enfrenta superlotação durante a pandemia.

Acompanharam a titular da CIJ, a juíza de Direito Andréa Britto, auxiliar da Presidência do TJAC, além da psicóloga do Núcleo de Assistência Técnica da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Rio Branco, Rutilena Tavares.

A desembargadora Regina Ferrari manifestou preocupação com a situação no abrigo. Com capacidade para 30 crianças e adolescentes, hoje o local está ocupado por 52 menores em situação de vulnerabilidade, alguns doentes, precisando de todo tipo de assistência.

É nesse contexto que a titular da Coordenadoria de Infância e da Juventude propõe que a sociedade rio-branquense apoie a causa do Educandário Santa Margarida, aderindo ao Programa Família Acolhedora, apadrinhando uma criança ou adolescente ou atuando como voluntários, cada um em sua especialidade, em prol dos menores.

“O Educandário está com um número reduzido de profissionais. Além disso, os recursos que eles recebem são somente para 30 crianças. (…) Precisamos de voluntários para ajudar a cuidar dessas crianças. Fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, assistente social, terapeutas ocupacionais, recreadores, professores para dar aulas neste tempo de pandemia”, disse a titular da CIJ.

A desembargadora titular da CIJ também se mostrou preocupada pelo fato de haver crianças gripadas no abrigo, o que exige maior atenção dos profissionais da unidade.

Participe do Família Acolhedora!

A ação Família Acolhedora tem o apoio do Tribunal de Justiça do Acre, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), e é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco.

O programa seleciona famílias e indivíduos e fornece capacitação para receber, em suas residências, até duas crianças, em regime de guarda provisória.

O trabalho tem a missão de propiciar que crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade, sejam recebidas em um lar e não direcionadas para instituições. Assim, essas crianças ou adolescentes ficam provisoriamente com famílias acolhedoras pelo período que se busca a reintegração na família biológica.

“Essas famílias proporcionam oportunidade de convivência familiar, comunitária, assistência material, ética, assistência em saúde e educacional, em regime de guarda provisória, com vista ao retorno às famílias de origem. Então, é um serviço que visa acolher provisoriamente essas crianças”, explica o coordenador do Serviço de Acolhimento Familiar (SAF), Crispim Machado Filho.

Todo esse empenho pode ter ainda mais resultados, desde que mais pessoas ajudem. As condições são: ser maior de 21 anos de idade, não ter antecedentes criminais, residir em Rio Branco e não estar inscrito no cadastro de adoção nas varas especializadas da infância e juventude.

Não há restrições de gênero, raça ou orientação sexual, apenas é preciso desejar cuidar, dar carinho e ter disponibilidade para atender temporariamente a criança ou adolescente.

Dúvidas sobre o Programa Família Acolhedora? Ligue (68) 99946-5457 e descubra se você está pronto para dar e receber amor incondicionalmente, mesmo que por algum tempo.

Os participantes precisam estar sempre cientes de que o serviço de acolhimento familiar é, por natureza, provisório, uma vez que a qualquer momento a criança ou adolescente acolhido pode ser reinserido na família de origem, se houver a possibilidade. Portanto, ao entrar para o programa o participante deve saber que os laços afetivos devem ser construídos com base na devolução futura do menor ao núcleo familiar biológico.

Projeto Padrinhos

O Tribunal de Justiça do Acre realiza também o Projeto Padrinhos, que tem como objetivo o acolhimento provisório ou apadrinhamento da criança ou adolescente, na área de atuação profissional do padrinho ou madrinha. Médicos e odontólogos, por exemplo, podem exercer o mister em favor da criança. Também devem ser supridas todas outras necessidades do menor apadrinhado, seja de natureza material ou educacional.  

O site da CIJ na internet afirma que “muitas crianças e adolescentes que vivem em unidades de  acolhimento ficam muito tempo sem convivência e apoio familiar, sofrendo com a incerteza de seu futuro: se retornarão à sua família ou se irão viver com famílias substitutas através da adoção”.

Nesse contexto, o objetivo do projeto é “mostrar à sociedade a realidade das crianças e adolescentes institucionalizados e estimular o exercício da cidadania, convidando as pessoas a apadrinhá-los por meio de gestos de afetividade e responsabilidade, além da convivência familiar, social e comunitária”.

Se você deseja participar ou quer conhecer melhor o Projeto Padrinhos, clique aqui.

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ACRE

Rio Acre, Iaco e Tarauacá aumentaram seus níveis por causa das fortes chuvas

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Por Wanglézio Braga / Foto: Wanglézio Braga

As chuvas que se dissolveram na primeira e parte da segunda quinze do mês trouxeram elevação nos níveis dos rios no Acre. O fenômeno foi registrado nos rios Acre, Iaco e Tarauacá. Na cidade de Brasileia, por exemplo, em apenas 24 horas o manancial, o Rio Acre, subiu de 2m4cm para 6m6cm, conforme medição feita ao meio dia de hoje (18). 

Em Xapuri, o nível passou de 2m5cm para 6m. Não foi diferente em Sena Madureira, onde o rio Iaco passou de 3m para 6m8cm. Em Tarauacá, o rio subiu mais de 3m.

No contexto de Rio Branco, a expectativa é que o manancial eleve ainda mais o nível. No alto curso do rio Acre, as chuvas já atingiram a média mensal. Em Rio Branco, no entanto, as chuvas ainda estão abaixo da média, pois, até o momento, o acumulado é de 55mm, sendo que a média de maio é 95,0mm (…) Como consequência do enorme volume de chuvas no alto curso do rio Acre, seu nível, em Rio Branco, também subirá bastante até o fim desta semana”, explicou Davi Friale, do portal O Tempo Aqui.

Em vários municípios acreanos, as chuvas de maio, nestes 18 primeiros dias, já superaram a média do mês. Em algumas áreas, como em Mâncio Lima e no Parque Estadual do Chandless, já choveu quase o dobro da normal climatológica.

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ACRE

Acre bateu, nesta madrugada, novo recorde de frio no ano: 15,2°C

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Por Wanglézio Braga / Foto: Clima ao vivo

O frio polar que estacionou no Brasil, nesta semana, trouxe novos registros de recorde de temperaturas amenas. Na manhã de hoje (18), foi registrado no Acre 15,2°C, nas imediações do Parque Estadual do Chandless. O feito superou o recorde anterior de 15,5°C registrado em Rio Branco no mês passado, no dia 1° de abril.

Os dados são do pesquisador Davi Friale, do Tempo Aqui. Segundo ele, na capital acreana, entretanto, esta quarta-feira começou com 16,6ºC, porém o recorde do ano deverá ser superado nas próximas noites, quando os termômetros deverão registrar temperaturas inferiores a 14ºC.

“Em Brasileia, Assis Brasil e Xapuri, as mínimas deverão oscilar entre 10 e 12ºC ao amanhecer dos próximos dias. No ano anterior, a menor temperatura, no Acre, foi 9,5ºC, em Assis Brasil, e 11,5ºC, em Rio Branco’, comentou.

Conforme noticiado ontem (17) no AcreNews, durante o dia os ventos também marcariam a passagem da friagem. Até ás 12h, no Parque Estadual do Chandless, os ventos sopravam a 35 km/h enquanto em Brasiléia, na fronteira, 33 km/h.

 “A umidade relativa do ar, durante as tardes, ficará baixa, entre 20 e 30%, na maioria dos municípios acreanos, principalmente no leste e no sul do estado, o que caracteriza estado de atenção para a saúde humana. Se ficar entre 12 e 20% – o que é pouco provável – caracterizará estado de alerta”, concluiu Friale.

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CULTURA

Como parte da Semana Nacional de Museus, estudantes conhecem coleção de objetos raros

Em visita guiada à Casa Museu, alunos tiveram contato com itens que contam a história da colonização do Acre e seu antigo papel como maior produtor mundial de borracha

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Como parte da programação do TJAC durante a 20ª Semana Nacional de Museus, alunos do Colégio Militar Estadual Tiradentes realizaram visitas guiadas, na tarde dessa segunda-feira, à Casa Museu, localizada na Chácara Ipê.

O local, que é integrado ao Centro Cultural Palácio da Justiça, proporciona aos visitantes um verdadeiro mergulho no tempo e na história não só do Acre e sua colonização, mas também do mundo da época, em especial, da II Guerra Mundial, período trágico e que deixou marcas indeléveis na Humanidade.

Isso porque, no local, os visitantes encontram itens como capacetes de combatentes, fuzis (não funcionais), munição para obuses (não funcional), equipamentos transmissores e até mesmo um antigo veículo alemão, provavelmente utilizado no transporte de tropas, que foi localizado no Vale do Juruá, trazido para a capital e restaurado para que pudesse ser uma das atrações da Casa Museu.

Para a estudante Maria Beatriz, 16, todos os objetos guardam relação entre si, considerando o papel do Acre de principal produtor da borracha empregada na produção do látex utilizado para produção de pneus e peças emborrachadas para armas e veículos militares durante a Grande Guerra.

“Foi uma visita extremamente compensadora (…), chegar aqui e ouvir sobre o caminhão, sobre toda importância que nosso estado teve, principalmente, durante a II Guerra, é muito interessante (…). Eu também tive um pouco mais de apego, porque meu avô tinha muitos objetos que tem aqui. Então, eu vi muitas coisas que há muito tempo eu não via. Pra mim foi muito mágico, entender como funcionavam esses objetos. Acho muito bonito ver coisas da nossa antiga história que remetem a quem nós somos, porque, sem a nossa história, nós não temos como saber quem nós somos hoje, nem quem seremos amanhã”, disse Maria Beatriz.

O responsável por mostrar os itens em exposição e explicar o funcionamento das peças foi o desembargador aposentado Arquilau de Castro Melo, que é membro da Comissão de Memória do Poder Judiciário do Estado do Acre.

Borracha para vitória!

Arquilau de Castro Melo chamou a atenção dos alunos para o papel de grande importância do Acre como produtor mundial durante o primeiro e o segundo ciclo da borracha, fornecendo matéria-prima para os países aliados, mesmo com a concorrência dos seringais na Malásia.

“Os países do Eixo, o Japão, em especial, foram lá e bloquearam a borracha da Ásia. E o que os Aliados fizeram? Voltaram a buscar borracha da Amazônia (segundo ciclo), aí que trouxeram os soldados da borracha, que não iam pra guerra, tinham que vir pra cá produzir borracha com incentivo do Governo, em um programa chamado Borracha para Vitória, que era apoiado pelos americanos”, explicou o desembargador aposentado.

Mais sobre a programação e a SNM

A programação especial para a 20ª Semana Nacional de Museus (SNM) ocorre entre os dias 16 e 22 de maio, no Centro Cultural Palácio da Justiça.

Em parceria com diversos museus e centro culturais do país, a ação é promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em alusão ao Dia Internacional de Museus, comemorado hoje, dia 18 de maio.

Neste ano, o tema é o Poder dos Museus. Segundo a organização nacional, é de grande importância reconhecer a força dos Museus e isso pode ser libertador. Os museus vêm se mostrando instituições capazes de se reinventar em momentos de crise, ao longo dos tempos históricos, ao qual podemos perceber seu poder de auxiliar as sociedades a se reconhecerem e transformarem as suas realidades. Se, por um lado, é possível falar no Poder dos Museus e seu caráter emancipador; por outro, é possível também reconhecer os Museus do Poder e seu caráter controlador, domesticador.

Entre as atividades do Palácio da Justiça estão: oficina de arte literária, visita guiada, sessão de cinema e rodas de conversa mediada por magistradas e magistrados aposentados e ativos. Além das atividades no Palácio da Justiça, a programação contempla também uma visita guiada à Casa Museu, localizada na Chácara Ipê.

Palácio da Justiça, Centro Cultural do TJAC

O Palácio da Justiça foi inaugurado no dia 30 de abril de 1957, quando o Acre ainda era Território Federal. Nele foi abrigado o Fórum da Comarca de Rio Branco, que compreendia o Tribunal do Júri, os cartórios judiciais, eleitorais e extrajudiciais, todos sob administração do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, então Capital Federal.

Foi a primeira sede da Corte Acreana, que se instalou, solenemente, no dia 15 de junho de 1963, um ano após a entrada em vigor da Lei que criou o Estado do Acre.

De inquestionável importância histórica e cultural para a cidade de Rio Branco e região, com sua construção em estilo neoclássico, tombada como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Acre no ano de 2002 (Decreto Governamental n° 6.289, de 10.10.2002), o Palácio da Justiça abrigou durante quase 40 anos a Corte de Apelações do Estado.

Abriga atualmente o Museu do Poder Judiciário do Estado do Acre, a biblioteca Dr. Alberto Zaire e o Café Jurídico. No local, estudantes e pesquisadores também têm à disposição uma sala de estudos e acesso à internet. Cópias de documentos históricos guardados pela Justiça Acreana são um dos destaques em exposição permanente. Dentre eles está a sentença que condenou os assassinos do líder seringueiro Chico Mendes e até mesmo uma interessante decisão que proibia os assobios no âmbito de instituições públicas no início do Século XX.

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