RAIMUNDO FERREIRA
Em sua coluna desta quarta-feira, 15, professor Raimundo Ferreira faz um ‘lembrete’ do quanto o tempo está passando rápido
O TEMPO PASSA RÁPIDO
Pois é, ainda podemos ouvir o estouro dos rojões, o resfôlego contagiante do forró, os ambientes ainda ornados com balões e bandeirinhas, mas os ânimos já se voltam para as festas juninas de 2026. Em seguida, já se começa a pensar e comentar sobre as comemorações do início de mais um novo ano e, na sequência, já se passa a pensar no próximo Carnaval, depois na Semana Santa, e tudo se repete.
O tempo vai passando, marcando as estações, e a gente assistindo a tudo sem poder pedir uma pausa para organizar melhor nossas vidas. Ou seja, independente de estarmos feliz ou aflito, disposto ou desmotivado, abastado ou passando por dificuldades, nada disso importa.
O tempo não espera, segue seu ritmo. Marcamos compromissos para o fim de semana — ele vem na hora certa; marcamos para o fim do mês — ele chega no tempo certo; marcamos para o final do ano, achando que está longe, mas ele chega na época certa.
Quando crianças, a ansiedade é grande para nos tornarmos adolescentes; depois, para atingir a maioridade; em seguida, conseguir um trabalho e ser independente; depois, tentar ganhar bastante dinheiro para nos apresentarmos como importantes; e, por fim, aposentar-nos com o que foi possível conquistar e preservar. Na última etapa, resta-nos recordar o tempo que passou rápido.
Poderia o tempo nos conceder algumas “sobrevidas” em momentos especiais, como acontece nos jogos de videogame, mas, em vez disso, ele não dá atenção às nossas preocupações e continua correndo no mesmo ritmo. Cabe a nós termos cuidado e atenção, pois, em tempos passados, a gente tropeçava, cambaleava, caía e se levantava; já nessa última etapa da vida, sem que o tempo — e nem ninguém — possa fazer nada, a gente pode tropeçar, cambalear, tombar e não mais se levantar.













