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Acre cresce 54% em 24 anos e aparece entre os estados com maior expansão populacional do Brasil

Com crescimento populacional estimado em 54% entre 2001 e 2025, o Acre aparece entre os estados brasileiros com maior avanço demográfico nas últimas duas décadas, seguindo a tendência de expansão registrada na Região Norte e nas áreas ligadas à fronteira agrícola da Amazônia Legal. Os dados, baseados em projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o estado integra o grupo das unidades federativas que mais ganharam população no período.
A análise divulgada pelo perfil especializado @geografia.dinamica aponta que o crescimento acreano acompanha o movimento observado em estados como Amapá, Mato Grosso e Roraima, impulsionado por fatores como população mais jovem, expansão econômica, abertura de novas áreas produtivas e atração migratória.
Segundo o levantamento, o Acre figura entre os dez estados com maior crescimento populacional do país no primeiro quarto do século XXI. A liderança nacional pertence a Roraima, com aumento de 119,1% na população desde 2001. O estado amazônico, embora ainda tenha a menor população absoluta do Brasil, apresentou forte aceleração demográfica impulsionada pela migração internacional, especialmente de venezuelanos, além de taxas de fecundidade historicamente mais elevadas.
O estudo também destaca o contraste regional observado no Sul do país. Enquanto o Rio Grande do Sul teve crescimento de apenas 9% — o menor índice nacional —, Santa Catarina registrou expansão de 50,3%, consolidando-se como polo de atração populacional em razão da oferta de empregos, segurança e qualidade de vida.
No Centro-Oeste e Norte do país, os números refletem o avanço da ocupação econômica e agrícola. Mato Grosso cresceu 52,1%; o Amapá, 61,7%; e o Acre, 54%, desempenho acima da média nacional e alinhado ao processo de interiorização populacional observado nas últimas décadas.
O ranking dos estados com maior crescimento é dominado pelas regiões Norte e Centro-Oeste. Além do Acre, aparecem Roraima, Amapá, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Santa Catarina surge como a única exceção fora desse eixo.
Na outra ponta, os menores crescimentos populacionais concentram-se em estados do Nordeste tradicional, Sudeste e extremo Sul, como Bahia, Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Essas regiões já vivem uma fase mais avançada da transição demográfica, marcada pela redução das taxas de natalidade e envelhecimento populacional.
A leitura demográfica reforça uma tendência já apontada em estudos recentes do IBGE: o Brasil caminha para atingir seu pico populacional por volta de 2041, quando deverá iniciar um processo gradual de redução da população total.
Apesar disso, o ritmo desse processo ocorre de maneira desigual no território nacional. Enquanto regiões litorâneas e estados mais desenvolvidos apresentam desaceleração e envelhecimento acelerado, áreas do interior, da Amazônia Legal e das novas fronteiras agrícolas — como o Acre — ainda mantêm crescimento expressivo impulsionado por uma população mais jovem e pela expansão econômica regional.











