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SAÚDE

Acre está entre os cinco estados com aumento de casos graves de síndrome respiratória, aponta Fiocruz

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O Acre permanece entre os cinco estados brasileiros com crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), na contramão da tendência nacional de queda. Segundo o Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (23), o estado apresenta nível de risco ou alto risco para SRAG nas duas últimas semanas, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. Em Rio Branco, o avanço da doença preocupa principalmente crianças de 5 a 14 anos e idosos com 65 anos ou mais.

Enquanto a maioria dos estados registra redução nas internações por vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus influenza A e B, apenas Acre, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina continuam apresentando crescimento sustentado dos casos graves.

A análise da Fiocruz mostra que o cenário acreano é mais preocupante do que a média nacional. Embora a sazonalidade da influenza A esteja chegando ao fim em boa parte do país, o número de casos graves associados ao vírus permanece elevado no Acre, assim como em Minas Gerais, Paraná e Roraima.

No caso da capital acreana, Rio Branco figura entre apenas três capitais brasileiras com crescimento consistente dos casos de SRAG nas últimas seis semanas, ao lado de João Pessoa (PB) e São Luís (MA). Segundo o levantamento, o aumento na capital concentra-se entre crianças de 5 a 14 anos e idosos acima de 65 anos, dois grupos que exigem maior atenção dos serviços de saúde.

O boletim também reforça que, apesar da melhora observada em diversos estados, o volume de internações por doenças respiratórias ainda permanece elevado no país. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório respondeu por 58,5% dos casos positivos de SRAG, seguido pelo rinovírus (24,6%), influenza A (9,1%), influenza B (8,8%) e Covid-19 (1,5%).

Entre os óbitos, a influenza A continua sendo o principal agente identificado, responsável por 29,7% das mortes com confirmação laboratorial, seguida pelo vírus sincicial respiratório (27,3%), rinovírus (25,2%), influenza B (14,7%) e Covid-19 (5,1%).

Em 2026, o Brasil já notificou 120.920 casos de SRAG, dos quais 63.698 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

Diante desse cenário, a Fiocruz recomenda que os grupos prioritários mantenham a vacinação em dia contra influenza, Covid-19 e, no caso das gestantes, contra o vírus sincicial respiratório, além de reforçar medidas preventivas como higiene frequente das mãos, uso de máscaras em unidades de saúde, isolamento de pessoas com sintomas respiratórios e evitar contato próximo com indivíduos doentes.

Para o Acre, o boletim indica que o sistema de vigilância epidemiológica deve permanecer em alerta. O crescimento simultâneo dos casos no estado e em Rio Branco demonstra que a circulação dos vírus respiratórios continua intensa, especialmente entre crianças em idade escolar e idosos, grupos que concentram maior risco de hospitalização e de evolução para formas graves da doença.

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