SAÚDE
Acre segue sob alerta e alto risco para doenças respiratórias, aponta novo boletim InfoGripe

Enquanto o Brasil começa a registrar os primeiros sinais de queda nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) após cinco meses de alta, o Acre segue em uma situação que exige atenção máxima. De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estado permanece entre as 15 unidades da federação com índices de incidência da doença em patamares de alerta, risco ou alto risco.
Embora a tendência de longo prazo indique uma estabilização (sem sinais de crescimento imediato), o volume de casos graves provocados especificamente pelo vírus da Influenza A continua expressivo em solo acreano, mesmo após o período de maior circulação da doença no restante do país.
Rio Branco registra tendência de alta
O cenário na capital acende um sinal amarelo ainda mais preocupante. Rio Branco faz parte do grupo de nove capitais brasileiras que não apenas estão em nível de risco para a SRAG, mas também apresentam crescimento na tendência de longo prazo. Segundo o monitoramento da Fiocruz, esse avanço recente atinge de forma mais severa as crianças e adolescentes (na faixa etária de 2 a 14 anos) e a população idosa.
Nacionalmente, a desaceleração geral da síndrome está atrelada à perda de força do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e das próprias variantes de Influenza. No entanto, o Acre se mantém como uma exceção regional onde a Influenza A ainda cobra um preço alto da rede de saúde.
Prevenção e Panorama Nacional
Diante do cenário local, as autoridades de saúde reforçam a necessidade imediata de adoção de medidas preventivas tradicionais. A Fiocruz destaca a importância de:
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Manter a carteira de vacinação atualizada (principalmente para os grupos prioritários);
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Higienizar as mãos frequentemente;
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Utilizar máscaras de proteção ao apresentar sintomas gripais.
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Em todo o país, o ano acumula 109.347 notificações de SRAG. Nas últimas quatro semanas, o VSR liderou o número de exames positivos (55,9%), seguido pelo rinovírus (23,3%) e pela Influenza A (12,7%). Contudo, quando analisado o índice de letalidade, a Influenza A desponta como a principal causa de morte por vírus respiratórios no período, respondendo por 33,1% dos óbitos confirmados em laboratório.
*Com informações do site ac24horas










