ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Dívida consolidada do Acre cai 10,6% em 2025 e recua R$ 374 milhões após pico histórico

A dívida consolidada do Estado do Acre apresentou queda de 10,6% em 2025, interrompendo o crescimento registrado no ano anterior. Dados do Tesouro Nacional, extraídos do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), mostram que o estoque da dívida passou de R$ 3,53 bilhões em 2024 para R$ 3,16 bilhões em 2025, uma redução nominal de R$ 374,3 milhões.
A comparação histórica revela três movimentos distintos. Em 2023, a dívida consolidada somava R$ 3.342.397.982,41. No ano seguinte, avançou para R$ 3.533.535.043,96, alta de R$ 191,1 milhões, equivalente a 5,7%. Já em 2025, ocorreu uma reversão desse cenário, com recuo para R$ 3.159.266.815,39.
Na comparação entre 2023 e 2025, a redução foi de R$ 183,1 milhões, ou 5,5%, indicando que o Estado encerrou o período com um endividamento inferior ao registrado dois anos antes.
Outro dado importante é a composição da dívida. Em todos os anos analisados, os empréstimos e financiamentos externos permaneceram como a principal fonte do endividamento estadual.
Em 2023, eles representavam 55,4% da dívida consolidada, enquanto os financiamentos internos respondiam por 42,7%, e as demais dívidas correspondiam a aproximadamente 1,9%.
Em 2024, a dependência do crédito externo aumentou. A participação dessa modalidade subiu para 61,4%, enquanto os financiamentos internos caíram para 37,2%. Foi justamente o ano em que o estoque total da dívida atingiu seu maior nível da série apresentada.
Já em 2025 houve uma mudança no perfil. Os financiamentos externos passaram a representar 59,2% do total, enquanto os internos cresceram para 39,4%. Embora o crédito internacional continue predominando, a composição tornou-se ligeiramente mais equilibrada.
Os números sugerem que o Acre conseguiu reduzir seu estoque de dívida principalmente por amortizações superiores às novas contratações ou pela quitação antecipada de parte dos financiamentos existentes. A diminuição do valor total também reduz a pressão futura sobre o pagamento de juros e amortizações, ampliando a margem para investimentos públicos, desde que a arrecadação acompanhe esse movimento.
Por outro lado, o fato de quase 60% da dívida continuar vinculada a empréstimos externos merece atenção. Esse tipo de financiamento costuma oferecer juros menores e prazos mais longos, mas expõe as contas públicas às oscilações cambiais. Uma valorização do dólar, por exemplo, pode elevar automaticamente o custo da dívida em reais, mesmo sem novas operações de crédito.
A evolução da dívida consolidada do Acre foi a seguinte:
• 2023: R$ 3.342.397.982,41
• 2024: R$ 3.533.535.043,96 (+5,7%)
• 2025: R$ 3.159.266.815,39 (-10,6% em relação a 2024 e -5,5% em relação a 2023)
Os dados são do Tesouro Nacional, disponibilizados por meio do Siconfi, e correspondem ao último quadrimestre de cada exercício financeiro. A dívida consolidada reúne os compromissos de longo prazo do Estado, incluindo empréstimos internos, financiamentos externos e outras obrigações financeiras que ultrapassam doze meses.













