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Acre registra 354 roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes e fica abaixo da média dos estados mais violentos

O Acre registrou taxa de 354,1 roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes em 2025, índice inferior ao observado em estados como Amazonas, Pará, Rondônia e Amapá, que lideram os registros na Região Norte. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgados em levantamento do perfil Geografia Dinâmica.
O levantamento mostra que o Distrito Federal lidera o ranking nacional, com 677,1 ocorrências por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Amazonas (671,9), Amapá (611,4), São Paulo (552,2) e Pará (536). Rondônia também figura entre os estados com maiores índices, registrando 473,2 casos por 100 mil habitantes.
No Acre, a taxa de 354,1 coloca o estado em posição intermediária no cenário nacional e abaixo da média observada nos estados que concentram os maiores problemas relacionados a esse tipo de crime.
Entre as menores taxas do país estão Rio Grande do Sul (128,8), Paraíba (153,6), Minas Gerais (182), Mato Grosso do Sul (193,7) e Mato Grosso (209).

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o celular permanece como um dos bens mais visados pelos criminosos por reunir alto valor comercial e permitir o acesso a aplicativos bancários, redes sociais e outros dados pessoais das vítimas. O aparelho também alimenta um mercado ilegal de revenda de peças e dispositivos usados.
O estudo mostra que os roubos e furtos de celulares permanecem concentrados principalmente em áreas urbanas de grande circulação de pessoas, onde há maior oportunidade para a ação criminosa e facilidade de comercialização dos aparelhos.
Na Região Norte, o contraste é significativo. Enquanto o Amazonas registra 671,9 ocorrências por 100 mil habitantes — quase o dobro da taxa acreana —, Rondônia contabiliza 473,2 e o Pará, 536. Isso indica que, embora o problema exista no Acre, sua incidência é menor do que a observada em boa parte da região.
Os dados reforçam a importância de medidas preventivas, como o bloqueio imediato do aparelho em caso de furto ou roubo, o uso da autenticação em dois fatores em aplicativos e o cadastro no programa Celular Seguro, criado pelo governo federal para dificultar o uso de aparelhos subtraídos.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os roubos e furtos de celulares continuam entre os crimes patrimoniais de maior impacto no país, não apenas pelo prejuízo financeiro, mas também por servirem de porta de entrada para fraudes eletrônicas e golpes bancários contra as vítimas.









