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Serviços lideram geração de empregos no Acre com 512 vagas; indústria e comércio completam recuperação em junho
O mercado de trabalho formal do Acre manteve trajetória de crescimento em junho, com geração de empregos em praticamente todos os setores da economia. O estado fechou o mês com saldo positivo de 980 vagas com carteira assinada, resultado de 5.298 admissões e 4.318 desligamentos, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
O principal destaque foi o setor de serviços, responsável por 512 das 980 vagas abertas no mês. O segmento respondeu sozinho por 52,2% de todos os empregos formais criados no Acre em junho, consolidando-se como o maior empregador do estado.
O desempenho foi resultado de 2.418 contratações contra 1.906 demissões, mantendo um estoque de 57.715 trabalhadores com carteira assinada. Isso significa que mais da metade dos empregos formais existentes no Acre está concentrada nas atividades de serviços.
A indústria apresentou o segundo melhor desempenho do mês. Foram 469 admissões e 292 desligamentos, com saldo positivo de 177 vagas. O setor encerrou junho com 9.376 empregos formais ativos e registrou crescimento de 1,92% no estoque de trabalhadores, a maior variação relativa entre todos os segmentos econômicos.
O comércio também manteve saldo positivo. As empresas contrataram 1.579 trabalhadores e desligaram 1.405, gerando 174 novos empregos. O setor possui atualmente 31.312 vínculos formais, sendo o segundo maior empregador do estado.
Na construção civil, o saldo foi de 110 vagas, resultado de 639 admissões e 529 desligamentos. O segmento alcançou estoque de 9.724 empregos formais, mantendo ritmo de expansão impulsionado por obras públicas e investimentos privados.
A agropecuária registrou crescimento mais modesto, com saldo de 10 vagas. Foram 193 admissões e 183 desligamentos, totalizando 4.286 empregos formais no setor.
O único resultado negativo apareceu na categoria de atividades não identificadas, que encerrou o mês com saldo de três desligamentos.
Setorialmente, os números revelam uma economia diversificada, mas ainda fortemente dependente do setor de serviços. Dos 112.406 empregos formais existentes no Acre, 57.715 estão nos serviços, o equivalente a 51,3% do total. O comércio responde por outros 31.312 vínculos (27,9%), seguido pela construção civil, com 9.724 empregos (8,7%), pela indústria, com 9.376 (8,3%), e pela agropecuária, com 4.286 trabalhadores (3,8%).
Outro indicador chama atenção. Embora os serviços tenham liderado em número absoluto de vagas, foi a indústria que apresentou o maior crescimento proporcional do emprego em junho, com expansão de 1,92% no estoque de trabalhadores. Em seguida aparecem construção civil (1,14%), serviços (0,90%), comércio (0,56%) e agropecuária (0,23%).
Os dados do Novo Caged mostram que a geração de empregos no Acre está distribuída entre diferentes segmentos da economia, mas permanece sustentada principalmente pelo dinamismo das atividades de serviços, que continuam sendo o principal motor do mercado formal de trabalho no estado.









