SAÚDE
Acre tinha 4,3% dos adultos diagnosticados com diabetes e estava entre menores percentuais do país, confirma IBGE

O Acre aparece entre os estados brasileiros com menor proporção de adultos que declararam ter recebido diagnóstico médico de diabetes. O percentual é de 4,3% da população com 18 anos ou mais, exatamente o número apresentado no mapa divulgado pelo perfil Geografia Online.
A origem oficial do dado é a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde. Portanto, o mapa está correto quanto ao percentual acreano, mas é importante registrar que os números retratam 2019 e não a situação atual da doença.
O indicador também precisa ser interpretado corretamente. Os 4,3% não representam necessariamente todas as pessoas que tinham diabetes no Acre. A PNS perguntou à população adulta se havia recebido diagnóstico médico da doença. Casos ainda não diagnosticados, portanto, não entram nesse percentual.
O resultado acreano estava bem abaixo da média brasileira. Segundo o IBGE, 7,7% dos brasileiros com 18 anos ou mais declararam diagnóstico médico de diabetes em 2019, o equivalente a aproximadamente 12,3 milhões de pessoas. Em 2013, eram 6,2%, indicando crescimento de 1,5 ponto percentual em seis anos.
Dentro da Região Norte, o mapa mostra diferenças importantes. O Acre aparece com 4,3%, mesmo percentual do Tocantins e abaixo de Roraima, com 5%, Rondônia, com 5,3%, Amazonas, com 5,4%, Amapá, com 5,5%, e Pará, com 5,6%. Assim, Acre e Tocantins dividiam o menor percentual entre os sete estados nortistas.
A distância em relação à média nacional era expressiva. Os 4,3% registrados no Acre ficavam 3,4 pontos percentuais abaixo dos 7,7% do Brasil. Em termos proporcionais, a prevalência de diagnóstico declarada pelos adultos acreanos correspondia a cerca de 56% da taxa nacional.
O mapa também evidencia a diferença entre os extremos brasileiros. Enquanto Acre e Tocantins aparecem com 4,3%, o Rio de Janeiro alcança 9,3%, maior percentual indicado no levantamento. A distância entre o Acre e o maior resultado estadual chega, portanto, a 5 pontos percentuais. O índice fluminense era mais que o dobro do acreano.
A PNS revela ainda que o diabetes estava fortemente associado à idade. No Brasil, apenas 0,6% das pessoas entre 18 e 29 anos declararam diagnóstico, proporção que chegava a 21,9% entre aquelas de 65 a 74 anos. Entre os brasileiros com 75 anos ou mais, eram 21,1%.
Também havia diferença entre homens e mulheres. O IBGE encontrou diagnóstico em 8,4% das mulheres adultas e em 6,9% dos homens. Entre as pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, a proporção alcançava 12,9%, contra 4,7% entre aquelas com ensino superior completo.
Outro dado da pesquisa ajuda a dimensionar a importância do SUS no acompanhamento da doença. Entre os brasileiros diagnosticados com diabetes, 49,6% apontaram uma Unidade Básica de Saúde como principal local de assistência médica, enquanto 30% indicaram consultórios particulares ou clínicas privadas, conforme divulgação oficial do IBGE.
Entre aqueles que receberam orientação médica, 94,9% foram aconselhados a manter alimentação saudável, 92,8% a evitar açúcar, bebidas açucaradas e doces, 92,1% a manter peso adequado e 84,9% a praticar atividade física regularmente.
A pesquisa também identificou consequências importantes entre os pacientes que relataram complicações provocadas pela doença. Problemas de visão apareceram em 29,3% dos casos investigados, problemas renais em 9,5% e infarto ou acidente vascular cerebral em 7,2%.
Os dados confirmam, portanto, o percentual mostrado no mapa para o Acre: 4,3%. Mas a informação deve ser publicada com a referência temporal. Trata-se da proporção de pessoas com 18 anos ou mais que declararam diagnóstico médico de diabetes na Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE e do Ministério da Saúde, e não de uma estimativa atualizada para 2026.













