EVANDRO CORDEIRO
As campanhas no Acre perderam tempo com ‘casos de família’; eleitor não deu a menor…

COLUNA DO CORDEIRO
A campanha terminou e as pesquisas revelaram que os ‘casos de família’ explorados pelos marqueteiros não resultaram em nenhum movimento por parte do eleitor, nem para mais, nem para menos. Fica, portanto, provado, outra vez: o votante está repugnando ataques rasteiros, pessoais. Quem preferiu a festa, mostrar plataforma de gestão, parece estar levando a melhor. As pipiras, as redes, a misoginia e outras formas de reduzir moralmente o oponente não influiram, nem contribuíram. A cabeça do eleitor anda ligada noutras coisas, como a esperança de dias melhores, por exemplo. Pelo menos é o que revelam os institutos de pesquisas. Outra coisa que não funcionou foi a suposta manipulação de dados nos levantamentos. Num dado momento, chegaram a ser divulgadas pesquisas com vitória para os principais concorrentes, ao mesmo tempo, um angu de caroço. Não adiantou: o candidato escolhido pelo cidadão pode aparecer em último, ainda assim ele não muda de ideia por causa de números visivelmente manipulados. Não fará diferença alguma na cabeça do cara. Quem preferiu o vitimismo, o ataque, não prosperou. O comportamento das campanhas nos últimos 45 dias trouxe à baila, na verdade, a seguinte e dura realidade: na disputa pra ver qual é melhor entre o candidato e o eleitor, esse último pode estar em vantagem. Pelo que vimos, ainda estamos longe dos processos eleitorais propostos pela democracia.










