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EVANDRO CORDEIRO

Torcida para um segundo turno é grande; todo mundo fica mais caro e importante

Na foto, Gladson Cameli comemora reeleição no primeiro turno em 2022: se livrou dos acordos pesados

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Gladson Cameli comemora reeleição no primeiro turno em 2022: se livrou dos acordos pesados

A eleição resolvida no primeiro turno é um golpe duro em quem sempre planeja grandes negócios com governos. Isso é mais claro que água de pote. Gladson se comprometeu pouco ao papar sua reeleição em 2022 numa machadada só. Montou a equipe que quis. Uso isso como exemplo de como pleito sem segundo turno é de amargar para uns. Portanto, a torcida nos bastidores para que o resultado provoque uma segunda disputa é frenética. A ideia é resolver a parada mais na frente para movimentar o ‘mercado do voto’. Todo mundo fica mais importante, mais caro. Numa segunda eleição, além de possibilidades financeiras, é momento de negociar cargos e outros quitais em futuros governos. Os chacais estão aí, torcendo por essa possível segunda oportunidade.

Deixa Mailza andar
Se sou da coordenação da campanha da governadora Mailza Assis (PP) faria o seguinte: soltava ela nos locais onde há aglomeração de gente, como no comércio, por exemplo. As pessoas querem sentir ela de perto, porque têm notícias de que a gov seria ‘um amor de pessoa’. É o estilo particular dela, de meiga e humilde, ganhando fama. É só saber explorar.

Máquina não é dinheiro
Tem gente que pensa que ter a máquina na mão na hora de fazer campanha significa ter dinheiro. Não é assim que a banda toca, me diz o núcleo da campanha da governadora Mailza. Sorte dela foi a aliança robusta que formou, com candidatos proporcionais muito fortes.

Rueda no coração
O médico cardiologista Fábio Rueda, candidato a deputado federal pela federação União-PP, parece ter caído nas graças do povo. Não há um lugar que a gente circule no Acre que não tenha pessoas envolvidas na campanha dele.

Padre liso
O Padre Antônio Menezes, candidato a deputado estadual pelo PT no Acre, está andando igual notícia ruim. Em tudo o que é paróquia ele já esteve. Isso com ajuda dos fiéis, porque nem o partido, nem a igreja, estão o auxiliando financeiramente. A rigor, quando decidi entrar pra política, o então bispo Dom Joaquin cortou seu ordenado.

Fundão dos privilégios
Reclamação geral sobre o fundão eleitoral, aquela grana gorda que os partidos recebem para dividir entre os candidatos. Tudo em função de privilégios.

Sortuda
A governadora Mailza Assis (PP) conseguiu duas proezas ao ter a Jéssica como vice, por ela ser muito forte no Juruá, e o ex-prefeito Marcus Alexandre (MDB) em sua chapa em Rio Branco. Ele deverá tirar votação expressiva já capital.

Pesquisas contraditórias
Nunca houve tanta contradição em pesquisas eleitorais às vésperas de uma eleição quanto agora. Uma dá oito, a outra oitenta. O eleitor já nem se emociona mais com seus dados.

Tentar igualar
Prosaico o esforço da imprensa brasileira para minimizar os movimentos fora Lula e Xandão neste 7 de setembro. Por fim, tentaram passar a ideia de que o povo está cansado da polarização, quando na verdade está cansado da corrupção.

Pressa
Servidores da Câmara Municipal de Rio Branco e até vereadores estariam apressados para virar o ano e vir nova presidência. Foi o que ouvi sábado em um churrasco.

Cabo eleitoral general
Caso Tião Bocalom (PSDB) não vá ao segundo turno, na disputa pelo Governo, os dois que forem terão um dos melhores cabos eleitorais de todos os tempos para conquistar: o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP). Ele está conquistando a capital com seu estilo de gerenciar de forma sem precedentes.

Voto híbrido
Na chapa de estadual do PSD, do senador Sérgio Petecão, mais de metade dos candidatos apoia Mailza Assis (PP) para o Governo. E essa chapa vai eleger dois, com chance de um terceiro. Escrevam aí. Alguns nomes: Yargo, Jeferson Mendonça, Antônio Pedro, Paulo Ximenes…

Reflexão
A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito.

Provérbios 29:23

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