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Rio Branco concentra 56% dos ganhos previstos com universalização do saneamento no Acre, mostra estudo do Instituto Trata Brasil

Mais da metade dos ganhos econômicos e sociais projetados com a universalização do saneamento no Acre está concentrada na região de Rio Branco. Segundo estudo divulgado nesta terça-feira (11) Instituto Trata Brasil e da Ex Ante Consultoria Econômica, a região imediata da capital responderá por 56,2% dos benefícios previstos para o estado.
Em valores estimados pelo levantamento, os ganhos associados à região de Rio Branco alcançam aproximadamente R$ 14,308 bilhões, considerando o processo de universalização e seu legado posterior.
Cruzeiro do Sul aparece na segunda posição, com R$ 4,416 bilhões, correspondentes a 17,3% dos benefícios estaduais.
Tarauacá ocupa a terceira posição, com R$ 2,822 bilhões e participação de 11,1%. Brasiléia aparece com R$ 2,039 bilhões, ou 8%, enquanto Sena Madureira soma R$ 1,894 bilhão, equivalente a 7,4%.
Somadas, Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram 73,5% dos ganhos projetados para as cinco regiões imediatas do Acre.
A distribuição muda, entretanto, quando o estudo considera o benefício proporcional à população. Nesse recorte, Tarauacá, Rio Branco e Sena Madureira aparecem como as regiões com maiores ganhos per capita.
Segundo os pesquisadores, dois fatores ajudam a explicar as diferenças entre os municípios. O primeiro é o déficit atual: localidades onde a cobertura de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto é menor tendem a apresentar benefícios potenciais proporcionalmente maiores com a universalização.
O segundo é a estrutura econômica. Municípios com força de trabalho maior e economicamente mais ativa tendem a capturar benefícios superiores em produtividade, enquanto centros urbanos maiores também podem obter ganhos mais elevados com a valorização imobiliária e ambiental.
O levantamento divide os 22 municípios acreanos entre as regiões imediatas de Rio Branco, Brasiléia, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul e Tarauacá.
Os números mostram que os efeitos da universalização não seriam distribuídos uniformemente pelo território. Rio Branco concentraria a maior parcela em valores absolutos, mas municípios e regiões menores, onde a carência atual é maior, podem obter impactos proporcionalmente mais expressivos por habitante.












