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Desemprego cai 5,2 pontos no Acre em quatro anos

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O Acre reduziu de forma expressiva a taxa de desemprego nos últimos quatro anos, mas ainda permanece na parte superior do ranking nacional de desocupação. A proporção de pessoas de 14 anos ou mais da força de trabalho que procuravam emprego e não encontravam caiu de 11,8% no segundo trimestre de 2022 para 6,6% no mesmo período de 2026, segundo dados da PNAD Contínua, do IBGE.
A queda foi de 5,2 pontos percentuais. Em termos proporcionais, a taxa de desemprego acreana encolheu 44,1% em quatro anos.
Em 2022, o Acre possuía a sétima maior taxa de desocupação entre as 27 unidades da Federação. À época, estava atrás apenas da Bahia, com 15,4%; Pernambuco, 13,6%; Sergipe, 12,9%; Rio de Janeiro, 12,6%; Paraíba, 12,3%; e Rio Grande do Norte, com 12%.
Quatro anos depois, o Acre aparece na nona posição, com 6,6%. Ou seja, apesar da forte redução do desemprego, avançou apenas duas posições no ranking. Isso aconteceu porque a melhora do mercado de trabalho foi disseminada pelo país e alguns estados reduziram suas taxas ainda mais intensamente.
A comparação com a média brasileira também é reveladora. No segundo trimestre de 2022, o Brasil registrava desemprego de 9,3%, enquanto o Acre estava em 11,8%. A diferença era de 2,5 pontos percentuais.
Em 2026, a taxa nacional caiu para 5,4% e a acreana para 6,6%. A distância diminuiu para 1,2 ponto percentual. O Acre, portanto, reduziu pela metade a diferença que o separava da média brasileira.
A melhora acreana também foi mais intensa que a nacional. Enquanto o desemprego no país recuou 3,9 pontos percentuais entre os segundos trimestres de 2022 e 2026, no Acre a redução chegou a 5,2 pontos, diferença de 1,3 ponto.
O mapa brasileiro do desemprego também ficou menos desigual. Em 2022, a maior taxa era a da Bahia, com 15,4%, e a menor, a de Santa Catarina, com 4%, uma distância de 11,4 pontos percentuais.
Em 2026, o Amapá passou a liderar o ranking, com 9,8%, enquanto Santa Catarina permaneceu com a menor taxa, de 2,1%. A distância entre os extremos caiu para 7,7 pontos.
Na Região Norte, porém, o Acre ainda aparece entre os estados com maior desemprego. O Amapá registra 9,8%, Amazonas, 7,5%, Acre, 6,6%, Pará, 6,2%, Roraima, 5%, Tocantins, 4,1%, e Rondônia, 2,6%.
A comparação com Rondônia chama atenção. Em 2022, os rondonienses tinham taxa de 5,7%, menos da metade dos 11,8% registrados no Acre. Em 2026, Rondônia caiu para 2,6%, enquanto o Acre chegou a 6,6%. A diferença entre os dois vizinhos, portanto, permanece significativa: 4 pontos percentuais.
O Acre também está exatamente empatado com o Ceará, ambos com 6,6%, e aparece imediatamente abaixo do Rio de Janeiro, com 7,1%, e acima do Distrito Federal, com 6,5%.
Os números mostram duas fotografias simultâneas do mercado de trabalho acreano. A primeira é positiva do ponto de vista estatístico: em quatro anos, a taxa de desemprego caiu 44,1% e se aproximou consideravelmente da média brasileira. A segunda mostra que ainda existe distância a percorrer: mesmo depois dessa redução, o Acre permanece com a nona maior taxa de desocupação entre as unidades da Federação e a terceira maior da Região Norte.
Fonte: PNAD Contínua Trimestral do IBGE e levantamento do perfil Geografia Dinâmica.

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