POLÍTICA
Vice de Bocalom aposta na agricultura como principal vetor de desenvolvimento econômico

O candidato a vice-governador na chapa de Tião Bocalom, Sargento Adonis, percorreu, nesta segunda-feira (17), o centro de Cruzeiro do Sul conversando com comerciantes, empreendedores, trabalhadores e tantas pessoas que vivem, trabalham e acreditam no potencial desta terra. Em cada aperto de mão, em cada conversa e em cada história compartilhada, fica ainda mais evidente uma convicção: o Acre é viável. E uma dessas grandes possibilidades está na agricultura familiar.
O Acre precisa olhar para o campo não apenas como um lugar onde se produz, mas como uma das principais forças capazes de transformar a nossa economia. Temos terra, temos gente trabalhadora, temos conhecimento, temos vocação produtiva e temos diferentes cadeias que podem ser fortalecidas. O que ainda falta é uma política pública capaz de organizar essas potencialidades, levar assistência, tecnologia, infraestrutura e oportunidades para quem está lá na ponta.
“Acredito que o desenvolvimento do Acre precisa fazer o caminho inverso daquele que historicamente conhecemos. Em vez de concentrarmos todas as oportunidades nas cidades, precisamos criar condições para que elas também nasçam no interior, nas comunidades, nas colônias e nas propriedades onde o agricultor começa o dia muito antes de grande parte da cidade acordar”, vislumbra o candidato a vice-governador de Bocalom, Sargento Adonis.
A seu ver, quando a agricultura familiar prospera, não ganha apenas o agricultor. “Ganha a família que passa a ter mais renda, ganha o comércio local, ganha o município, ganha a economia e ganha o próprio Estado. Uma produção maior significa mais alimento de qualidade na mesa dos acreanos e, quando houver excedente, significa também a possibilidade de industrializar, agregar valor e buscar novos mercados, inclusive fora do Acre”.
Precisamos de uma política agrícola de Estado, construída com planejamento, conhecimento técnico e continuidade. “É necessário conhecer profundamente cada cadeia produtiva, identificar suas vocações, corrigir gargalos e transformar aquilo que já está previsto no Zoneamento Ecológico-Econômico em ações concretas, capazes de chegar efetivamente a quem produz”, propõe Adonis.
“Eu conheço essa realidade de perto. Nasci dentro de um barco e fui criado nas barrancas dos rios e igarapés do Vale do Juruá. Sei que, para quem vive no interior, a distância não é apenas uma medida no mapa. É tempo, é custo, é dificuldade e, muitas vezes, é a diferença entre conseguir comercializar uma produção ou assistir parte dela se perder”, disse o candidato, para quem é imprescindível investimento em infraestrutura rural, com ramais trafegáveis e pontes seguras, jamais poderemos garantir o escoamento da produção.

























