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Rede monitora qualidade do ar nos 22 municípios do Acre com 30 sensores e mais de 5,4 mil leituras em um dia

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Os 22 municípios do Acre estão cobertos por uma rede de monitoramento da qualidade do ar que utiliza atualmente 30 sensores PurpleAir distribuídos pelo estado. Nesta terça-feira (18), o sistema já contabilizava 5.454 leituras coletadas ao longo do dia.
Os dados são apresentados pela plataforma Qualidade do Ar no Acre (QAr Acre), que acompanha as condições atmosféricas no estado por meio de sensores instalados em diferentes municípios. O monitoramento começou em 2019.
O mapa da rede permite acompanhar praticamente em tempo real as concentrações registradas pelos equipamentos e identificar diferenças entre regiões do estado, informação especialmente relevante durante o período de estiagem e queimadas.
Na consulta realizada na tarde desta terça-feira, os pontos de monitoramento apresentavam condições distintas. Na região de Rio Branco, os marcadores visíveis no mapa indicavam valores entre 5 e 9, enquanto no Vale do Juruá apareciam registros entre 2 e 6.
Valores mais elevados eram observados na região de fronteira com a Bolívia, onde o mapa mostrava marcadores de 20 e 21 nas proximidades de Cobija. O próprio mapa também apresentava um ponto com valor 9 em Pucallpa, no Peru.
Os números exibidos no mapa devem ser interpretados de acordo com a métrica adotada pela plataforma e com o horário da medição. Por serem dados de monitoramento contínuo, as condições podem mudar ao longo do dia.
A distribuição dos equipamentos permite acompanhar não apenas Rio Branco e Cruzeiro do Sul, maiores centros urbanos do estado, mas todos os municípios acreanos. Como são 30 sensores para 22 municípios, algumas localidades ou regiões contam com mais de um ponto de medição.
Os sensores PurpleAir utilizam medições de partículas presentes no ar. Esse tipo de acompanhamento permite observar alterações relacionadas à presença de material particulado, um dos principais indicadores utilizados na avaliação da qualidade atmosférica.
A rede acreana ganha importância durante os meses mais secos, quando incêndios florestais e queimadas podem elevar rapidamente a concentração de partículas na atmosfera e produzir episódios de fumaça que atingem diferentes municípios.
Com sete anos de acompanhamento, de 2019 a 2026, a plataforma também cria uma base que permite comparar as condições atuais com períodos anteriores e acompanhar a evolução da qualidade do ar no Acre.

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