CULTURA & ENTRETENIMENTO
Jornalista que ganhou prêmio com cobertura sobre a morte de Chico Mendes morre aos 95 anos

Autor do clássico “1968: O Ano Que Não Terminou”, colunista e ícone do jornalismo brasileiro faleceu no Rio de Janeiro.
RIO DE JANEIRO — Morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, o jornalista, cronista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Zuenir Ventura. Um dos nomes mais influentes e respeitados do jornalismo cultural e investigativo do país, Zuenir faleceu em sua residência, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações provocadas por uma pneumonia.
Nascido em Além Paraíba (MG) em 1º de junho de 1931, Zuenir construiu uma carreira brilhante ao longo de mais de seis décadas na imprensa. Atuou em veículos históricos como Jornal do Brasil, O Globo, Revista da Semana e Visão, destacando-se pela escrita precisa, perspicaz e humanista.
Na literatura, marcou gerações ao publicar em 1989 a obra “1968: O Ano Que Não Terminou”, um relato fundamental e investigativo sobre o impacto do regime militar e da efervescência cultural no Brasil. O livro tornou-se um dos maiores best-sellers da não ficção brasileira. Ele também assinou reportagens de repercussão internacional, como a cobertura do assassinato do líder ambientalista acreano Chico Mendes, que deu origem ao livro “Chico Mendes: Crime e Castigo”.
Em 1995, venceu o Prêmio Jabuti de literatura com a obra “Cidade Partida”, no qual analisou as divisões sociais e a violência no Rio de Janeiro. Eleito para a Cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras em 2014, tomou posse em 2015, consolidando seu legado na literatura nacional.
O velório de Zuenir Ventura será realizado no Salão Nobre do Petit Trianon, na sede da Academia Brasileira de Letras, e o sepultamento no Cemitério São João Batista, na Zona Sul do Rio.
G1 FONTE







