GOSPEL
Bob Dylan é recebido em audiência privada pelo Papa Leão XIV no Vaticano

Cidade do Vaticano – O cantor, compositor e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Bob Dylan, foi recebido em audiência privada pelo Papa Leão XIV na última quarta-feira (4), no Palácio Apostólico, no Vaticano. O encontro reuniu duas das figuras mais influentes da cultura e da fé em um momento que chamou a atenção da imprensa internacional. Vatican News
Dylan, de 85 anos, está em turnê pela Itália com a Rough and Rowdy Ways Tour e aproveitou sua passagem por Roma para visitar o pontífice. A audiência foi organizada com o apoio do padre jesuíta Antonio Spadaro, conhecido por promover o diálogo entre a Igreja Católica e importantes nomes da cultura mundial. Reuters
Segundo informações divulgadas pelo Vaticano, o encontro foi breve e reservado. O Papa Leão XIV e o músico trocaram cumprimentos, conversaram por alguns minutos e também trocaram presentes. O pontífice presenteou Dylan com um terço, enquanto o artista entregou ao Papa um exemplar de sua autobiografia, Chronicles – Volume 1. Vatican News
A aproximação entre os dois não é por acaso. Natural de Chicago, o Papa Leão XIV já demonstrou publicamente sua admiração pela obra de Bob Dylan e chegou a citar versos do poema “Go Away You Bomb”, escrito pelo cantor em 1963 como um protesto contra as armas nucleares, no prefácio de um livro sobre paz e desarmamento publicado neste ano. Vatican News
Esta não foi a primeira ligação de Bob Dylan com o Vaticano. Em 1997, o artista participou do Congresso Eucarístico Nacional, em Bolonha, onde se apresentou diante de cerca de 300 mil jovens e do então Papa João Paulo II. Na ocasião, interpretou clássicos como Knockin’ on Heaven’s Door e Blowin’ in the Wind, deixando um momento histórico para a Igreja e para a música. Vatican News
Embora o conteúdo da conversa entre o Papa e o músico não tenha sido divulgado, o encontro foi interpretado como um gesto de aproximação entre a Igreja Católica e importantes representantes da cultura contemporânea, reforçando o diálogo em torno de temas como paz, arte, espiritualidade e dignidade humana. Reuters











