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Emprego formal cresce mais que ocupação total no Acre em quatro anos

O mercado de trabalho do Acre chegou ao primeiro trimestre de 2026 com avanço do emprego formal superior ao crescimento da ocupação total registrado em quatro anos. O estado integra o grupo de 20 unidades da Federação onde o assalariamento formal avançou mais rapidamente que o conjunto dos ocupados.
O dado aparece no Boletim de Conjuntura nº 56, publicado em setembro de 2026 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A comparação estadual considera o primeiro trimestre de 2022 e o mesmo período de 2026.
O Acre aparece no gráfico do levantamento com crescimento positivo nos dois indicadores, mas com a barra correspondente aos assalariados formais acima daquela referente ao total de ocupados, excluídos os empregadores. O Dieese não disponibiliza no texto da publicação os percentuais estaduais individualizados, razão pela qual não é possível informar com segurança a taxa exata do Acre apenas a partir da tabela publicada.
O comportamento acreano acompanha um processo de formalização observado em grande parte do país. Das 27 unidades da Federação, 20 tiveram crescimento do assalariamento formal superior ao avanço da ocupação. Maranhão, Rio de Janeiro e Alagoas seguiram movimento contrário, enquanto Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal apresentaram variações praticamente equivalentes. No Piauí, a ocupação total caiu apesar da expansão do emprego formal.
No Brasil, considerando o segundo trimestre de 2022 e o segundo trimestre de 2026, o número de assalariados formais aumentou 10,4%, enquanto o total de ocupados avançou 6,9%. Somente o setor privado com carteira assinada acrescentou aproximadamente 4,4 milhões de postos no período.
O Dieese considera como assalariados formais os empregados do setor privado e do setor público com carteira, militares, servidores estatutários e trabalhadores domésticos com carteira assinada.












