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Acre tem segunda maior proporção do Norte de negociações trabalhistas com cláusulas ambientais

O Acre apresentou a segunda maior proporção da Região Norte de negociações coletivas de trabalho contendo cláusulas relacionadas ao meio ambiente, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Foram identificadas quatro negociações coletivas no estado com dispositivos ambientais, equivalentes a 5,5% do universo de negociações acreanas analisadas. O percentual ficou bem acima da média da Região Norte, de 2,9%.
Entre os estados nortistas, apenas Roraima apresentou proporção superior, de 5,8%. O Acre aparece à frente de Amapá, com 4,8%; Tocantins, 4,1%; Rondônia, 3,5%; Amazonas, 3,3%; e Pará, 3,2%.
O estudo considera instrumentos coletivos de 2023 e 2024 e procura identificar de que maneira questões ambientais passaram a integrar acordos e convenções negociados entre trabalhadores e empregadores.
Embora o número absoluto acreano seja pequeno, a participação proporcional coloca o estado acima da média regional. Em toda a Região Norte, o Dieese identificou 71 negociações com cláusulas ambientais, correspondentes a 2,9% do universo pesquisado. No Acre, a proporção chegou a 5,5%.
A publicação considera cláusulas que relacionam relações de trabalho e questões ambientais, uma área que passou a ganhar espaço nas negociações coletivas diante de mudanças climáticas, condições ambientais nos locais de trabalho e transformações produtivas associadas à transição ambiental.












