POLÍCIA
Ação do Gefron foi fundamental para identificar envolvidos em latrocínio de empresário boliviano

Uma abordagem realizada por agentes do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron) foi fundamental para a identificação dos brasileiros envolvidos no latrocínio do empresário boliviano Victor Zarate, ocorrido na última quinta-feira, em Cobija, na Bolívia.
A Justiça boliviana decretou a prisão preventiva por 180 dias dos acreanos Renan Oliveira de Souza, Tálisson da Silva Conceição e Roberto da Conceição França. Os três brasileiros, juntamente com outros dois comparsas bolivianos, são apontados pelas autoridades como autores do assalto que terminou com a morte do empresário.
De acordo com as investigações, Victor Zarate foi morto com um golpe de faca durante a invasão de sua loja pela quadrilha. Após o crime, as forças de segurança da Bolívia iniciaram uma força-tarefa para localizar e prender os envolvidos.
Na decisão judicial, também foi determinada a transferência dos acusados para o Centro Penitenciário de Chonchocoro, localizado em La Paz. A unidade prisional é considerada uma das mais rigorosas da Bolívia e ganhou o apelido de “inferno de gelo” devido às baixas temperaturas registradas na região e ao alto nível de periculosidade dos detentos. Durante as madrugadas, os termômetros podem se aproximar de zero grau.
Segundo as autoridades, a identificação dos suspeitos só foi possível graças a informações levantadas pelo Gefron. Um dia antes do crime, Renan, Tálisson e Roberto foram abordados por equipes da unidade especializada na base instalada na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.
Os dados obtidos durante a fiscalização contribuíram para o trabalho investigativo desenvolvido pela polícia boliviana, que conseguiu vincular os brasileiros ao latrocínio.
O coordenador do Gefron, Assis Santos, destacou a importância da integração entre as forças de segurança dos dois países e ressaltou que o trabalho realizado na fronteira tem sido essencial no combate aos crimes transnacionais.










