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Acre é o 4º da Amazônia Legal em moradia própria, com 74,3%, e supera Amazonas e Rondônia

O Acre aparece em destaque no cenário habitacional da Amazônia Legal ao registrar 74,3% da população vivendo em imóvel próprio em 2025, ocupando a 4ª posição no ranking regional. O dado coloca o estado à frente de unidades como Amazonas (70,0%) e Rondônia (65,7%), e próximo de líderes como Pará (76,4%) e Amapá (76,1%).O levantamento, com base em dados do IBGE (2025), mostra que o Acre mantém um índice elevado de moradia própria, refletindo um padrão histórico da região Norte, onde a aquisição da casa própria ainda predomina sobre o aluguel.
No topo da lista aparece o Maranhão, com 80,5%, seguido por Pará e Amapá. O Acre consolida posição intermediária, mas ainda acima da média de estados com maior urbanização e pressão imobiliária.
A comparação regional evidencia diferenças estruturais. Enquanto estados como Mato Grosso (61,3%) e Roraima (62,5%) apresentam menor proporção de imóveis próprios, o Acre mantém um nível mais alto de estabilidade habitacional.
Os dados consideram domicílios próprios quitados ou ainda em processo de financiamento, o que amplia a leitura sobre acesso à moradia. No caso acreano, o percentual indica menor dependência do aluguel em relação a outras regiões do país.
Ainda assim, o crescimento recente da locação no Brasil sinaliza mudanças também no estado, especialmente em áreas urbanas como Rio Branco. Mesmo com 74,3% de moradia própria, há espaço para expansão do mercado de aluguel.
O contraste com Amazonas, por exemplo, mostra uma diferença de 4,3 pontos percentuais a favor do Acre, enquanto em relação a Rondônia a vantagem sobe para 8,6 pontos. Esses números reforçam a posição do estado entre os mais consolidados da região.
Por outro lado, a distância para o Maranhão, líder com 80,5%, indica que ainda há margem para crescimento no acesso à casa própria.
Especialistas apontam que fatores como renda, políticas habitacionais e custo da terra influenciam diretamente esses indicadores. No Acre, a presença de áreas urbanas menores e menor pressão imobiliária contribuem para índices mais elevados.
O cenário confirma que, apesar das mudanças no mercado, a casa própria ainda é predominante no estado. Ao mesmo tempo, a comparação com outros estados da Amazônia Legal evidencia um equilíbrio entre tradição habitacional e novas dinâmicas do setor imobiliário.














