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Armando Araújo: conheça a história do pipoqueiro mais famoso das ruas de Rio Branco

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O ex-eletricista revelou ao AcreNews porque deixou de lado os fios e os alicates e passou a vender pipocas nas ruas da capital

Por Wanglézio Braga/ Foto: Wanglézio Braga

Quem transita pela calçada da Loja Marisa, no centro de Rio Branco, de longe sente o cheiro de pipoca no ar. À medida que você se aproxima do carrinho estacionado quase que na entrada do empreendimento, logo aguça o paladar para saborear a iguaria que não tem uma patente definida. Tem pipoca doce e salgada, essa última com ‘recheio’ de bacon. No comando do fogão e da pipoqueira, encontramos o simpático Armando Bastos de Araújo, 55 anos. O pipoqueiro, que soma 25 anos de profissão, é um dos mais respeitados empreendedores informais e dono de uma linda história de vida que compartilhou conosco. 

Durante a semana, o Acre News bateu um papo irreverente com o seu Armando. Enquanto fazia as suas pipocas, ele contou em detalhes das dificuldades que enfrentou para se manter no mercado, das estratégias e tendências para conquistar a clientela e deixou uma mensagem para quem sonha em empreender mesmo em épocas de dificuldades, de pandemia do novo Coronavírus.

Leia na íntegra:

ACRENEWS – Antes de trabalhar como pipoqueiro, o senhor fazia o quê?

ARMANDO – Por muitos anos, trabalhei como eletricista, com carteira assinada em uma empresa. Naquele tempo, eu fiquei doente, foi uma situação delicada até que passei por cirurgia de úlcera. Eu pegava muito no pesado, por não aguentar, pedi as contas do meu patrão, ele concordou e com o dinheiro da indenização, comprei o meu carrinho de pipoca que custou à época, R$ 1,500 reais.

ACRENEWS – E a sua família, concordava com essa mudança de profissão?

ARMANDO – De início, não! Eles falavam muito, pois eu nunca tinha trabalhado com pipoca. Eu dizia pra eles que esse tipo de venda, informal, era a única ideia que tinha para conseguir o alimento, pagar as contas. Depois, comprei o carrinho e fui pras ruas. O primeiro ano foi muito sofrido porque ninguém ensinava nada para ninguém, ainda mais neste ramo. Ninguém quer te ajudar, ninguém fala os macetes de preparar uma boa pipoca.

ACRENEWS – Após comprar o carrinho, o material, como foi aceitação/relação com os concorrentes?

ARMANDO – Minha nossa, muito complicado! Quando lembro, a vontade é de chorar. Eu não podia chegar nem perto de nenhum outro vendedor. Muitos ficavam com cara feia, outros até me expulsava da rua, um local público. Foi um ano todinho apanhando. Todo lugar que tinha outro vendedor, eles me mandavam sair fora, por pura ameaça. Tiveram momentos que pensei em pegar o carrinho e jogar dentro do Rio Acre, momentos de desistir de tudo.

ACRENEWS – Apesar disso, o senhor não desistiu! Aqui, nesta calçada, inclusive já montou ponto fixo. Mas, também não foi fácil!

ARMANDO – Não foi fácil porque a gerente não permitia estacionar o meu carrinho na calçada da loja. Passei três meses sendo convidado para se retirar. Vinha um fiscal e pedia para sair. Vinha outro fiscal e pedia para me retirar. Às vezes colocava na rua mesmo, na frente da loja, e o fiscal mandava sair. Foram alguns meses levando uma vida de gato e rato.

ACRENEWS – Quem se cansou primeiro: A loja ou o senhor?

ARMANDO – Foi uma história até engraçada. Eu fui convidado para servir pipoca numa festa de aniversário. Eu cobrei, na época, R$ 50 reais por noite. Aí, todo mundo falando muito bem da pipoca, da minha forma de tratar as crianças, os convidados. Quem me contratou foi o pai do aniversariante, pagou muito bem, soube reconhecer o meu trabalho. Não demorou muito, já na hora de cantar os parabéns, descobri que o aniversário era do filho da gerente da loja Marisa. Confesso que nem desconfiava, mesmo porque todo mundo da loja tava lá, mas como estava trabalhando não liguei uma coisa à outra. Essa mulher gostou das minhas pipocas e viu uma oportunidade de me ajudar.

ACRENEWS – Olha só, o senhor servindo na festa de uma pessoa que ‘quase não o deixava trabalhar’! E o que aconteceu depois?

ARMANDO – Na semana seguinte voltei aqui pra frente da loja e fui surpreendido pelo fiscal. Sem o deixar falar nada, eu disse: “Tá bom, eu vou já sair”. Mas, para a minha surpresa, a gerente da loja pediu para me chamar para conversar. Nós conversamos e ela me autorizou usar o espaço. Já estou aqui há pelo menos 20 anos. Servindo os meus clientes, os clientes da loja, os funcionários da loja, ou seja, há muito tempo temos carinho, respeito e muita amizade entre nós.

ACRENEWS – A venda da pipoca é a única renda da sua família?

ARMANDO – Sim, foi através desse carrinho que sustentei e sustento a minha família, comprei as minhas coisas, a minha casa, formei a minha filha. Minha filha é formada em RH. Eu tenho outros dois homens. No momento ela é a única formada e está bem empregada.

ACRENEWS – Desses 25 anos de praça, 20 anos neste ponto, podemos dizer que a pipoca caiu no gosto popular dos acreanos?

ARMANDO – Com toda certeza, os acreanos amam pipoca. Fazendo um rápido balanço, eu cheguei a vender, antes da pandemia, mais de 10 kg de milho, numa única tarde. Hoje é quase impossível vender 10 kg de pipoca porque faltam clientes, né? Mas por ano, posso calcular a venda de quase uma tonelada de pipoca. Atualmente, eu vendo 4 kg de milho diariamente. É muita coisa no final do mês. Daí, você concluiu que o acreano gosta de pipoca! Vendo para as crianças, jovens e adultos. Idosos também param, compram uma pipoquinha e saem daqui felizes.

ACRENEWS – Além dos ingredientes, o que faz dessa pipoca tão saborosa?

ARMANDO – O tempero e o carinho com que é preparada. Eu só uso produtos de qualidade. Não costumo, nunca gostei, usar produtos de segunda linha como milho, manteiga, bacon. Nesse caso da salgada, por exemplo, o bacon não deixa um gosto marcante, é preciso colocar um tempero para realçar o sabor. Eu não posso falar o que tem no tempero, é segredo. Eu estudei muito para chegar a esse sabor. O que posso dizer é que são cinco condimentos para formar um único tempero. Mas, o que temos muito aqui é amor. Isso eu posso revelar. Eu coloco amor nas minhas pipocas e faz uma diferença para quem come.

ACRENEWS – É verdade que o senhor tem fregueses de outros estados e até de países da Europa?

ARMANDO – Tem gente que passa aqui na calçada e diz que foi indicação de outras pessoas que provaram as minhas pipocas. Elas são de outros estados, até em outros países como Portugal, da França, da Bolívia, Peru. Eu tenho fregueses, amigos, que quando vem visitar Rio Branco faz questão de vir no carrinho, ou pessoas que indicam a minha pipoca para um viajante. A gente bate um papo enquanto eles comem pipoca, a gente fica amigo.

ACRENEWS – É estratégia o tratamento aos clientes?

ARMANDO – Meu pensamento de vida é assim: Pipoca com bons produtos, facilidade no pagamento e a forma como trato os meus clientes. Acredito até que 50% seja o material, essas coisas, e os outros 50% é como você oferece o teu serviço. Problemas, todos nós temos. Não podemos passar para os outros os nossos. A vida não é fácil. Se você tem algo que é o teu ganho de pão, que você não cativa às pessoas para gastar, você não vai conseguir muita coisa. Quem oferece cara feia, tem mais chances de não ter clientes do que você que sorrir, que chama o cliente de amigo, que brinca, que interage com ele. Todo mundo gosta e merece ser bem tratado.

ACRENEWS – E a pandemia, como afetou o empreendimento do senhor?

ARMANDO – A gente sempre tem que tá preparado, né? Eu tinha a minha reserva, passei uns quatro meses parado em casa. Sou de risco, tenho uma saúde fragilizada e não queria arriscar. Aí, quando vi que a pandemia caiu os números, logo pensei em retornar. Estou aqui, trabalhando com muito cuidado, abusando da higienização, é álcool, é máscara, é todo tempo limpando o carinho, é todo tempo evitando cumprimentar fisicamente as pessoas. Eu vivo com medo.

ACRENEWS – A tecnologia vem revolucionando os pequenos empreendimentos, os médios e grandes. Para o senhor, como foi o processo de adaptação das formas de pagamento?

ARMANDO – Trabalhamos com dinheiro em espécie, cartão de débito, crédito, transferência e o PIX. Se você não tiver essas facilidades, o cliente desiste da compra. A gente tem que acompanhar o mercado, as tecnologias. Foi-se o tempo de só receber em dinheiro, ninguém anda com dinheiro na carteira. O meu processo de adaptação foi complicado, mais depois até melhorou, ficou mais seguro, mais organizado. Eu uso desde a máquina de crédito até o PIX. Às vezes ganho até mais por causa das bonificações que dão.

ACRENEWS – Que recado, conselho o senhor oferece para quem tem medo de buscar uma nova profissão ou que simplesmente quer empreender, que precisa ousar no empreendimento?

ARMANDO – Não tenha medo! Qualquer tipo de negócio que fizer hoje, você terá muitos desafios. Mas é preciso tentar. Como vai saber se é lucrativo, se não for tentar? É preciso ter atitude, não ouvir os conselhos negativos, também não desistir com facilidade. Trate bem as pessoas, independente de quem seja. Esteja aberto às opiniões construtivas. Veja o meu caso. Ninguém usava o bacon na pipoca, nas ruas de Rio Branco, eu iniciei essa moda. Mas as primeiras preparações foram horríveis. O bacon saia muito duro, sem gosto. As pessoas diziam que estava horrível. Tive que estudar bastante, fazer os meus temperos na cozinha de casa. Eu consegui chegar a esse gosto graças às minhas pesquisas. Não foi uma tarefa fácil.

Além desse conselho, de oferecer o melhor, eu posso dizer que é preciso ter ousadia e coragem para inovar. Aproveitando a oportunidade do jornal, quero dizer que vou começar a entregar pipocas no sistema delivery, ou seja, quem quiser comer as minhas pipocas no conforto de sua casa, trabalho, principalmente o pessoal que vivem no centro, nas repartições e não podem sair, estaremos entregando. Isso é mais uma inovação. Estamos no processo de teste e se Deus permitir, vamos conseguir.

ACRENEWS – Sem dúvida, a sua história é inspiradora e interessante. Nós desejamos sucesso na jornada. Muito obrigado por compartilhar conosco!

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Comissão da Câmara aprova nome da ponte de Tarauacá para Odilon Vitorino de Siqueira

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou, em caráter terminativo, projeto de lei do ex-deputado federal e atual vice-governador Major Rocha que batiza a ponte sobre o rio Tarauacá, de Odilon Vitorino de Siqueira. O projeto agora deverá ser avaliado na Comissão de Cultura.

Quem foi Odilon Vitorino

Odilon Vitorino de Siqueira, por sua garra, determinação e espírito público, representa a essência do município de Tarauacá/AC.

Comerciante reconhecido na região, foi seringalista, por quase 50 anos, na região de Tarauacá/AC.

Odilon Vitorino de Siqueira envolvido na formação política do Estado do Acre, tendo sido vereador tarauacaense de 1963 a 1967, ocupando a cadeira de Vice-Presidente daquela Assembléia Municipal.

Ocupou, ainda o cargo de Prefeito de Tarauacá, de 1986 a 1989, consolidando a democracia e o desenvolvimento do município.

Com informações Extra do Acre.

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Aos 70 anos, costureira supera a COVID e vence Corrida do BOPE em Rio Branco

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Natural de Cruzeiro do Sul, a costureira Maria Cleide mudou totalmente o estilo de vida quando descobriu as corridas de rua há cinco quatro anos atrás. A idade nunca foi um obstáculo e ela é atração em todas as corridas que participa. Neste domingo (26), ela era um dos mais de trezentos atletas que participaram da III Corrida do BOPE, realizada pela Acre Running em parceria com a Polícia Militar.

Dos 5 km da prova, 2 foram na pista de instrução do BOPE, onde são treinados os alunos da corporação. Uma prova difícil para quem é jovem, imaginem para uma pessoa com a idade da nossa personagem. Mas Dona Cleide não se intimidou. Superou os 16 obstáculos e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na categoria acima de 60 anos.

“Eu me sinto rejuvenescida com as corridas. Devolveu minha autoestima e melhorou em muito minha saúde. Fui infectada pela COVID mas não me deixe abater. Estava orando a Deus para voltar a disputar uma corrida”, disse ela que não participava de uma prova oficial desde fevereiro de 2021.

Dona Cleide é costureira, mas para muitos é uma atleta, que inspira pessoas mais jovens a também mudarem o estilo de vida, praticando exercícios físicos.

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Sábado de muita movimentação nas lojas de construção e na procura por carpinteiros e pedreiros

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Por Wanglézio Braga / Fotos: Wanglézio Braga

O sábado (25) para muitos moradores dos bairros da Cohab do Bosque, Aviário, São Francisco, Cadeia Velha e Centro de Rio Branco foi de contabilizar os estragos causados pela forte tempestade que caiu na tarde de sexta-feira (24). Nas lojas de material de construção, a movimentação foi grande assim como também o trabalho de carpinteiros e pedreiros, acionados para prestar manutenção nos imóveis atingidos.

Na Cohab do Bosque, o temporal causou o destelhamento de casas e prédios públicos. Houve registro de quedas de árvores, de galhos na fiação elétrica e desmoronamento de muros. Faltou luz no período da tarde, sendo restabelecida tarde da noite, em algumas áreas o sistema ainda não foi normalizado. Nas ruas e calçadas destaque para os restos de telhas, tampas de caixa d’água e a movimentação de moradores que lamentavam, nas esquinas, o cenário provocado pelo segundo temporal da semana.  

Na Escola de Ensino Fundamental Samuel Barreira, funcionários registraram telhas quebradas e várias brechas no teto. O estabelecimento marcou o início das aulas para os próximos dias, porém, existe a possibilidade de suspender o início das atividades para a manutenção do prédio. A direção da escola ainda vai avaliar essa situação.

Na Rua Luzanira Gomes, das 17 casas, pelo menos 11 tiveram problemas com destelhamento. Os moradores acordaram cedo para ajudar os profissionais da carpintaria. “O sol ainda tava surgindo no céu quando fui buscar o rapaz para fazer a manutenção daqui de casa. Foram 16 telhas e o forro que desabou parcialmente. Não houve feridos, graças a Deus, mais o susto foi grande e o prejuízo também”, relatou dona Alzira Melo.

Na região do 4° Batalhão do Exército Brasileiro, onde fica o Círculo Militar, a força da natureza provocou destelhamento do Hospital Militar, do departamento administrativo e uma árvore que caiu nas grades do Hotel de Trânsito. Na mesma rua, moradores ficaram horas sem luz por conta de galhos que caíram na fiação. Eles também registraram telhas quebradas nas residências e alagamento na Rua Colômbia.

Não muito distante desta região do bosque, nas proximidades da Igreja Santa Inês, um prédio abandonado teve a sua estrutura bastante danificada. Parte do espaço desabafou e o telhado de alumínio foi completamente levado pela ventania, atingindo carros estacionados em um lava-jato. “Prejuízo para nós. Ainda estamos contabilizando”, frisou o funcionário do estabelecimento, Antônio Luiz.

No Conjunto Baixa da Colina, uma árvore caiu na fiação elétrica. A rua que dá acesso ao bairro Bosque e São Francisco foi bloqueada para que os trabalhadores da Energisa pudessem realizar com segurança a manutenção. Na estrada do São Francisco, o trânsito ficou bastante lento e desconexo. Não havia agentes de trânsito no local.

LOJAS LOTADAS

Nossa equipe de reportagem esteve durante a manhã em duas lojas de material de construção. O fluxo de clientes aumento consideravelmente. Em uma das lojas, sediada no bairro José Augusto, o movimento de clientes foi acima 70%, número incomum para o dia de hoje. Pregos, telhas, calhas, cimentos, areia e brita, caixas d´água, mantas térmicas e estruturas de ferro foram os itens mais procurados.

“Tivemos que acionar alguns colegas que estavam de folga para poder atender os clientes. Nós registramos, apenas em uma hora de loja aberta, mais de 70% de aumento nas nossas vendas. Infelizmente, o mercado fica aquecido, mais ficamos tristes pelas famílias que perderam suas coisas no temporal”, revelou a vendedora Júlia Santos.

PROCURAM-SE CARPINTEIROS

Muito trabalho para os carpinteiros e trabalhadores da construção civil. Alguns moradores recorreram às redes sociais ou a velha agenda telefônica dos amigos em busca desses profissionais. O carpinteiro Mário Soares contou que nas últimas horas recebeu mais de 30 telefonemas de pessoas que procuravam os seus serviços.

“Toda semana é assim. Choveu bastante e com forte vento, o telefone não para. Nas últimas horas, recebei muitos telefonemas. Hoje eu não tenho mais vagas, tudo agendado. A sorte é que os trabalhos são quase tudo, na mesma rua do bairro. Isso fica mais fácil, mesmo assim sobrecarrega. Tive que chamar alguns amigos para me ajudar, por causa da demanda. Nesta rua, por exemplo, tenho até a noite, quatro serviços para fazer”, relatou.

O pedreiro José Augusto Monteiro precisou convidar também alguns amigos do interior, dos municípios de Senador Guiomard e de Capixaba para ajudar nos serviços.

“Tô trabalhando desde as primeiras horas de hoje, em três obras diferentes. Chamei alguns amigos para ajudar, ganhar um dinheiro, na reforma de uma parede que desabou, na reconstrução de um muro e também no reforço de uma laje de uma casa que quase cedeu. A gente se vira nos trinta, né? Mais tem espaço para todos os outros colegas, basta procurar que acha”, citou.

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