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POLÍCIA

Carro atropela dois policiais na porta do Congresso dos EUA e um deles morre; suspeito é morto ao ser detido

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Um homem avançou com um carro sobre a barreira de proteção na entrada do Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, nesta sexta-feira (2). Dois policiais foram atropelados e levados a um hospital. Um deles não resistiu aos ferimentos e morreu, confirmaram autoridades locais. O criminoso foi baleado, levado a outra unidade de saúde, e também morreu.

Polícia do Capitólio ao lado de carro que se chocou contra a barreira de segurança do Congresso americano em 2 de abril de 2021 — Foto: J. Scott Applewhite/AP

Polícia do Capitólio ao lado de carro que se chocou contra a barreira de segurança do Congresso americano em 2 de abril de 2021 — Foto: J. Scott Applewhite/AP

Veja abaixo um RESUMO do atropelamento no Capitólio

  • Um homem avançou, com um carro, sobre a barreira de segurança montada ao redor do Capitólio, em Washington, sede do Congresso dos EUA.
  • Agentes de segurança balearam o motorista quando ele saiu do carro com uma faca na mão, segundo uma TV local – o homem foi detido no hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
  • Dois policiais foram atropelados. Um deles morreu no hospital.
  • Por causa do incidente, a sede do Congresso americano foi fechada por pouco mais de duas horas.
  • Não se sabe qual a motivação do ataque nem se há ligações com a invasão ao Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump ocorrida em 6 de janeiro.

De acordo com a porta-voz da Polícia do Capitólio, Yogananda Pittman, o motorista do carro saiu armado com uma faca após avançar com o veículo sobre os policiais. Houve confronto, e os agentes de segurança atiraram contra o homem. As identidades do criminoso e dos policiais ainda não foram reveladas. As autoridades de segurança dizem que não há indícios de terrorismo.

Capitólio dos EUA entra em lockdown depois de ameaça de segurança

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A emissora americana CNN, citando fontes policiais, relata que um policial chegou a ser esfaqueado. Não se sabe, porém, se esse agente ferido a faca é um dos dois atropelados ou se seria uma terceira pessoa envolvida no caso.

Por causa do crime, autoridades americanas fecharam o complexo de edifícios onde fica o Capitólio alegando “ameaça à segurança”. O fechamento durou pouco mais de duas horas. Duas ruas do centro de Washington também ficaram parcialmente bloqueadas. Como o Congresso está em recesso nesta sexta-feira, havia poucas pessoas no local.

Carro atropelou dois agentes na porta do Capitólio, segundo a polícia — Foto: NBC

Carro atropelou dois agentes na porta do Capitólio, segundo a polícia — Foto: NBC

Até a última atualização desta reportagem, não havia qualquer informação sobre a motivação do crime nem se houve ligações deste atropelamento com a invasão ao Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, em 6 de janeiro (leia mais sobre esse episódio no fim da reportagem).

“Esses são momentos difíceis para os policiais do Capitólio desde o ataque em 6 de janeiro e agora, peço que os coloquem em suas preces” — Yogananda Pittman, porta-voz da polícia do Capitólio

Jornalistas que estavam no local flagraram o momento em que um helicóptero pousa em frente a uma das entradas do Capitólio. Os profissionais de imprensa também mostram uma grande presença policial nos arredores do prédio. Veja nos VÍDEOS abaixo. https://platform.twitter.com/embed/Tweet.html?dnt=false&embedId=twitter-widget-0&frame=false&hideCard=false&hideThread=false&id=1378033434082344972&lang=en&origin=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmundo%2Fnoticia%2F2021%2F04%2F02%2Fcapitolio-dos-eua-e-fechado-por-ameaca-na-seguranca-diz-agencia.ghtml&theme=light&widgetsVersion=e1ffbdb%3A1614796141937&width=550px https://platform.twitter.com/embed/Tweet.html?dnt=false&embedId=twitter-widget-1&frame=false&hideCard=false&hideThread=false&id=1378032633293201410&lang=en&origin=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmundo%2Fnoticia%2F2021%2F04%2F02%2Fcapitolio-dos-eua-e-fechado-por-ameaca-na-seguranca-diz-agencia.ghtml&theme=light&widgetsVersion=e1ffbdb%3A1614796141937&width=550px

Um episódio semelhante ocorreu em outubro de 2013, quando uma mulher furou um bloqueio ao Capitólio com um carro. Ela foi baleada e morta pelos policiais após uma perseguição.

Mapa mostra local de incidente no Capitólio em 2 de abril de 2021 — Foto: G1 Mundo

Mapa mostra local de incidente no Capitólio em 2 de abril de 2021 — Foto: G1 Mundo

Invasão ao Capitólio

O atropelamento ocorre quase três meses depois de um grupo de extremistas apoiadores do então presidente Donald Trump invadirem o Capitólio durante a sessão que confirmava a vitória de Joe Biden como presidente eleito dos EUA. A violência deixou 5 mortos, inclusive um policial que fazia a segurança do local.

Até a última atualização desta reportagem, não se sabia se o incidente desta sexta tinha alguma relação com a invasão ao Capitólio de 6 de janeiro.

O Capitólio passou por outros incidentes graves ao longo da história americana. Veja na cronologia abaixo:

  • 1814 — Tropas britânicas invadiram e incendiaram o Capitólio ainda em construção durante o ataque de forças do Reino Unido a Washington.
  • 1915 — Um ex-professor da Universidade Harvard explodiu três bananas de dinamite. Apesar do ataque, não houve vítimas.
  • 1954 — Quatro nacionalistas de Porto Rico abriram fogo nas galerias da Câmara. Cinco congressistas ficaram feridos.
  • 1983 — Grupo extremista explodiu uma bomba no Senado em retaliação às ações americanas em Granada e no Líbano. Ninguém se feriu.
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Patrulha Maria da Penha do Acre ganha selo Nacional de Práticas Inovadoras

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Ascom/PMAC

Em meio ao enfrentamento à violência doméstica e familiar no estado do Acre, a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Acre (PMAC) tem se destacado no cenário nacional e conquistado seu lugar de destaque. Em meio a 58 projetos, a unidade foi uma das oito selecionadas para ganhar o selo Nacional de Práticas Inovadoras, em setembro, na capital Paulista.

O programa Inovador foi inscrito no Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que todo ano premia e reconhece as boas práticas na gestão pública, que possuem potencial de realizar a transformação dos cenários de vulnerabilidade e violência. A entrega do Selo FNSP ocorrerá durante a 16ª edição do Encontro Anual na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Com o projeto “Patrulha Itinerante”, que consiste em uma unidade móvel do programa, que leva às comunidades da capital e do interior do Estado, os atendimentos da Patrulha Maria da Penha, a unidade foi uma das selecionadas. Para a escolha do bairro que será atendido é feito um trabalho da Análise Criminal, que por meio das ligações 190, verificam os bairros com maiores índices de violência doméstica, e então uma equipe do programa se desloca com todo seu aparato a comunidade, que desde seu início, em setembro de 2021, já atendeu 1.850 mulheres.

A frente do Comando da Patrulha Maria da Penha desde sua fundação, em 17 de setembro de 2019, a tenente-coronel Alexsandra Rocha, destaca importância da premiação. “Única Polícia que tem esse modelo itinerante é a do Acre, então é um projeto inovador, em que levamos o ônibus adaptado as comunidades, e oferecemos atendimentos jurídico, psicológico, para atender as mulheres que passam pelo local. Também falamos sobre os ciclos da violência, os tipos, as medidas protetivas e a rede de proteção”, enfatizou a comandante.

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Inspeção identifica celas com superlotação de até 400% em Sena Madureira

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) deu continuidade ao cronograma de inspeções realizando a ação na Unidade Penitenciária Evaristo de Moraes, situada em Sena Madureira. A atividade presencial ocorreu na última sexta-feira, dia 4.

A vistoria se iniciou na parte administrativa. A equipe do GMF diagnosticou que os procedimentos relacionados a sanções de indisciplinas dos apenados não possuem uma padronização em todo o sistema carcerário do Acre. Deste modo, o diálogo estabelecido com as diretorias dos presídios de cada cidade tem sido para que as intervenções sejam correspondentes às portarias do Instituto Penitenciário do Acre (Iapen), alinhando o regime disciplinar com a fundamentação legal.

O gestor da unidade Francisco de Assis se prontificou a apresentar todos os pavilhões e descrever o trabalho da polícia penal. Ele enfatizou que o diálogo com o Judiciário colabora para que o trabalho seja aprimorado.

Exemplo disso está na questão das marmitas, o GMF realizou a pesagem das marmitas entregues naquele dia e todas estavam abaixo da quantidade contratada, que é 800 gramas. O juiz Robson Aleixo, coordenador do GMF, orientou o diretor a pesar com mais frequência e cobrar da empresa o cumprimento do contrato, pois essa irregularidade corresponde a um ato de improbidade e gera um déficit nutricional na população carcerária.

Esse presídio possui 10 prédios, onde estão custodiados 467 apenados. Entre as 80 celas disponíveis há várias em que estão mais pessoas do que a capacidade do espaço, ou como eles se referem, quantidade de “pedras”, referindo-se a cama feita de concreto. Tinha cela com duas pedras e oito pessoas dentro (400% de superlotação) ou com doze pessoas, tendo seis pedras (200% de superlotação), 12 pessoas tendo 8 pedras (150% de superlotação), considerando que tem alas que há celas com mais pedras que outras.

O Sistema Prisional do Acre como um todo possui uma taxa de superlotação média de 127,12%. Contudo, o índice total do estado dilui significativas disparidades entre as unidades ou entre celas, como pode ser percebido em Sena Madureira onde foi encontrada uma cela com taxa de superlotação que alcança 400%. “As raízes do cenário de violações se relacionam a graves problemas estruturais, tendo a superlotação carcerária como fator catalisador de condições degradantes e de violência. As responsabilidades por este fenômeno são difusas e se agravam devido à ausência de iniciativas articuladas para seu enfrentamento”, afirmou Aleixo.

O chefe da segurança Jair da Silva explicou que isso ocorre porque a gestão se viu obrigada a dividir os apenados pela facção que pertenciam, para evitar que eles se agredissem. A rotina do banho de sol também não está sendo cumprida com a devida regularidade, o que o chefe da segurança justificou com a falta de efetivo.

A superlotação configura um desvio de execução, violando o direito das pessoa presas. “A gestão da lotação prisional é um imperativo de ordem jurídica que determina medidas para fazer frente à superlotação, respaldado em marco normativo com fontes internacionais e nacionais. A Constituição Federal assevera que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” (art. 5º, III), “não haverá penas cruéis” (art. 5º XLVII) e “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral” (art. 5º, XLIX). Todos estes direitos são passíveis de grave violação no contexto de superlotação carcerária, o que a coloca no centro da proteção a direitos fundamentais protegidos constitucionalmente”, assinalou a juíza Andréa Brito.

Em unanimidade, os reeducandos pediram atenção ao pátio onde são recebidas as famílias nos dias de visitação. O local não tem cobertura, então nos dias que chovem, as famílias, inclusive as crianças, se submetem à precariedade das condições estruturais para estarem próximas de seus entes. A visitação é essencial para manter os vínculos, que nutrem a esperança e a ressocialização.

Em seguida, a juíza Andrea Brito conversou com a equipe de saúde para a checagem da imunização contra a covid-19. Há cerca de 20 apenados que não completaram o cronograma vacinal. A magistrada questionou sobre a regularidade dos atendimentos médicos e acompanhamentos psiquiátricos, assim conheceu que há três pessoas com deficiência física e 16 com saúde mental em tratamento.

No dia anterior a inspeção foram entregues os kits de higiene pessoal, mas um detento disse ser insuficiente para o número de pessoas. Foi constatado que em uma cela com nove pessoas foram entregues apenas 3 escovas de dente. A falta do item de higiene pessoal viola a dignidade da pessoa humana e também representa risco para a ocorrência e proliferação de outras doenças.

Cerca de 10 encarcerados estavam com inflamações semelhantes nas axilas e o fato também foi apresentado no relatório para posterior averiguação. Muitos denunciaram agressões por parte da polícia penal, então foi feito registro fotográfico das marcas de lesão.

Socioeducativo de Sena Madureira

A comitiva do GMF encerrou a agenda com inspeção na unidade socioeducativa de Sena Madureira. O local possui dez adolescentes recolhidos. O diretor Janeudo Damasceno descreveu que a rotina tem é bem tranquila.

Quando os juízes chegaram os 10 adolescentes estavam na quadra jogando uma partida de vôlei, logo confirmando o relato do diretor da unidade. Não há superlotação, os adolescentes estudam, colaboram com a horta, todos os dias realizam atividades esportivas e também fazem artesanatos.

Apesar de terem violões disponíveis para aulas de música, falta um professor. “A gente quer o melhor para eles, fazemos o possível para que cada um se ressocialize e volte melhor para casa”, disse Janeudo.

[Ascom]

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POLÍCIA

Serraria que atuou em Sena Madureira é condenada por crime ambiental

Empresa tinha desmatado quase 500 hectares de área de preservação ambiental e ainda tinha guardada toras de madeira. Portanto, foi sentenciada a pagar 27 salários mínimos

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Uma serraria que atuou em Sena Madureira é condenada por ter cometido os crimes de desmatamento ilegal e destruição da fauna e flora (artigos 46 e 50 da Lei 9.605/98). Dessa forma a empresa ré foi sentenciada pelo Juíza da Vara Criminal da Comarca de Sena Madureira a pagar pecúnia no valor 27 salários mínimos.

A empresa foi denunciada por desmatar 498,645 hectares de área de preservação ambiental, sem autorização. Ainda é relatado que a serraria tinha guardada 495 toras de madeira sem licença válida.

O caso foi analisado pelo juiz de Direito Fábio Farias, titular da unidade judiciária. Na sentença, o magistrado registrou que apesar da empresa ter feito o pedido de licenciamento, não poderia desmatar antes do processo ter sido concluído.

“No ponto, importa destacar que eventual demora do órgão para concluir o processo de licenciamento não é um salvo-conduto para que as empresas passem a explorar ilegalmente a área, sendo necessário aguardar a conclusão do processo de licenciamento, sob pena de incorrer em crime, assim como no caso concreto”, registrou Farias

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