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Expoacre 2026 reduz gastos públicos em 40% e transfere protagonismo da feira para a iniciativa privada

A Expoacre 2026 consolida uma mudança no modelo da maior feira de negócios do Acre, deixando no passado a pecha de “grande arraial”. Com redução de 40% nos gastos públicos em relação à edição anterior, o evento ampliou a participação da iniciativa privada, que passa a ocupar o centro da programação econômica, enquanto o poder público concentra sua atuação em infraestrutura, segurança e apoio institucional.
A reformulação ocorreu após a revisão da estrutura da feira pelo governo do Estado. O resultado foi uma redistribuição dos espaços no Parque de Exposições Wildy Viana. Áreas antes ocupadas por estandes de secretarias estaduais deram lugar a empresas, produtores rurais, indústrias e prestadores de serviços.
Segundo a organização da Expoacre, a edição deste ano reúne mais de 600 expositores, com ocupação total dos espaços comerciais disponíveis. O número representa um dos maiores já registrados pela feira e reforça seu perfil de ambiente voltado à geração de negócios.
A expectativa da organização é que a Expoacre movimente aproximadamente R$ 500 milhões durante os nove dias de programação. O volume inclui vendas de veículos, máquinas agrícolas, implementos, negócios do agronegócio, leilões, comércio, turismo, alimentação e prestação de serviços.
Enquanto o setor privado responde pelos investimentos em estandes, produtos, logística e contratação de trabalhadores, o governo mantém funções consideradas estruturantes para o funcionamento da feira, como segurança pública, trânsito, fiscalização sanitária, apoio à agricultura familiar, limpeza, infraestrutura e serviços ao cidadão.
Além da estrutura operacional, o Estado adotou medidas para estimular as vendas, entre elas a isenção de IPVA para veículos novos comercializados durante a Expoacre. A Prefeitura de Rio Branco também participa com uma linha de microcrédito de até R$ 14 mil destinada a pequenos empreendedores.
Na prática, a Expoacre 2026 deixa de ter o setor público como principal vitrine institucional e passa a privilegiar a atividade econômica. O governo assume o papel de indutor e organizador, enquanto empresas e produtores se tornam os principais responsáveis pela geração de negócios e pela movimentação financeira da feira.
Se as projeções da organização forem confirmadas, a edição deste ano poderá registrar a maior participação empresarial da história da Expoacre, consolidando uma mudança de perfil que aproxima o evento dos grandes modelos nacionais de feiras de negócios, nos quais o protagonismo está na iniciativa privada e o poder público atua como facilitador do ambiente econômico.










