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SAÚDE

Com mais de 80 crianças diagnosticadas com autismo, município do Quinari poderá ter Associação por inciativa de professora

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Evandro Cordeiro

A professora Adriana Rogéria, ex-secretária de Educação da prefeitura do Quinari, município 20km distante de Rio Branco, é a principal entusiasta da futura criação de uma Associação, cujo objetivo é abraçar crianças e adultos portadores de autismo e seus familiares. Falta pouco para as coisas andarem, pelo que ela informou ao Acrenews. Professora de carreira, casada e mãe de um filho, ela tem mais que razões para capitanear a ideia.

Primeiro, o significativo número de pessoas diagnosticadas com autismo naquele município, 80, segundo o último levantamento; segundo, a convivência com o filho dentro de casa com grau leve de autismo, uma condição que costuma ser identificada na infância, com os sinais iniciais aparecendo já nos primeiros meses de vida. O autismo pode afetar a comunicação, a capacidade de aprendizado e adaptação da criança.

Num papo bem rápido com o site, a professora fala da iniciativa e do dilema de ter que encarar de frente esse transtorno de desenvolvimento que sempre existiu, mas só agora é conhecido por todos em função da possibilidade de diagnósticos mais rápidos e precisos.

Veja nossa conversa:

Acrenews – Como surgiu a ideia de criar uma Associação aí em Senador Guiomard para cuidar de autistas e de suas famílias, professora?

Professora Adriana – Surgiu após o diagnóstico do meu filho e de perceber que existiam muitas outras crianças enfrentando as mesmas dificuldades, porém as famílias se encontravam desamparadas, sem informações e apoio da gestão pública. Através da Associação tentamos levar informações e apoio às famílias que possuem crianças diagnosticadas com TEA e as que ainda estão em investigação. Ao mesmo tempo, lutamos para que seus direitos sejam garantidos.

Acrenews – Qual a importância de criar essa Associação?

Professora Adriana – Pela Associação, através de parceria com as famílias, conseguiremos providenciar as documentações e registros necessários para ser oficialmente registrada. Hoje lutamos por um espaço para funcionamento, pois ela funciona na minha residência.

Acrenews – É verdade que no Quinari existem hoje 80 diagnósticos de autismo?

Professora Adriana – Com um censo realizado pela Associação, no início do ano, localizamos 80 crianças, mas sabemos que o número é bem maior e solicitamos ajuda da gestão pública para localizar essas demais famílias. Diariamente novas famílias vêm nos procurar em busca de auxílio. Este número tem crescido, novos diagnósticos têm sido alcançados e novas famílias acolhidas.

Acrenews – Professora, 80 pessoas com autismo no Quinari não é muito para uma cidade tão pequena?

Professora Adriana – Sim. Chega a ser assustador, mas é a realidade. Nos preocupamos, pois, muitas famílias ainda desconhecem sobre o autismo, dificultando assim a busca por um diagnóstico.

Acrenews – Qual a principal necessidade de primeira hora para essa Associação entrar em pleno funcionamento?

Professora Adriana – A princípio um espaço para atender essas famílias, pois, a parti daí, poderíamos buscar parcerias para atendimento terapêutico no próprio município, uma vez que a falta de terapias tem causado danos permanentes à vida dessas crianças, podendo até mesmo serem irreversíveis.

Acrenews – A senhora ainda não conseguiu levar essa causa até a primeira-dama do Acre, a Ana Paula Cameli? Ela parece sensível a essas causas.

Professora Adriana – Ainda não, mas pretendo sim chegar até ela. Temos as melhores informações sobre a primeira-dama, principalmente em relação a essas causas.

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SAÚDE

Pais ou responsáveis não precisam mais assinar autorização para vacinar crianças em Rio Branco

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Foto: Reprodução

Uma nota técnica emitida pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (SEMSA), no início da tarde de hoje (20), retira a exigência de assinatura de termo de assentimento quanto às informações das condições clínicas da criança e das possíveis reações.

No documento, comenta ainda que “avançando na vacinação pediátrica contra a COVID-19, Rio Branco reduz a faixa etária para vacinação das crianças e convoca todos os pais e/ou responsáveis a garantirem a proteção de seus filhos, maiores de 10 anos de idade”.

A nota exalta ainda que “todas as crianças de 5 a 11 anos com comorbidades e/ou deficiência permanente terão prioridade nesta etapa em atenção à recomendação do Ministério da Saúde e deverão demonstrar tal condição”.

Por fim, a autarquia comenta que “o andamento do processo vacinal acontece de forma decrescente à medida que a demanda na faixa etária se esgota. Toda criança deve estar acompanhada do pai, mãe e ou responsável legal”.

Veja onde vacinar:

USF Manoel Bezerra Cidade do Povo

USF Gentil Perdome da Rocha Esperança

USF Dr. Mário Maia Cidade Nova

USF Maria Verônica Preventório

USF Vitória Vitória/Regional São Francisco

As Unidades de Saúde da Família (USF) são exclusivas para vacinação de crianças com horário de funcionamento das 08h às 12h e das 14 às 16 horas.

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SAÚDE

Localizado ao lado do Acre, Rondônia tem 51 casos de Ômicron em 19 cidades

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), registraram 51 casos da variante Ômicron do coronavírus em 9 municípios rondonienses. Os pacientes têm idades entre 8 e 64 anos e estão sendo monitorados pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e pelas vigilâncias municipais.

Os casos registrados nos municípios são: 1 mulher em Guajará; 30 pessoas em Porto Velho, sendo 21 mulheres, 8 homens e 1 menina; 1 homem em Candeias; 1 menino em Jaru; 1 mulher em Alta Floresta, 5 pessoas em Presidente Médici sendo, 4 mulheres e 1 homem; 7 pessoas em Cerejeiras sendo 3 mulheres e 4 homens; 1 homem em Seringueiras e 4 pessoas em Vilhena sendo, 1 mulher e 3 homens.

A variante já foi identificada em mais de 17 estados do Brasil. Os sintomas mais comuns são: secreção nasal, dor de cabeça, fadiga (leve ou grave), espirro e dor de garganta. O Governo está tomando medidas para amenizar o contágio, conscientizando e reforçando a população com as prevenções com mascaras, álcool em gel, as vacinações e evitando aglomerações.

Com o avanço do vírus, está ocorrendo o chamamento de profissionais da saúde para ampliação leitos de UTI nas unidades Públicas Estaduais, o Governo de Rondônia convoca os candidatos classificados em processo seletivo da Sesau. Os convocados devem atuar no enfrentamento da emergência da pandemia decorrente da covid-19 e Influenza.

O secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo ressalta a importância de completar o ciclo de imunização. “Vale a pena lembrar que o poder de transmissão e contágio da Ômicron é muito alto. É de extrema importância que nos vacinemos visando completarmos o ciclo vacinal com a 2ª e a 3ª dose, pois somente assim estaremos imunes e livres dessa doença que já fez muitas vítimas”, finaliza o secretário.

Fonte: Secom-GOV-RO

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SAÚDE

Casos de dengue duplicaram em 2021 no Acre: Mais da metade das cidades beiram o risco de Epidemia

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Entre 2020 e 2021, o número de casos confirmados de dengue no estado do Acre dobrou. Até a última semana do ano (semana epidemiológica 52), foram registrados 14.733 casos de dengue; 251 de zika; e 266 de chikungunya. Dos 22 municípios acreanos, 12 tem risco elevado para epidemias de arboviroses, que são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

“Os números colocam o estado em alerta, mas mesmo assim, estão dentro do esperado para o período. São índices para orientação de medidas que os gestores públicos municipais precisam tomar”, pondera o chefe do Departamento de Vigilância em Saúde estadual, Gabriel Mesquita. Ele acrescenta que, nos municípios mais críticos, nota-se um padrão de insuficiência de agentes locais para controle de endemias, escassez de insumos, materiais e transporte. “Até mesmo falta de sensibilização da própria população ou da gestão local.”

O último levantamento rápido de infestação por dengue mostrou que mais da metade das cidades estão com índices para risco de epidemia (Foto: Reprodução)

Brasiléia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Rodrigues Alves, Sena Madureira e Xapuri estão na zona de risco alto. Acrelândia, Assis Brasil, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Senador Guiomard e Tarauacá também precisam reforçar ações de controle. Em casos como os desses municípios, o estado intensifica as ações de orientação para combate e prevenção das arboviroses.

“Evitamos ao máximo o uso de inseticidas, em especial o Fumacê que é caro, traz prejuízos ao meio ambiente e tem atuação limitada”, considera Mesquita. O mais indicado para um combate eficaz é que a população participe ativamente da destruição de criadouros e tratamento de reservatórios de água que possam abrigar os ovos do mosquito.

[Agência Brasil 61]

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