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POLÍCIA

Depoimento de agressor e vídeo contradizem nota da PMAC e confirmam que Renê Fontes agiu em defesa de mulher agredida

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Após a confusão envolvendo o policial penal Renê Fontes e um homem que teria agredido uma mulher na noite do último sábado (10), no Tardezinha Bar e Espeteria, a Polícia Militar do Acre (PMAC) divulgou nota refutando a versão contada pelo agente de segurança.

De acordo com populares, ao agir em defesa da mulher que estava sendo violentada pelo companheiro e dar voz de prisão ao homem, o policial penal acabou sendo alvo da ação truculenta dos militares, que ao atenderem a ocorrência, trataram o defensor como algoz.

A PMAC, nesta quarta-feira (14), em nota assinada pelo Comandante Geral da Instituição, coronel Paulo César, colocou a versão apresentada por Renê Fontes em “xeque”, ao sugerir que não haviam indícios de agressões físicas à mulher, além de afirmar que o policial penal “atrapalhou e interferiu na ação da Polícia Militar”.

A reportagem do Correio 68 conseguiu, com exclusividade, acesso ao Boletim de Ocorrência e ao vídeo de uma câmera de segurança que registrou todo o ocorrido, com o objetivo de esclarecer os fatos aos leitores.

Agressão física
Sobre o relato do policial penal, de que o homem teria agredido a sua companheira, em que pese a inobservância da Polícia Militar ao fato, a versão foi confirmada pelo depoimento do próprio agressor, que confessou o desentendimento por motivo de ciúmes e a ação de Renê Fontes em defesa da mulher.

A violência à mulher, no entanto, ao contrário do que afirma o agressor, aconteceu dentro do estabelecimento e não no estacionamento. O homem, ao receber voz de prisão do policial penal, saiu do local, correu até o carro e retornou com uma arma de fogo em punho, com o desígnio de atentar contra a vida de Renê, momento em que foi abordado por uma guarnição da PM.

Assista: 

Truculência policial
A truculência policial relatada por Renê Fontes, que cumpria o seu dever como agente de segurança pública em defesa de uma mulher vítima de violência, também pode ser confirmada nas imagens.

Ao contrário do que afirma a nota da PMAC, durante a gravação de toda a ocorrência, que durou cerca de 25 minutos, o policial penal não se aproximou da guarnição, tampouco do agressor, salvo quando percebeu que o mesmo saía do estacionamento dirigindo o próprio carro, mesmo depois de ter sido “preso em flagrante”, momento em que abaixou o vidro do veículo e falou com Renê, que ao responder, foi imediatamente agredido por um dos policiais militares. No vídeo é possível ver cabo da PM jogando o policial penal no chão e pressionando seu pescoço com o joelho.

Assista:

Porte de arma de fogo
Quanto a afirmação da PMAC de que Renê portava uma arma de fogo no momento da ocorrência, esta se justifica pela prerrogativa da função, uma vez que é policial penal. No entanto, mesmo tendo consigo uma arma de fogo, o agente de segurança não fez uso ou menção dela durante a confusão. Ao contrário do agressor, que portava ilegalmente uma pistola calibre 380 e 12 munições.

Depois de ser agredido pelo policial militar, Fontes então se identificou e apresentou a carteira funcional.

PMAC
Ao que tudo indica e, após a nota de esclarecimento divulgada nesta quarta-feira (14), os detalhes da ocorrência policial, aparentemente, não foram fielmente repassados ao Comando Geral da PMAC, que optou por tentar desmentir o policial penal e chancelar a ação dos militares envolvidos no flagrante.

Desabafo
Procurado pelo Correio 68, o policial penal Renê Fontes disse que não quer mais falar sobre o assunto e resumiu seu sentimento em uma única frase: “nunca pensei que fosse tão difícil defender uma mulher vítima de violência”.

Conteúdo do vídeo e do Boletim de Ocorrência
Para efeito de esclarecimento, o Correio 68 informa que esta matéria foi elaborada com base no vídeo de uma câmera de segurança que registrou os 25 minutos da ocorrência policial, bem como no Boletim de Ocorrência confeccionado na Delegacia de Flagrantes da capital e, caso necessário, fornecerá o conteúdo a quem interessar.

[Correio 68]

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POLÍCIA

‘Operação Zaqueu’ cumpre mandados de busca e apreensão no Acre, Mato Grosso do Sul e São Paulo

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Ascom/PCAC

A Polícia Civil do Estado do Acre, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com apoio do Departamento de Inteligência (DI), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através do programa VIGIA, e das Policias Civis dos Estados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, deflagrou nas primeiras horas desta quinta-feira, 16, a “OPERAÇÃO ZAQUEU”, visando o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão e 27 de prisão.

A operação tem como principal objetivo desarticular o núcleo de uma organização criminosa, responsável pela arrecadação de valores pagos pelos integrantes da organização, a qual possui atuação em todo o território nacional.

Os líderes deste núcleo foram presos na capital paulistana, onde a Polícia Civil cumpriu 5 mandados de busca e apreensão e 4 de prisões. A ação na capital paulista contou com a atuação de investigadores da Polícia Civil do Acre. Outros três integrantes foram presos no Mato Grosso do Sul, na penitenciária de Campo Grande, de onde coordenavam a pratica do crime.

No estado do Acre, a Polícia cumpriu mandados nas cidades de Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano e Epitaciolândia. Dentre os presos no Estado do Acre está a pessoa que representava a organização no estado, bem como a pessoa responsável por gerir as armas de fogo da organização e outras lideranças de bairros.

Ao total, foram 23 pessoas presas ligadas a organização criminosa, destas, cinco delas foram flagranteadas pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Além das prisões efetuadas pela Policia Civil do Acre, também foi apreendido droga, arma, munição e vasto material para embalo do entorpecente, além de celulares e balanças de precisão.

Com esta ação a Polícia Civil do Acre tenta frear o avanço da organização, reduzir os crimes praticados por este grupo criminoso no Estado do Acre, bem como diminuir o seu poder econômico asfixiando as ações criminosas.

A investigação durou cerca de um ano e contou com a participação de mais de cem policiais. Todo material arrecadado será submetido a análise pericial para identificação de outros integrantes para que sejam responsabilizados pelos crimes.

Durante este período foi possível comprovar que as pessoas presas integravam e promoviam a organização, bem como identificar que parte do grupo se dedicava a pratica do tráfico de drogas. Parte do dinheiro, arrecadado com a traficância, era repassado aos líderes para subsidiar ações da organização criminosa.

O nome da operação, “ZAQUEU”, faz referência ao líder dos publicanos, pessoas que na antiguidade possuíam a função de arrecadar impostos, para posteriormente repassar ao imperador.

O Estado do Acre, o qual possui mais de 2.000 km de fronteira internacional com dois países produtores de drogas, é um oásis para as organizações criminosas, as quais buscam rotas de tráfico para adquirir grandes quantidades de entorpecente. A Polícia Civil, atenta a posição geográfica estratégica do estado para o tráfico de drogas, busca diuturnamente combater essas organizações, sem recuar, sem cair, e sem temer.

A implantação do programa federal VIGIA, desenvolvido pelo Ministério da Justiça, possibilitou as forças de segurança estaduais a atuarem de forma mais contundente nas fronteiras brasileiras.

Os resultados apresentados, tendo como exemplo esta operação, realizada simultaneamente em 3 estados (10 municípios), são frutos do investimento do governo federal no combate à criminalidade.

A Polícia Civil do Estado do Acre parabeniza e agradece o Ministro da Justiça, seus secretários, diretores, coordenadores e demais servidores do Ministério, em especial CGFRON e CGCCO, que de forma silenciosa possibilitam a atuação das forças de segurança estaduais em todo o território nacional, de Marechal Thaumaturgo, um dos municípios mais isolados do país, a São Paulo, onde estão instalados líderes de organizações criminosas.

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POLÍCIA

MPAC exonera servidor alvo da Operação Kaltes Blut

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) exonerou um servidor lotado na Promotoria de Cruzeiro do Sul, um dos alvos da Operação Kaltes Blut, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 16, para desarticular uma organização criminosa de tráfico interestadual de drogas no Vale do Juruá.

A ação decorre de investigações, que tiveram início em janeiro deste ano, quando a Polícia Militar encontrou às margens do Rio Juruá cerca de 141kg de pasta base de cocaína, que seriam distribuídos em diversos estados no Brasil.

Também foi constatada possível violação de sigilo funcional do servidor, que estaria passando informações sigilosas a um dos investigados.

O promotor de Justiça Ildon Maximiano, membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), acompanhou as investigações, bem como a ação de hoje pela manhã, quando foram cumpridos 13 mandados judiciais, sendo nove de busca e apreensão, e quatro de prisão

A Operação Kaltes Blut– do alemão: “sangue-Frio” – leva este nome em referência a um de seus principais alvos, que praticava a “sangue-frio” o tráfico de drogas de grandes carregamentos, enviando a outros estados do Brasil.

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POLÍCIA

Acusado de executar namorada com um tiro na cabeça virá réu

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Alessandro Silva Magalhães vai responder ação penal pelo assassinato da namorada Cristina Raquel Santos de Barros. A decisão foi da juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri Luana Campos\\

Ao receber a denúncia do Ministério Público Estadual, a magistrada escreveu que “a materialidade do crime está comprovada, assim como os indícios de sua autoria”.

Alessandro Magalhães, conhecido como Absoluto 2, foi preso na última quinta-feira,9, por investigadores da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil. Ele era procurado pela justiça desde maio do ano passado, Alessandro passou a ser réu pelo homicídio da própria namorada.

Cristina Raquel Santos de Barros foi assassinado em 10 de maio do ano passado. O crime aconteceu no interior da casa do casal, localizado no Bairro Jorge Lavocart.

Consta na denúncia que a vítima foi atingida com um tiro na cabeça, na época surgiu a versão de que Alessandro estava brincando de roleta russa.

Ele vai responder por homicídio qualificado com agravante de feminícidio.

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