CULTURA & ENTRETENIMENTO
Exposição homenageia mulheres que marcaram a história e a cultura do Acre

A força, a ancestralidade e a diversidade das mulheres acreanas norteiam a realização da exposição “Abayomis – Homenagem às Mulheres Acreanas”, projeto idealizado pela professora Ariady Andrade, que circulará por três espaços públicos de Rio Branco. A exposição conta com financiamento do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e do Governo do Acre, através da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).
A mostra reúne dez bonecas Abayomis, representando diferentes identidades femininas presentes na formação histórica e cultural do Acre: a mulher indígena, a seringueira, a lavadeira, a jardineira, a rezadeira e a ayahuasqueira, esta última em homenagem à Madrinha Francisca Gabriel. A exposição também contempla representações das orixás Oxum, Nanã, Iansã e Iemanjá.
Com trajetória artística ligada às culturas afro-brasileiras, Ariady desenvolve trabalhos com Abayomis desde 2006. A exposição foi originalmente produzida com recursos da Lei Paulo Gustavo e ganha agora uma proposta de circulação, ampliando o acesso da população a essa produção artística.
O projeto, que será lançado no próximo dia 9 de novembro, na Escola Estadual Manoel Machado, percorrerá ainda a Biblioteca da Floresta e o Memorial da Madrinha Francisca, localizado no Centro Espírita Obras de Caridade Príncipe Espadarte, no bairro Nova Estação, onde a exposição permanecerá disponível por 30 dias.
Além da visitação gratuita, a programação contará com palestras sobre a história das Abayomis, a contribuição das mulheres para a cultura acreana e as relações entre arte, gênero e identidade. Também estão previstas medidas de acessibilidade, incluindo interpretação em Libras e materiais informativos.
“Cada Abayomi desta exposição carrega um pouco da história, da força e dos saberes das mulheres acreanas. São mulheres que ajudaram a construir nossa identidade cultural e que nem sempre tiveram o reconhecimento merecido. Minha intenção é valorizar essas trajetórias, nossas raízes afro-brasileiras e a diversidade cultural do Acre. Mais do que apresentar bonecas, quero contar histórias, despertar memórias e mostrar a importância das mulheres na construção da nossa sociedade”, destaca a professora Ariady Andrade.












