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Governo do Estado repassa R$ 2,4 milhões para alavancar produção de cooperativas e associações rurais

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Fomentar a produção agrícola tem sido um dos pilares da gestão de Gladson Cameli. Nesta segunda-feira, 3, mais um importante avanço foi consolidado para impulsionar o agronegócio no Acre. O governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Tecnologia (Seict), fez o repasse de R$ 2,4 milhões para cinco cooperativas e associações rurais.

Nesta segunda-feira, 3, governo do Acre fez o repasse de R$ 2,4 milhões para associações e cooperativas rurais Foto: Pedro Devani/Secom

O apoio financeiro proveniente do Programa de Saneamento Ambiental Integrado e Inclusão Socioeconômica (Proser) contemplou a Cooperativa Agroextrativista Libertadora ( Cooper Liber); Associação dos Produtores Rurais do Projeto Machado Almeida (Horta Nativa); Associação dos Produtores Rurais Três Fronteiras; Cooperativa Nova Aliança dos Produtores de Farinha do Vale do Juruá (Cooper Farinha); e Cooperativa dos Produtores e Criadores de Aves Semi Caipira e Caipira (Coopasc).

A ação governamental beneficia cerca de 500 famílias dos municípios de Cruzeiro do Sul, Brasileia, Bujari e Senador Guiomard, que trabalham nas cadeias produtivas da fruticultura, mandiocultura, horticultura e avicultura. Com estes recursos, as cooperativas e associações terão condições de modernizar sua forma de produção, além de investir na aquisição de materiais e máquinas agrícolas e implantação de agroindústrias.

Associação dos Produtores Rurais Três Fronteiras, presidida por Francisco Oliveira, foi uma das contempladas com recursos estatais para fomento da produção Foto: Pedro Devani/Secom

Para o presidente da Associação dos Produtores Rurais Três Fronteiras, Francisco Oliveira, a chegada do recurso será fundamental para alavancar a produção e melhorar a renda familiar dos associados. Fundada há cinco anos, esta é a primeira vez que a entidade localizada no Projeto de Assentamento Walter Acer, no Bujari, recebe ajuda financeira estatal com o objetivo de estimular o aumento da produtividade.

“Com esse apoio do governo, o desenvolvimento vai chegar em nossa comunidade e as famílias terão melhoria na qualidade de vida. Esse dinheiro será muito importante para fazermos a aquisição de máquinas, trator agrícola, um caminhão, e construção de um galpão para fazermos o manuseio dos nossos produtos e dar as condições para receber os nossos clientes”, afirmou.

Sebastião Oliveira, presidente da Cooper Farinha, também comemorou o investimento destinado para a cooperativa cruzeirense. Ele aproveitou para agradecer o empenho do governo do Estado por valorizar a agricultura familiar e fortalecer ainda mais a já reconhecida tradicional produção de farinha no Vale do Juruá.

Sebastião Oliveira, presidente da Cooper Farinha, agradeceu apoio financeiro do governo do Estado Foto: Pedro Devani/Secom

“Essa ajuda chega em boa hora e gostaria de dar o meu muito obrigado ao governo por olhar para os pequenos produtores. Com esse recurso, vamos melhorar nossa estrutura e garantir que a melhor farinha do Brasil continue sendo produzida aqui no Acre”, declarou Oliveira.

“Investir na zona rural é nossa prioridade”, garante governador

Presente no ato de assinatura do repasse financeiro, o governador Gladson Cameli lembrou que o apoio incondicional à população do campo é uma das prioridades de sua administração. De acordo com o chefe do Poder Executivo, o Acre tem grande potencial para o agronegócio, setor que pode transformar a realidade econômica e social do estado.

“O agronegócio é uma das bandeiras do nosso governo e temos feito tudo que é possível para ajudarmos desde o pequeno ao grande produtor. Temos tratado todos com igualdade e, sobretudo, respeitando cada trabalhador. Temos terras boas e um clima excelente para vários tipos de cultura. A nossa parte, estamos fazendo, que é apoiar e não perseguir quem queira trabalhar”, frisou.

Cameli anunciou também os investimentos previstos para a zona rural, como a recuperação e manutenção de ramais e aquisição de máquinas pesadas. “Muito em breve, vamos dar a ordem de serviço de R$ 94 milhões para a melhoria dos nossos ramais, assim como a continuidade da parceria com as prefeituras e vamos receber ainda 110 máquinas para que o Deracre dê toda a assistência necessária para os nossos produtores”, explicou.

Segundo o secretário de Indústria, Comércio e Tecnologia, Anderson Lima, os números revelam que o Acre vem despontando no setor agrícola. Para o gestor, o governo está atento aos anseios do produtor rural e focado em assegurar as condições necessárias para o desenvolvimento do agronegócio.

“Nossas exportações bateram recorde e devemos muito aos nossos produtores rurais por essa importante conquista. Nada mais justo que investir R$ 2,4 milhões no fortalecimento dessas cadeias produtivas e agroindústrias. Sabemos que estes recursos serão bem empregados e tenho certeza que colheremos bons frutos dentro de pouco tempo”, revelou.

Secretário Anderson Lima destacou que o Acre tem alcançado resultados positivos no agronegócio Foto: Pedro Devani/Secom

O superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Sérgio Bayum; o deputado estadual Gehlen Diniz; e o vereador Rutênio Sá também prestigiaram a solenidade realizada na sede da Seict, em Rio Branco.

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Bandidos clonam telefone da jornalista Wania Pinheiro e pedem dinheiro emprestado; “É golpe”, avisa ela

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A jornalista Wania Pinheiro, proprietária do site ContilNet, está indo a uma delegacia de Polícia em Sena Madureira registrar queixa para que a clonagem de seu celular seja investigada. Desde a manhã desta sexta-feira, 8, um elemento vem se passando por ela, usando o WhatsApp. “É golpe. Não caiam”, avisa a repórter, empresária e pré-candidata a deputada estadual, a caminho da DP.

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Trabalhador tem perda salarial durante os últimos 12 meses, aponta IBGE

Em relação ao ganho real, o brasileiro perdeu mais de um por cento de seu ganho real, mostram os números da pesquisa

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Por Tião Maia, para AcreNews

O trabalhador brasileiro perdeu ganho real durante os últimos 12 meses. Neste período, o rendimento real habitual ficou em R$ 2.489 no trimestre findo em janeiro deste ano. Isso representa quedas de 1,1% em relação ao trimestre encerrado em outubro e de 9,7% frente ao trimestre finalizado em janeiro de 2021.

Os dados, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), foram divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a massa de rendimento real habitual (R$ 232,6 bilhões) ficou estável em ambas as comparações. A pesquisa divulgada hoje também mostra que a taxa de desemprego ficou em 11,2% em janeiro deste ano, abaixo das taxas de outubro (12,1%) e de janeiro de 2021 (14,5%).

A população subutilizada, ou seja, os que estão desempregados, aqueles que trabalham menos do que poderiam e as pessoas que poderiam trabalhar, mas não procuram emprego, chegou a 27,8 milhões de pessoas, quedas de 7,2% (menos 2,2 milhões) frente ao trimestre anterior e de 15,5% (menos 5,1 milhões) na comparação anual.

A taxa composta de subutilização (23,9%) caiu 1,9 ponto percentual em relação ao trimestre de agosto a outubro (25,7%) e 5,1 pontos percentuais na comparação com o trimestre encerrado em janeiro de 2021 (29%).

A população fora da força de trabalho (64,9 milhões de pessoas) permaneceu estável quando comparada com o trimestre anterior e caiu (menos 3,9 milhões de pessoas) na comparação anual. A população desalentada, isto é, ou seja, aqueles que desistiram de procurar emprego, ficou em 4,8 milhões de pessoas, reduções de 6,3% (menos 322 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 18,7% (menos 1,1 milhão de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (excluindo-se trabalhadores domésticos) foi 34,6 milhões de pessoas, 2% a mais (681 mil pessoas) que outubro e 9,3% acima (2,9 milhões de pessoas) que janeiro de 2021.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (12,4 milhões de pessoas) cresceu 3,6% (427 mil pessoas) em relação a outubro e 19,8% (2 milhões de pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (25,6 milhões de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas subiu 10,3% (mais 2,4 milhões de pessoas) no ano.

Os trabalhadores domésticos (5,6 milhões de pessoas) apresentaram estabilidade no confronto com o trimestre anterior, mas subiu 19,9% (mais 931 mil pessoas) no ano.

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Crianças indígenas que se perderam na floresta foram encontradas quase um mês depois

Parentes chegaram a ser presos acusados do assassinato do menino e da menina; “foi um milagre de Deus termos encontrado essas crianças”, diz indigenista

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Por Tião Maia, para AcreNews

Um casal de crianças indígenas da etnia Mura, com idade entre 6 e 8 anos, que estava desaparecidas na floresta amazônica desde o dia 18 de fevereiro, foram encontrado quase um mês do desaparecimento. Os pais e outros parentes das crianças, que vivem numa aldeia na zona rural do município de Manicoré, interior do Amazonas, estavam presos e apontados pela polícia como acusados pelas mortes do menino e da menina. Os dois estão a caminho de Manaus porque foram encontrados doentes e subnutridos.

As crianças foram encontradas na floresta por um homem que cortava madeira. Elas estavam em estado crítico, muito magras e inicialmente foram encaminhadas para avaliação médica em Manicoré. Ao se perderam na floresta em 18 de fevereiro numa região de mata fechada, da comunidade Palmeira, no município de Manicoré, onde viviam com seus parentes. Elas estavam muito longe de casa, na comunidade Capanã, na área do lago do Capanã Grande.

A informação foi confirmada pelo coordenado do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) do Ministério da Saúde, Januário da Cunha Neto, responsável por realizações de ações indígenas naquela região do Capanã. “Foi realmente um milagre de Deus encontrar essas crianças”, afirmou.

Segundo Neto, o desaparecimento das crianças foi comunicado ao DSEI Manaus pelo presidente do Conselho Distrital Indígena do polo-base Capanã, no dia 18 de fevereiro, por meio de um pedido de apoio no transporte de moradores da comunidade para encontrar os dois indígenas.

As crianças foram encontradas por três homens que retiravam madeiras na região do Capanã Grande, distante seis horas de lancha da aldeia onde moram com os pais. Elas estavam bastante desnutridas. O caso mais grave, segundo Januário Neto, é da menina, que, assim como o menino, recebe cuidados médicos no hospital de Manicoré.

O desaparecimento das crianças foi comunicado às polícias Civil e Militar, que mobilizou o Corpo de Bombeiros nas buscas. Dez dias depois, a polícia prendeu três integrantes da família, acusados de terem matado os indígenas e encerram as buscas no local.

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