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POLÍTICA

MDA reúne apoiadores e indicam os verdadeiros candidatos que defendem a direita

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Ato no auditório da Livraria Paim apresentou candidaturas de João Marcos Luz e Kelen Bocalom à Câmara Federal e fez críticas a alianças partidárias no estado


O Movimento de Direita do Acre (MDA) reuniu lideranças políticas e apoiadores nesta sexta-feira, 14, em Rio Branco, para oficializar a relação de candidatos que receberão o suporte do grupo nas eleições de 2026. Com o auditório da Livraria Paim ocupado por militantes vestidos de verde e amarelo, o movimento chancelou a candidatura de Tião Bocalom ao governo do estado e anunciou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Para a disputa proporcional, o movimento lançou as candidaturas do ex-secretário e ex-vereador João Marcos Luz e de Kelen Bocalom para a Câmara dos Deputados, além de nomes que concorrerão a vagas na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Durante o evento, foi lido um documento que reafirma as diretrizes do movimento em torno do lema “Deus, Pátria e Família”, com manifestações em defesa da liberdade de expressão e da libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao avaliar a disputa pelo Palácio Rio Branco, Tião Bocalom afirmou que trabalha com a meta de vitória na etapa inicial da votação. “Primeiro turno, não tenha dúvida! E João, o nosso deputado lá em Brasília, que vai nos orgulhar junto com o Bolsonaro”, declarou. Questionado sobre concorrentes que passaram a adotar discursos alinhados ao campo conservador durante o período eleitoral, o candidato ao governo classificou os adversários de: “oportunistas!”.

Ao lado do candidato ao governo, João Marcos Luz afirmou que o grupo atuará de forma coordenada entre o estado e o Congresso Nacional. “Vamos ajudar o Bolsonaro a arrumar o Brasil e ajudar o Bocalom a arrumar o Acre. Essa é a nossa tarefa”, disse.

Durante discurso no palco principal, João Marcos Luz direcionou críticas às composições eleitorais no plano federal e no cenário acreano. O pré-candidato comparou a conjuntura política às fraudes financeiras para alertar sobre oscilações programáticas. “A Telexfree deixou uma lição no Acre: promessa fácil exige desconfiança. Na política, a lição é a mesma: mudança fácil de discurso, de posição e de lado também exige desconfiança”, afirmou.

Luz criticou a postura de partidos de centro no plano nacional e a aproximação de legendas conservadoras com grupos tradicionais no Acre, citando nominalmente a vice-governadora Mailza Assis e o senador Alan Rick. “O Centrão, que até pouco tempo era apontado como aliado de Flávio Bolsonaro, hoje adota uma postura de neutralidade na eleição de 2026. E, no Acre, infelizmente, vemos o PL se aproximando de setores políticos que representam justamente essa velha política”, discursou.

O postulante à Câmara dos Deputados encerrou sua fala defendendo a manutenção das bandeiras ideológicas independentemente do calendário eleitoral. “Bolsonarismo não pode ser apenas uma bandeira usada em época de eleição. É compromisso, coerência e lealdade aos princípios. Quem quiser representar a direita precisa ter coragem para assumir suas posições antes, durante e depois das eleições”, finalizou.

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