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CULTURA

Imperdível: Hotel em Rio Branco realiza o 1° retiro cultural Shanenawa, no final de semana

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

O Hotel Jardins Guesthouse localizado na Via Verde, em Rio Branco, vai realizar entre 16 a 18 de julho, próximo final de semana, um evento especial: O 1° retiro cultural Shanenawa. Uma ótima oportunidade para quem deseja vivenciar a cultura dos povos originários que habita a região de Feijó, interior do Acre, por meio da participação em rituais e atividades culturais que exaltam a natureza, a paz interior e o despertar.

O AcreNews teve acesso à programação especial que terá entre outras coisas exposição de artesanato, cantorias Shanenawa, pintura corporal e a cerimônia Shanenawa com o consumo da Uni, a popular Ayhuasca. O proprietário do empreendimento, Victor Pontes, ressalta que todas as atividades levam em consideração o respeito aos dispositivos de biossegurança para prevenir a Covid-19, por isso a organização trabalha com limites de vagas.

“Costumo dizer que todo ser humano precisa se permitir alguma vez na vida em vivenciar estar perto dos nossos irmãos indígenas. Eles são amorosos, de uma inteligência enigmática, onde aprendemos muito com suas histórias e estilo de vida. Por isso, nós estamos com essa oportunidade para quem deseja conhecer um pouco mais desses povos (…) A gente trabalha nessa edição com vagas limitadas. Nossos pacotes já estão disponíveis para vendas e a procura tem sido muito boa. Expectativa de ser um evento marcante para nós e para o estado”, explica o turismólogo.

O público terá três opções de escolha de ingressos. A primeira por adquirir o pacote completo que possibilita o passaporte para todas as atividades que vão desde a chegada da comitiva, no dia 15, até o café da manhã do dia 19, data oficial do encerramento. O valor do investimento é de R$ 800 reais. A segunda opção é adquirir a diária no valor de R$ 270 reais com direito a hospedagem, alimentação e garantia da programação. E por fim, o passe individual para atividades mistas que iniciam sempre no final da tarde dos dias 16 a 18, com valor a R$ 100 reais.

“Esses valores servem para custear a vinda dos nossos convidados e outras despesas (…) levando em consideração os pacotes que são negociados nas aldeias, no interior, aonde chega a R$ 5 mil reais, o valor do investimento do 1° retiro é bem irrisório! É proposital, pois nós queremos permitir que as pessoas que vivem na cidade, na zona urbana, possam conhecer mais os indígenas, que possam aprender das suas culturas, que possam fazer o resgate cultural. Eles [os indígenas] amam esse intercâmbio. Ou seja, todo mundo ganha com isso”, frisa Pontes.

Até o momento, turistas da Espanha, Rússia, São Paulo e Rondônia confirmaram a aquisição dos pacotes. Por isso, Victor enfatiza que os interessados devem fazer o contato o quanto antes. “São poucas vagas, afinal, a edição terá 20 pessoas por dia, sendo 10 convidados. É preciso nos contatar antes, pois como anfitriões, trabalhamos apenas com reservas, com contato antecipado por causa da estrutura do nosso hotel e a questão da pandemia. Nosso telefone de contato/reserva é (68) 99922-2313”, enfatiza.

O segundo projeto vem sendo estudado, mas sem data ainda para acontecer. Victor nos antecipou que pretende trazer lideranças femininas indígenas, do sagrado feminino, para a próxima edição. “Essas edições fazem parte de um projeto ainda maior que é o ‘Aldeia Urbana’. Por isso as edições sempre vão ser pensadas para cada público, dando enfoque às culturas dos povos da floresta com possibilidade de vivência dos moradores da cidade”, concluiu.

Visite a página do hotel no Instagram e tenha acesso com detalhes à programação do 1° retiro cultural.

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CULTURA

Teatrão, Palácio e Biblioteca da Floresta serão revitalizados

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Agência AC

O governador Gladson Cameli e a senadora Mailza Gomes assinaram, nesta quarta-feira, 19, em Rio Branco, o convênio que garante a revitalização da Biblioteca da Floresta, do Teatro Plácido de Castro (Teatrão), que também terá parte da estrutura física ampliada, e do Palácio Rio Branco. O montante, na ordem de R$ 12,4 milhões, foi destinado pela parlamentar, por meio de extra emenda.

Com os projetos devidamente finalizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), os documentos dependem tão somente de aprovação da Caixa Econômica Federal para que as ordens de serviço sejam dadas. O banco estatal ficará responsável pela liberação dos recursos e fiscalização das reformas.

O governador Gladson Cameli enalteceu o empenho da senadora com a recuperação destes importantes patrimônios públicos. “O meu muito obrigado à Mailza por ter conseguido esses recursos para a revitalização destes prédios, em especial, o nosso Palácio Rio Branco, que faz parte da história do Acre. Faço questão de acompanhar essa obra de perto”, comentou o chefe do Executivo.

Investimentos na revitalização dos espaços públicos somam R$ 12,4 milhões. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mailza Gomes reforçou seu compromisso com a população e afirmou que o seu mandato segue à disposição, para viabilizar recursos que beneficiem o estado. “Estou muito feliz em contribuir com a revitalização desses espaços culturais tão importantes do nosso Acre. O nosso trabalho será sempre em prol do bem coletivo”, afirmou.

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CULTURA

Há 15 anos, o mundo conhecia a história do Acre através da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”

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Por Observatório da TV / Foto: Reprodução

Em 2 de janeiro de 2007, a TV Globo estreou a minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, na qual Glória Perez, natural do Acre, quis traçar em três fases um panorama da história do estado e da região.

Um grandioso elenco foi reunido para a produção, que teve direção-geral de Marcos Schechtman, parceiro da autora desde O Clone (2001/02), atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. A história começa em 1899, atravessa a primeira década do século 20, dá um salto de algumas décadas e tem seu desfecho nos anos 1980.

A partir das famílias do Coronel Firmino (José de Abreu) e do seringueiro Bastião (Jackson Antunes) que como muitos outros é explorado e humilhado pelo proprietário do seringal, a história mostra como o negócio da borracha funcionava e as disputas pelo rentável território do Acre, que na época pertencia à Bolívia, mas era majoritariamente ocupado por brasileiros em busca de melhores perspectivas.

Dessa conjuntura se aproveita Luiz Galvez (José Wilker), espanhol que se lança numa batalha pela conquista do Acre ao saber que os bolivianos estão para arrendar toda a região a um consórcio formado por empresários da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Nesse cenário tem destaque também a figura do militar Plácido de Castro (Alexandre Borges), que chega ao Acre para demarcar terras de seringais e acaba envolvido na disputa pela independência do território, que consegue.
Entre os anos 1940 e 1950, depois de muitos anos de distribuição desigual da riqueza surgida da borracha e com a grande concorrência das plantações mais organizadas da Malásia, o cultivo brasileiro cai em decadência. Nessa fase surgem amadurecidos Augusto (Humberto Martins), filho do Coronel Firmino, e Bento (Emílio Orciollo Netto), filho de Bastião.

Nos anos 1980, os vastos seringais já deram lugar a pastos para gado. Augusto (Francisco Cuoco) não consegue impedir que o domínio de outrora lhe escape por entre os dedos. De sua parte, Bento (Lima Duarte) é o grande amigo de Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes), cuja luta por direitos dos índios e dos seringueiros e contra a destruição da Amazônia o leva a ser assassinado cruel e covardemente.

Leia mais: https://observatoriodatv.uol.com.br/colunas/fabio-costa/na-manchete-e-na-globo-a-amazonia-foi-cenario-de-producoes-de-teledramaturgia

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CULTURA

Antologia Reminiscências contempla mais de 70 escritores acreanos

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Ascom/FEM

Elaborada a partir de um projeto da Câmara Temática de Literatura de Rio Branco, entidade ligada ao Sistema Municipal de Cultura, gerido pela Fundação Garibaldi Brasil (FGB), foi lançada esta semana a antologia Reminiscências.

Aprovada na primeira fase do edital da Lei Aldir Blanc, a proposta foi executada pelo governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).

Visando promover a publicação de obras literárias no estado e incentivar a leitura e a escrita, a publicação contemplou 71 escritores acreanos.

Ao todo, foram impressas mil cópias da obra, sendo 700 distribuídas entre os escritores, como pagamento de direitos autorais, e 200 à FEM, instituições de educação e ensino do estado e espaços de leitura. As outras cem são destinadas aos organizadores da obra.

A proposta foi trazer à tona o nome de escritores acreanos, desde aqueles que nunca haviam publicado até os que já possuíam publicações.

Em abril de 2021, a Câmara Temática de Literatura lançou o I Prêmio Florentina Esteves de Poesia, Contos e Causos, que teve como resultado o I Festival Literário de Poesias, Contos e Causos, realizado em dezembro.

Os dois eventos contaram com a representatividade da escritora e produtora cultural Kelen Andrade e do escritor e também produtor Alessandro Gondim, e culminaram  na elaboração da antologia, em que todas as obras inscritas participam.

Sobre o Prêmio Florentina Esteves

O Prêmio Florentina Esteves de Literatura foi a primeira premiação acreana que homenageou uma mulher. Florentina, falecida em 2018, foi uma escritora, romancista e educadora que dedicou parte de sua vida à educação e cultura acreanas, sendo a primeira professora graduada do estado e secretária de Educação do Acre na década de 1960.

Além disso, em sua trajetória, também destacou-se como membro da Academia Acreana de Letras.

Já o festival contou com apresentações artísticas e a entrega de certificados para os vencedores.

O projeto

O projeto teve início com as inscrições em abril de 2021 e em 28 de dezembro realizou o Festival Literário de forma presencial, contando com apresentações artísticas e homenagens.

Buscou-se  premiar três autores por categoria, totalizando nove premiações em dinheiro. Uma das características marcantes do projeto é que uma de sua categorias é o causo acreano,  gênero literário típico na região.

Para Kelen Andrade, “foi um projeto que atingiu todo o estado, pessoas que nunca publicaram conseguiram pela primeira vez, além de empregar profissionais de várias áreas editoriais e artistas de outros segmentos”.

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