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ESPORTE

Jornalista e historiador Manoel Façanha coleciona mais de 1 mi de imagens e elege o top10

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O cronista esportivo acreano Manoel Façanha, 51 anos, é dono de um acervo milionário de imagens inéditas que retratam boa parte da história do esporte acreano. Com mais de 25 anos de carreira, o jornalista e historiador é um desses apaixonados pela profissão que exerce e até criou uma espécie de minimuseu no escritório da casa dele.

Em uma conversa longa e descontraída com o GE, Manoel Façanha contou detalhes de sua trajetória na crônica esportiva e elegeu as 10 fotografias preferidas, seja pela plasticidade e técnica envolvida, ou pela representatividade do momento.

O gosto pelo esporte surgiu quando ainda era criança. O primeiro contato pelo futebol foi por meio do rádio e álbuns de figurinhas.

Na adolescência, o acreano passou a organizar eventos e competições amadoras ao lado de amigos. Manoel Façanha chegou a estagiar como chargista no jornal impresso Folha do Acre, mas a mãe dele não deixou que exercesse a função. Os estudos eram prioridades.

No início da década de 90, tornou-se diretor de esportes, cultura e lazer do Sindicato dos Bancários do Acre. O então presidente João Roberto Braña o incentivou a começar escrever página esportiva para o tabloide da entidade, chamado “Manifesto Bancário”.

– Eu já fazia história e lia bastante, isso facilitava – conta.

Manoel Façanha entrou definitivamente na crônica esportiva acreana em 1996, no jornal impresso O Rio Branco. Ele foi convidado pelo radialista e jornalista Raimundo Fernandes.

O cronista esportivo acreano deixou o jornal impresso O Rio Branco em 2015 e atualmente trabalha no também jornal impresso Opinião. Ele também tem um site próprio de notícias esportivas.

Acervo milionário

Escritório do cronista esportivo Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Escritório do cronista esportivo Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Manoel Façanha tem um cômodo da casa dele dedicado exclusivamente a preservação de memórias do esporte acreano. As paredes são decoradas com jornais e quadros de clubes de futebol do Estado que marcaram épocas. É como uma viagem no tempo.

Com a modernidade dos equipamentos, Manoel Façanha trocou os antigos CDs e DVDs por armazenamentos em HDs. Contando todas as imagens – impressas e digitais –, são mais de 1 milhão de fotografias inéditas de diversas modalidades esportivas, mas boa parte de futebol.

– Com certeza tenho mais de 1 milhão. Não só fotos digitais, também tenho em papel, mas são poucas. Eu comecei a guardar desde 2003. Eu sempre gostei de preservar a memória.

As imagens são momentos tanto de competições oficiais como não oficiais. Também há registros de treinamentos de clubes de futebol e do cotidiano de outras modalidades como vôlei, handebol, basquete e atletismo, por exemplo.

– Eu sempre tive essa noção de guardar e comecei a fazer pastas. Foi natural, mas ou mesmo tempo pensada – completa.

O cronista também contribuiu positivamente na Associação dos Cronistas Esportivos do Acre (Acea). Ele exerceu dois mandatos como presidente (2004-2007 e 2012-2016). Transparência e legitimidade das ações foram suas principais virtudes à frente da Acea.

Manoel Façanha foi responsável pela criação do estatuto da Acea e reorganizou a entidade em 2003. Ele também foi vice-presidente da Região Norte da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

– Com certeza um dos momento mais importantes que nos acreanos conseguimos foi que um governo viesse construir um estádio. A gente era chacota quando clubes das Séries A e B vinham jogar aqui em Copa do Brasil. Tínhamos o José de Melo (atualmente CT do Rio Branco-AC), mas era pequeno – afirma.

Como escritor, o cronista esportivo tem quatro livros publicados, três deles em parceria com os jornalistas Augusto Diniz e Francisco Dandão. Manoel Façanha prepara mais um livro com 100 crônicas esportivas já publicadas. A obra está quase pronta e será lançada em 2022.

Manoel Façanha viu muita coisa mudar no esporte acreano ao longo do tempo, mas nem tudo foi positivo. O cronista esportivo conta que os dirigentes dos clubes de futebol precisam ser mais profissionais em suas respectivas gestões.

– Na década de 70 e 80 as personalidades da politica e empresários, quem tinha poder aquisitivo, se aproximavam muito dos clubes, davam suporte. As pessoas que tinha importância na sociedade acreana estavam muito presentes dentro dos clubes. Hoje em dia os empresários e políticos estão pouco presentes dentro dos clubes. Os políticos abrem as portas, principalmente aqueles que tem compromisso pelo esporte, conseguem abrir portas para investimentos. Futebol requer essa estrutura, da presença de políticos e empresários dentro dos clubes para buscar parceria, projetos positivos e botar em si dinheiro, porque o futebol não vive sem recurso – opina.

1. Goleiro Weverton (2004-2019)

Montagem mostra goleiro acreano Weverton no inicio da carreira na base do Juventus-AC e na Seleção Brasileira — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Montagem mostra goleiro acreano Weverton no inicio da carreira na base do Juventus-AC e na Seleção Brasileira — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Pela história de vida do Weverton. É um goleiro da periferia da nossa cidade, que cresceu no meio futebolístico, teve oportunidade, agarrou com unhas e dentes, e conseguiu prosperar. Mostra justamente isso. É uma montagem que até ele me solicitou essa foto, mostrando o início até à Seleção Brasileira que é o auge de qualquer profissional da bola.

2. Rio Branco-AC na Série C (2007)

Ex-meia Testinha perde pênalti em jogo decisivo da Serie C, que posteriormente eliminaria o Rio Branco-AC — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Ex-meia Testinha perde pênalti em jogo decisivo da Serie C, que posteriormente eliminaria o Rio Branco-AC — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Essa foto talvez tenha sido a tarde/noite mais triste do futebol acreano, se levamos em conta as últimas décadas. O Rio Branco-AC entrava em campo na Série C de 2007, embalado por uma boa campanha. Dentro da Arena da Floresta era imbatível. O Rio Branco sempre conquistava bons resultados. O ABC era um time de qualidade e estava classificado para a próxima fase, veio para o Acre com o time praticamente misto ou reserva, e o torcedor se empolgou que naquela tarde teria tudo para fazer um resultado satisfatório e eliminar o Bahia, que jogava no mesmo dia. O Rio Branco começou em cima do time potiguar, quase consegue marcar os gols e, inclusive, teve o pênalti que o Testinha desperdiça. A bola bate na trave em uma infelicidade. Nesse jogo tínhamos mais de 16 mil pagantes, o maior público do futebol acreano, o jogo termina 0 a 0 e o Bahia faz um gol nos acréscimos e se classifica. O Rio Branco fica fora. Todo mundo fica com a sensação de “Maracanaço”, em referência a derrota do Brasil para o Uruguai na decisão da Copa do Mundo de 50.

3. Polêmica do Atlético-AC (2007)

Manifestantes protestam contra venda de parte do patrimônio do Atlético-AC em 2007 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Manifestantes protestam contra venda de parte do patrimônio do Atlético-AC em 2007 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– O presidente José Humberto tinha dificuldades de conseguir parceiros para tocar o clube e nesse momento de buscar recursos teve a ideia de vender parte do patrimônio do clube para uma igreja evangélica e aquilo não foi visto com bons olhos pelo torcedor, parte da diretoria, conselheiros e a imprensa também. Houve uma grande articulação no dia para se fazer uma manifestação pra chamar a atenção da sociedade do que estava sendo feito no Atlético-AC. Surtiu efeito positivo. A igreja evangélica que tinha comprado a terra e já estava construindo, desistiu de fazer e devolveu a terra.

4. Verônica Severino (2019)

Assistente de arbitragem Verônica Severino em ação durante partida do Campeonato Acreano — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Assistente de arbitragem Verônica Severino em ação durante partida do Campeonato Acreano — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Eu passei por ela nesse dia e ela sorriu e eu disse: “Hoje vou pegar uma foto bacana sua”, disse mais ou menos isso e ela sorriu de novo. O jogo correndo e em certo momento tive a felicidade de pegar uma foto de forma estilosa, várias sequências e peguei ela tipo flutuando, levitando e a foto ficou bastante legal, bastante plástica. É valorizar e incentivar a presença mulher na arbitragem acreana.

5. Técnico Cuca no Acre (2008)

Técnico Cuca comanda treinamento de apronto do Botafogo no estádio Florestão, na capital acreana, antes de entrar o Rio Branco-AC pela Copa do Brasil de 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Técnico Cuca comanda treinamento de apronto do Botafogo no estádio Florestão, na capital acreana, antes de entrar o Rio Branco-AC pela Copa do Brasil de 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– A foto ilustra vários aspectos. A Copa do Brasil, o torneio mais democrático do país e a oportunidade do futebol periférico, que nunca teve oportunidade em ir em um grande estádio de futebol, assistir um craque da atualidade. A foto tem o Cuca, considerado um dos melhores técnicos do país e o Botafogo. Era um treino recreativo e estavam batendo aquela bolinha. Era Botafogo e Rio Branco.

6. Copa Floresta, o futebol raiz (2003)

Decisão da Copa Floresta, em 2003, no município de Sena Madureira, no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Decisão da Copa Floresta, em 2003, no município de Sena Madureira, no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Essa foto mistura vários aspectos e um dos aspectos era a amizade que tinha com o coordenador dessa competição que era o saudoso Hermano Filho, de Sena Madureira. Ele tinha uma grande sacada, era um político inteligente e fez essa competição para os ribeirinhos. Vinha times de várias localidades. Era uma grande festa, dois ou três dias de torneio até conhecer o campeão. Essa foto é uma decisão por pênaltis, o futebol raiz mesmo com o jogador descalço, no estilo mais força do que qualidade e a torcida atrás do gol vibrando. Era um espetáculo.

7. Alecsandra Camargo (2008)

Alecsandra Camargo durante treinamento em piscina da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Rio Branco (AC), em 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Alecsandra Camargo durante treinamento em piscina da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Rio Branco (AC), em 2008 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Ela se preparava para Copa Amazônica de Natação e as Olimpíadas Colegiais. A foto tem uma beleza plástica, que e a questão das cores, água, a cor morena dela, a cor da piscina, a água transparente e o olhar dela. Um olhar quem está com rosto não dentro da agua, mas fora com a boca aberta. Tem a questão da plasticidade da foto.

8. Defesa aérea (2016)

Goleiro Ramon, do Rio Branco-AC, durante partida do torneio Acre/Rondônia, em 2016 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Goleiro Ramon, do Rio Branco-AC, durante partida do torneio Acre/Rondônia, em 2016 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– O que mais gostei é a plasticidade. O goleiro parece que está voando. Ele dá um salto tentado pegar a bola. Existe alguns elementos que caracterizam o goleiro, que é a luva. Um jogador de linha não vai dar um salto desses. Existe a questão da percepção, treinamento e elasticidade para dar um salto desse.

9. Pai e filho na Copa do Mundo (2014)

Imagem de pai e filho em partida do Brasil na Copa do Mundo de 2014 é um dos registro preferidos de Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Imagem de pai e filho em partida do Brasil na Copa do Mundo de 2014 é um dos registro preferidos de Manoel Façanha — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– É mostrar a paixão brasileira pelo futebol e à Seleção Brasileira. Essa paixão é de pai para filho. O pai beirando os 40 anos e o filho com menos de 10 anos de idade. Ambos bem vestidos pra participar da festa de uma partida da Copa do Mundo. Ao fundo existe à Seleção Brasileira e torcedores de Brasil e México. Era a solenidade de abertura.

10. Goleira baiana – Olimpíadas Colegiais (2006)

Goleira baiana defende bola no ar durante Olimpíadas Colegiais, em 2006 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

Goleira baiana defende bola no ar durante Olimpíadas Colegiais, em 2006 — Foto: Arquivo pessoal/Manoel Façanha

– Ia jogar a escola acreana, acho que era Divina Providência de Xapuri, contra uma equipe paulista, que tinha jogadora que parecia o Falcão, a menina jogava muito. Esse jogo era preliminar, um jogo muito pegado, muito equilibrado entre Bahia e Rio de Janeiro. Essa é uma goleira baiana. O Rio de Janeiro estava pressionando para empatar o jogo e a goleira muito boa, tinha estilo. A jogadora mete o chute e ela encaixa a bola no ar, como uma performance de um goleiro de grande estilo. O grau de dificuldade pra homem já é difícil fazer uma pose dessa no ar, quanto mais para uma mulher.

Com informações GE Acre.

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Com reforços, Humaitá entra na terceira semana de pré-temporada

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Na Marca da Cal / Foto: Manoel Façanha

O Humaitá entrou na terceira semana de trabalho visando sua participação na temporada de 2022. O preparador físico Bené de Almeida explicou que os atletas do Tourão entraram no pico de intensidade dos trabalhos físicos realizados nesta primeira parte do cronograma de atividades elaborado pela comissão técnica.

O técnico Emanuel Sacramento comandou um trabalho técnico e tático com bola. Foto/Manoel Façanha
Jogadores do Tourão do Humaitá treinaram bastante finalizações no treino da quarta-feira (26). Foto/Manoel Façanha

Na tarde da quarta-feira (26), no campo “B” da Federação de Futebol do Acre (FFAC), o técnico Emanuel Sacramento comandou um trabalho técnico e tático com bola. Durante a atividade, o comandante do Tourão paralisou por diversas vezes o treino para corrigir o posicionamento dos atletas.

o técnico Emanuel Sacramento paralisou o treino tático para ajustar o posicionamento da equipe durante treino no campo “B” da FFAC. Foto/Manoel Façanha
Todas as quartas-feiras o time do Tourão do Humaitá trabalha no campo “B” da FFAC. Foto/Manoel Façanha.

Reforços

Entre as novidades do Tourão do Humaitá nesta temporada 2022 aparece o grandalhão zagueiro Luís Fernando, de 1.93cm. O atleta esteve na temporada passada no Araquacema-TO. Segundo ele, a expectativa é boa para vestir a camisa do Tourão. “Estou confiante e buscando informações do Campeonato Acreano, mas sei que é bem competitivo”, pontuou o zagueiro.

O atacante Caíque em ação durante treino com a camisa do Tourão do Humaitá. Foto/Manoel Façanha.

Outra aposta do Tourão do Humaita para buscar uma grande campanha na temporada 2022 é o meia Fábio Henrique Silva de Souza, o Fabinho, 26 anos, ex-NK Kustošija, da Croácia. Fabinho fez base no Flamengo, mas também teve passagens por Bangu, Portuguesa-RJ, Barcelona-RJ e Goytacazes-RJ. O atacante Daniego (Atlético), Caíque (Rio Branco), Mamude (Rio Branco) também chegaram ao clube.

O atacante Daniego, artilheiro do Acreanão 2020, em descida veloz pelo lado esquerdo do ataque do Tourão. Foto/Manoel Façanha
O técnico Emanuel Sacramento conversa com o meia Mamude durante treino no campo “B” da FFAC. Foto/Manoel Façanha.

Primeira baixa

O vice-campeão acreano ainda não fez sua estreia nesta temporada, mas já tem a primeira baixa. O goleiro Adrian Serpa não seguirá no clube e para o seu lugar, a diretoria do Tourão repatriou o Marcão, reserva do vice-campeonato de 2021.

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Babal – Quatorze anos depois, goleiro volta ao time onde tudo começou

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Na Marca da Cal | Francisco Dandão / Foto: Francisco Dandão

Se alguém no planeta do futebol acreano perguntar pelo jogador Cledioneide Fernandes de França, dificilmente vai encontrar quem o conheça. Diferentemente disso, se a indagação for sobre o atleta Babal, aí então todos darão notícias do goleiro que nas últimas temporadas tem defendido várias equipes e que sempre consta nas diversas listas de reforços.

Nascido no interior do Amazonas (município de Envira), no dia 5 de julho de 1991, Babal ganhou esse apelido na infância, dado pelo avô materno. “Não existe uma explicação para o apelido. De acordo com os relatos da minha família, essa era uma forma carinhosa que o meu avô encontrou para se relacionar comigo. Só isso”, tratou de explicar o goleirão.

Independentemente de qualquer coisa, porém, o que realmente conta na história do Babal é a relação de amor dele com a bola e a paixão pela posição de goleiro desenvolvida desde a infância, nas peladas de rua, nos times de colégios onde ele estudou e nos campeonatos suburbanos. “Se eu não fosse goleiro, provavelmente não seria jogador de futebol”, disse Babal.

Ele foi descoberto justamente num desses campeonatos amadores, no campo do Calafate. Corria o segundo semestre de 2007, Babal tinha 16 anos e era reserva num time denominado Veneza. Lá pelas tantas, foi marcado um pênalti contra o time dele, que àquela altura vencia por 1 a 0. Ele foi chamado para substituir o titular. Topou, entrou na fogueira e defendeu a penalidade.

O goleiro Evandro, o preparador de goleiros Célio e Babal durante treinos no Sport Belém em 2011. Foto/Acervo Pessoal Babal

Convite para a base do São Francisco

A defesa do pênalti e mais uma sequência de boas intervenções naquela tarde jogando pelo Veneza renderam para o Babal um convite para ingressar na equipe de juniores do São Francisco. “Quem me convidou foi o ex-goleiro Ferreira. Eu cheguei ao São Francisco em 2008 e fui muito bem recebido pelo técnico Aníbal Honorato. Fiquei dois anos”, afirmou Babal.

Em 2009, aos 18 anos, Babal foi promovido para o time principal do São Francisco, ficando na reserva de um goleiro chamado Diego, importado do Rio de Janeiro. Ele não teve muitas oportunidades, mas a sua juventude e o seu bom desempenho nos treinos fizeram com que o Rio Branco se interessasse pelo seu trabalho. E assim, em 2010 ele mudou para o Estrelão.

Com a camisa do Rio Branco, o goleiro Babal realiza aquecimento na temporada 2013. Foto/Manoel Façanha

Mas Babal, provavelmente pela sua juventude e inexperiência, não entrou em campo pelo Rio Branco em 2010, sendo emprestado para disputar o campeonato acreano pelo Andirá. A estreia foi contra o Alto Acre, num jogo que aconteceu em Senador Guiomard. Derrota do Morcego por 3 a 1. Em 2011, ele voltou ao Estrelão para viver nova rodada de empréstimos.

Desde então, Babal vestiu as camisas de quatro equipes (além do Rio Branco – 2011, 2012, 2013 e 2016): os paraenses Santa Rosa e Sport Belém, em 2011; e os acreanos Atlético, 2014, 2015, 2017 a 2020, e Andirá (segunda passagem), em 2021. Nesta temporada, depois de uma ausência de 14 anos, Babal, agora com o status de estrela, voltou ao São Chico, onde começou.

Atlético Acreano – 2015. Em pé, da esquerda para a direita: Josy, Ceildo, Babal, Sandro Goiano, Zidane, Ismael e Arnaldo Moreira (preparador físico). Agachados: Antônio Marcos, Wilson, Araújo Goiano, Sandro, Testinha, Geovane e Sorriso (massagista). Foto/Francisco Dandão
Atlético Acreano – 2017 . Da esquerda para a direita: Alceivo (treinador de goleiros), Álvaro Miguéis (técnico), Diego, Careca, Pé de Ferro, Babal, Tidalzinho (treinador de goleiros) e Diego II (comissão técnica). Agachados: Leandro, Januário, Joel, Ailton, Jefferson, Polaco e Eduardo. Foto/Francisco Dandão
Atlético Acreano – 2018. Em pé, da esquerda para a direita: Manoel Evailton (comissão-técnica), Maurício Carneiro (preparador físico), Alceivo (comissão técnica), Babal, Wilson, Pé de Ferro, Rafael Tanque, Naldo e Diego (comissão técnica). Agachados: Léo, Jeferson, Marquinhos, Ancelmo, Igor, Geovani e Luiz Henrique – Foto/Francisco Dandão.

Jogos inesquecíveis e alguns perrengues

Babal disse que já viveu muitos momentos inesquecíveis dentro do campo. Mas ele ressaltou um desses como os de maior emoção. Foi num jogo pela Série C de 2018, em Natal, pelo Atlético Acreano, contra o ABC. “Nós ganhamos por 1 a 0, o time deles veio pra cima da gente e eu tive que me virar. Fiz muitas defesas daquelas consideradas difíceis”, falou o goleiro.

Andirá – 2021. Em pé, da esquerda para a direita: Jônatas, João Carlos, Daniel Paraíba, John, Anderson, Babal e Nonato (preparador de goleiros). Agachados: Vinícius Saraiva, Vinícius, Wesley, Bruno e Jefferson. Foto/Manoel Façanha

Sobre perrengues, Babal disse que alguns gestores (ele não quis citar nomes) do futebol já lhe decepcionaram profundamente. Por conta disso, ele um dia até considerou parar de jogar. “Eu estava decidido a pendurar as chuteiras no ano passado [2021]. Só não o fiz porque o Afonso Alves [líder do Andirá] me encheu de palavras motivadoras”, garantiu o goleirão.

Babal também não se negou a relacionar os melhores nomes do futebol acreano. Dirigente: Edson Izidório, porque “honrava sua palavra”. Técnico: João Carlos Cavallo, “pelo dinamismo”. Árbitro: Josimar Almeida, porque “apitava em cima do lance”. Seleção: Babal; Ley, Diego, João Marcos e Alfredo; Leandro, Ismael e Testinha; Eduardo Lopes, Juliano César e Neto.

Nesta temporada, depois de uma ausência de 14 anos, Babal, agora com o status de estrela, voltou ao São Chico, onde começou. Foto/Manoel Façanha

Para concluir, Babal falou do seu momento no futebol e da perspectiva de futuro. “Nessa minha trajetória como atleta, eu vivi coisas boas e ruins. Mas considero que as coisas boas superam os problemas. O meu desânimo do ano passado eu já deixei para trás. Vou jogar por mais alguns anos. Depois quero fazer cursos e continuar trabalhando no futebol”, explicou o goleiro.

Fac símile do Jornal Opinião de 27 de janeiro de 2022.
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Rio Branco terá amistosos em Sena Madureira e Porto Velho-RO

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Na Marca da Cal / Foto: Manoel Façanha

Após vitória no último final de semana, no CT do José de Melo, em jogo-amistoso diante do Andirá por 3 a 1, o presidente do Rio Branco, Valdemar Neto, confirmou mais dois compromissos do campeão acreano visando o período de preparação para a disputa do Campeonato Acreano e da Copa Brasil.

No próximo sábado (29), o Rio Branco vai encarar a seleção de Sena Madureira, em jogo marcado para o interior do estado. Já no próximo dia 3 de fevereiro, o campeão acreano vai jogar na cidade de Porto Velho, em Rondônia. O adversário será o Porto Velho. Um segundo amistoso no vizinho estado não está descartado, mas ainda precisa ser confirmado.

Estreia

Rio Branco está inserido no grupo A do Campeonato Acreano ao lado de Adesg, Atlético-AC, Náuas, Plácido de Castro e Vasco-AC. A estreia na temporada será contra a Adesg, no dia 13 de fevereiro, às 15h, no estádio Florestão.

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