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Para sair da depressão, jovem abre lanchonete e lança a “Barca de Kibes”

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Por Wanglézio Braga / Foto: Arquivo Pessoal

Técnica de Enfermagem por formação, a jovem Donatila Araújo, de 33 anos, encontrou na venda de alimentos uma alternativa para sair de alguns dos seus problemas: a depressão e a falta de emprego. Com receitas tradicionais em mãos e uma ideia da qual classifica como sendo “de Deus”, lançou no mercado de Rio Branco a “Barca de Kibes”.

O AcreNews conferiu essa novidade gastronômica que vem motivando muitos outros empreendedores. A barca nada mais é que uma embalagem inspirada nas comidas rápidas, fast food, da culinária japonesa como, por exemplo, o sushi. Mas, no lugar dos ‘peixe cru’, Donatila substituiu por mini kibes tradicionais: de macaxeira, de arroz e de trigo.

“A história da venda dos kibes já veio lá dos tempos dos meus avós quando vendiam salgados. Minha mãe aprendeu o ofício, passou pra nós e seguimos nesse ramo. Sem trabalho, tive a ideia de mexer com comidas tradicionais por encomenda e minha mãe abriu na frente de casa uma barraquinha para vender salgadinhos. A clientela estava muito boa, só que veio a pandemia e fomos forçados a parar”, relata.

Sem renda fixa, a família que é composta por seis pessoas viu a dificuldade bater à porta em questão de dias. Para piorar o cenário, Donatila teve um problema de saúde que manifestou depressão e ansiedade. Mesmo com formação na área da saúde, não conseguiu arrumar um emprego. A saída foi retornar com a produção e venda de alimentos prontos, na cozinha de casa, localizada no bairro São Francisco, parte alta da capital.

“Nesse tempo, por causa da pandemia, a gente teve várias ideias. A ideia principal era fazer algo diferente, não fugindo do que já sabíamos. Daí, resolvemos presentear alguns amigos que estavam aniversariando. As barcas foram enviadas, logo tiramos uma foto e divulgamos nas redes sociais. Fizemos com outros amigos e a divulgação foi maior. As fotos bombaram e ganhamos dezenas de pedidos”, conta.

Ao passo que ia crescendo, os problemas de saúde de Donatila foram amenizando. Com a ajuda de toda a família, onde cada um tem uma tarefa, os negócios foram fluindo a ponto de pensar em outros projetos futuros.

“Inicialmente a gente vendia de 10 até 12 barcas, e depois de um mês estávamos vendendo, diariamente, até 30 barcas. São 700 salgadinhos feitos na hora, sendo 30 por barca, mais os molhos especiais que produzimos. São lanches feitos com amor, com qualidade e com receitas tradicionais (…) Nosso próximo passo é montar o nosso restaurante. Se Deus quiser vamos conseguir!”, ressalta.

Enquanto o próximo projeto ainda pega forma, Araújo deixa uma mensagem de otimismo para quem deseja empreender na área, seja por necessidade ou simplesmente para sair, como no seu caso, de um problema de saúde.

“Eu sempre trabalhei de doméstica, como babá, depois fiz técnica de enfermagem e não consegui um bom emprego. Isso frustra muito! Mas, eu encontrei na cozinha, fazendo comida para centenas de pessoas na igreja, para os amigos, uma alternativa de empreender. O início não é fácil. Muitos dizem que o ramo de comida não dá lucro, pois digo que se você tem uma ideia boa, essa teoria de competitividade cai por terra, o mercado é aberto a todos. Por isso, invente e acredite em você mesmo! Vale a pena investir em você e lembrar que com Deus na frente tudo dará certo”, conclui.

Para conhecer um pouco mais dos quitutes de Donatila basta acessar o Instagram, principal rede social usada para vender as delícias, no perfil “DonDelicia” que traz variedades, preços dos pratos e depoimentos de clientes. Ou ainda pelo telefone: (68) 99965-5047.

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INMET havia alertado para chegada de temporal, mas chuva começa mansinha em Rio Branco

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Com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Relatório de Previsão do Tempo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (SEMAPI) emite um alerta de chuvas  intensas para todo o Estado do Acre, com início nesta segunda-feira (24) até próximo ao meio-dia desta terça-feira (25), com aviso de grau de severidade em perigo e fortes ventos de 60-100 km/h.

A previsão no relatório indica que a chuva será entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia e que a tempestade teria início às 11h desta segunda-feira, com previsão de término às 11h de terça-feira em todos os municípios. No Portal do INMET, o mapa do Acre se mantém na cor alaranjada, que indica perigo, principalmente nas mesorregiões do Vale do Acre e Vale do Juruá.

A SEMAPI divulga diariamente o relatório com a previsão do tempo, aviso meteorológico, nível dos rios e os números de chuva acumulada no Estado do Acre.  Para obter mais informações em caso de tempestade, busque a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

[ContilNet]

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Graduado que não apareceu na transmissão da colação de grau deve ser indenizado em R$ 6 mil

Caso foi analisado na 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, quando foi reconhecida a falha na prestação do serviço, por isso, a indenização por danos morais subiu de R$ 2 mil para R$ 6 mil

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A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais da Comarca de Rio Branco aumentou valor de indenização que deve ser paga a graduando que teve problemas durante cerimônia de colação de grau realizada por videoconferência. Assim, a empresa reclamada deverá pagar ao recém-formado R$ 6 mil de danos morais.

De acordo com os autos, o autor se formou em Engenharia e a colação de grau foi pela internet. Contudo, o graduando relatou que durante a cerimônia ocorreram vários problemas, entre eles, a tela de vídeo do autor não apareceu na transmissão do evento aberta ao público e convidados, enquanto o vídeo da maioria dos colegas aparecia.

O Juízo do 1º Grau acolheu os pedidos do autor e condenou a parte reclamada a pagar R$ 2 mil. Entretanto, o acadêmico entrou com Recurso Inominado, pedindo o aumento do valor fixado como indenização.

A relatora do caso foi a juíza de Direito Rogéria Epaminondas. Em seu voto, a magistrada considerou todos os transtornos e situações vivenciadas pelo graduando por causa da falha na prestação dos serviços. Por isso, votou por aumentar a indenização.

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Concessionária de energia elétrica deve indenizar motociclista que colidiu com poste caído

Decisão registrou o descumprimento do dever de fiscalização e manutenção da rede de energia elétrica, dando causa, por sua conduta, ao evento danoso

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A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais negou provimento ao recurso apresentado pela concessionária de energia elétrica, mantendo a obrigação de indenizar moralmente um motociclista que colidiu com um poste caído na via pública. A decisão foi publicada na edição n° 6.990 do Diário da Justiça Eletrônico (pág. 6), desta quarta-feira, dia 19.

A parte recorrente pediu pela redução do valor imposto na condenação (R$ 6 mil) e questionou a falta de perícia no acidente de trânsito, apontando a ocorrência de culpa concorrente pelo condutor.

A juíza Olívia Ribeiro, relatora do processo, informou que nessa situação a prestadora de serviço público tem o dever de indenizar, em conformidade com a teoria do risco administrativo, adotada pelo ordenamento constitucional, segundo a qual, toda pessoa que exerce alguma atividade cria um risco de dano para terceiros e deve ser obrigada a repará-lo, independentemente da inquirição de culpa. 

“A parte recorrente possui o dever legal de prestar um serviço adequado, eficiente, seguro e contínuo, especialmente diante do risco extremado da atividade, competindo-lhe exercer a manutenção e a fiscalização periódica das instalações da rede elétrica”, enfatizou a magistrada.

Deste modo, o entendimento firmado é que se a concessionária tivesse adotado as devidas precauções,  ou seja efetivado medidas necessárias para a segurança do local, nenhum acidente teria ocorrido.

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