POLÍTICA
PET-Scan pelo SUS, R$ 10 mil por exame e 1,5 mil cirurgias por mês: José Bestene destaca avanços na saúde do Acre

A oferta do exame PET-Scan pelo Sistema Único de Saúde (SUS), avaliado em cerca de R$ 10 mil na rede privada, a realização de mais de 1,5 mil cirurgias eletivas por mês pelo programa Opera Acre e a implantação do serviço de ressonância magnética em Brasiléia foram apontados pelo secretário de Estado de Saúde, José Bestene, como alguns dos principais avanços da saúde pública acreana. Em entrevista ao podcast Na Pele do Cordeiro, o gestor também comentou a situação do Hospital Santa Juliana e avaliou o cenário político para as eleições de 2026. “Hoje, o Sistema Único de Saúde no Acre não deixa nada a desejar a nenhum outro estado da federação”, afirmou.
Durante a entrevista, Bestene relembrou que, no início da década de 1990, o Acre enfrentava graves problemas de infraestrutura e abastecimento na rede pública de saúde. Segundo ele, o cenário atual é resultado de investimentos que ampliaram o acesso da população a serviços de média e alta complexidade.
Entre os exemplos, o secretário destacou a descentralização da ressonância magnética para Brasiléia. Com a implantação do serviço, pacientes do Alto Acre deixaram de depender de viagens até Rio Branco para realizar o exame.
Outro avanço citado foi a oferta do PET-Scan pelo SUS. O exame, utilizado principalmente no diagnóstico e acompanhamento de pacientes oncológicos, custa aproximadamente R$ 10 mil na iniciativa privada e passou a ser disponibilizado gratuitamente à população acreana.
Bestene também destacou os resultados do programa Opera Acre, criado para reduzir a fila de cirurgias eletivas. Segundo ele, a força-tarefa chegou a realizar mais de 1.500 procedimentos por mês, incluindo cirurgias de vesícula, hérnia e laqueadura, permitindo que pacientes fossem atendidos em suas próprias regiões.
Ao abordar a polêmica envolvendo o Hospital Santa Juliana, o secretário afirmou que o governo encontrou três meses de repasses financeiros em atraso e efetuou o pagamento de duas parcelas e meia. “Faltou diálogo”, declarou ao comentar o episódio.
Segundo Bestene, a repercussão do caso acabou sendo influenciada por fatores políticos, diante da aproximação do período eleitoral.
Na parte política da entrevista, o secretário afirmou que a base governista reúne atualmente o apoio de 16 dos 22 prefeitos do Acre, seis dos 12 deputados federais e mais de 150 vereadores. Para ele, esse conjunto de apoios deverá ganhar força com o início oficial da campanha.
Bestene confirmou ainda que a convenção do Progressistas está marcada para 31 de julho, quando será oficializada a candidatura da governadora Mailza Assis à reeleição e a coligação que dará sustentação ao projeto eleitoral.











