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Fractais: abstrações poéticas em imagens diluídas, por Danilo de S’Acre

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Eanes Henrique Enes / Foto: Danilo de S’Acre

Poderia a arte em sua total multiplicidade definir-se em olhares abstratos e poéticas brutas? Poderia também o poeta ser o culpado de seu olhar divino em relação a natureza das coisas? O certo é que não se pode aprisionar o delírio em algum pote de papel machê e pendura-lo ao pescoço como um mantra. Tudo se dilui e se aquece nos mormaços ao qual a própria natureza é dona. O registro, a imagem, a memória em eternos lapsos temporais. É esta fusão sem tamanho, do que ser o nosso espaço íntimo da fotografia e um não tão sincero da poesia, sinceridade nos termos de tacadas brutas em letras e versos, é onde passeia o novo livro de Danilo de S’Acre.

Danilo de S’Acre. Foto: Iara Luna de Sá.

Artista já renomado em suas diversas áreas de atuação, agora nos presenteia com mais uma magnífica obra sem tamanho e sem definição própria. Uma jarina polida a fitas e lixas do pensamento. Por onde andaria mais a quem não tem chão? Por entre as nuvens? Por entre o preto e branco dos nossos dias ardentes de baixo da última árvore que nos sobra e retira a face covarde da arrogância? A última árvore é a arte, é o conhecimento que nos ilumina por lamparinas, por lampejos e solidão de nossos duros registros.

Com uma sensibilidade extraordinária, de S’Acre apresenta sua obra como fluidos de sangue e pólvoras acesas a dedo garimpeiro, ou melhor a dedos melados de tintas ao qual não se define o tom sem o esperneio de uma lágrima de dor ou de felicidade.

Foto: Danilo de S’Acre

Quando sua obra não precisa de apresentação, se conhece um gênio. Não o gênio nato, a quem os acredite, mas o gênio trabalhoso de horas em seu labor sincero de suas intensidades. Coitados são os que tentam definir, é um rizoma sem fim. Entre “sinfonias em primas imaginário” e “fábulas da vida toda”.

Diluindo suas cores em aquarelas de lágrimas, de alegria ou de dor. Assim caminha o andarilho da sua arte, sem território próprio e apostando tudo em suas multiplicidades.

Quando surge a potência, ela vem acompanhada de zelo e estética adornada de flores jamais vistas nas sobreposições digitais ao qual computa nosso coração e mente por meio do sangue nas veias e um suor nortista descendo pelas orelhas e testa na espera de um suspiro que o faça perceber que a vida é dura e doce ao mesmo tempo.

Essa é a transmutação de surge das reminiscências do desejo ao qual a arte nos é generosa e nos mostra sua força total.

O livro é formado nuns diálogos transeuntes das letras e imagens imersas na alteridade entre o expandir ou contrair nossas pupilas em novos espaços a navegar, novos caminhos visionários em que presentifica o instante do piscar dos olhos. Ou do piscar das máquinas e suas metamorfoses de sobreposições. Um breviário das pancadas de chuva sobre o telhado com o sol ainda tinindo sobre as cobertas de quem ainda dorme em nossas sarjetas fúnebres, aquele que tem a necessidade da vida negada pelo poder da exploração humana. Entre tanto lixo pode surgir a mais bela flor molhada de orvalhos. Todos tentamos permanecer firmes enquanto somos atraídos pelo destruidor que está em nós. O que não se nomeia e que não apresenta sua face se não for em perfil de um simulacro.

Fractais é um livro de denúncia. Isso mesmo! Um livro de denuncia arduamente ao poder da vida, a potência da existência e abraça as multiplicidades como uma amiga de mãos e pernas, mesmo que agarradas em grilhões axiomáticos daqueles que ditam a morte.

Um excelente livro pra refletir sobre si, sobre o redor e sobre nossas possibilidades infinitas.

Danilo de S’Acre é um artista inquieto! Daqueles ao qual precisamos.

O projeto financiado pela lei de emergência cultural Aldir Blanc no edital Arte e patrimônio/publicação, pela fundação Elias Mansour.

Para contatar o artista e adquirir sua obra tratar pelo Facebook, Instagram e em seu canal no YouTube. Vejam!

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Ifac está com inscrições abertas para cursos superiores em três municípios

Estão sendo ofertadas 139 vagas para os campi Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Xapuri

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O Instituto Federal do Acre (Ifac) está com inscrições abertas para cursos superiores nos municípios de Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Xapuri. Ao todo, estão sendo ofertadas 139 vagas remanescentes nas áreas de Agroecologia, Física, Gestão Ambiental, Química e Zootecnia.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 23 de junho. Clique aqui e se inscreva.

A seleção dos novos alunos será feita com base nas notas de Língua Portuguesa e Matemática do Ensino Médio. Conforme edital, serão considerados documentos comprobatórios para a seletiva:

  • Certificado de Conclusão acompanhado de Histórico Escolar do Ensino Médio;
  • Certificado de Conclusão via Provão;
  • Certificado de Conclusão via Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja);
  • Certificado de Conclusão com base nos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
  • Certificado de Conclusão com base nos resultados do Programa Especial de Ensino Médio (Peem);

Acesse aqui o edital

Vagas e campi

Para essa edição estão sendo ofertadas 139 vagas distribuídas nos campus Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Xapuri.

Cruzeiro do Sul

  • Tecnologia em Agroecologia: 14 vagas (vespertino)

Sena Madureira

  • Bacharelado em Zootecnia: 24 vagas (diurno)
  • Licenciatura em Física: 37 vagas (noturno)

Xapuri

  • Tecnologia em Gestão Ambiental: 37 vagas (noturno)
  • Licenciatura em Química: 27 vagas (noturno)

Inscrições

As inscrições para os cursos superiores do Ifac são gratuitas e seguem até às 18h do dia 23 de junho.

Para se inscrever, os candidatos deverão acessar o site https://web.ifac.edu.br/processoseletivo, clicar no link INSCREVA-SE AQUI, selecionar o campus, o curso desejado, preencher todos os dados obrigatórios da ficha de inscrição, conferir e clicar em finalizar.

Além disso, os candidatos deverão preencher obrigatoriamente, no momento da inscrição, o questionário socioeconômico.

Cronograma

Conforme edital, o resultado preliminar será divulgado no dia 24 de junho, após às 17h. Os interessados em interpor recurso, deverão encaminhar documentação até o dia 25 de junho. O resultado final e chamamento para matrícula será publicado em 28 de junho.

Os aprovados deverão efetivar matrícula, de forma presencial e respeitando as orientações de saúde e sanitárias previstas em edital, entre os dias 29 e 30 de junho.

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Estado firma Plano Estadual de Educação para Pessoas Privadas de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional

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Agência AC

O Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), firmou na manhã desta sexta-feira, 18, o Plano Estadual de Educação para Pessoas Privadas de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional, relativo ao quadriênio 2021-2024.

O documento segue as diretrizes apresentadas pelo Governo Federal, por meio dos Ministérios da Educação e da Justiça, bem como as diretrizes nacionais para a oferta da educação aos jovens e adultos em situação de privação de liberdade e egressos do Sistema Prisional. As ações do plano também contam com a parceria do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) e instituições religiosas.

O instrumento tem como objetivo assegurar o acesso à elevação da escolaridade na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), articulada com a Educação Profissional. O foco é preparar o público alvo para o pleno desenvolvimento humano, visando o exercício da cidadania e a qualificação para o mundo do trabalho.

No Acre, a educação para pessoas presas é estabelecida através da Resolução CEE/AC 135/2013, que dispõe sobre a oferta de educação para jovens e adultos em situação de privação de liberdade nos estabelecimentos penais no âmbito do Estado do Acre.

O presidente do Iapen, Arlenilson Cunha, destacou que tudo perpassa pela educação e que assim como a nível de Brasil, ela também é desafio dentro do Sistema Prisional. “O Iapen tem trabalhado para que possamos possibilitar que os apenados tenham acesso à educação. Esse momento marca esse desafio. Tivemos um momento na pandemia, onde tudo havia sido suspenso e agora estamos retomando as atividades em todas as unidades prisionais do estado”, afirmou.

“Nós estamos na verdade formalizando uma ação que já acontecem em parceria entre a Secretaria Estadual de Educação e o Iapen, com novas ações, novas metas, com diretrizes claras de como esse trabalho deve acontecer a partir de agora”, disse a secretária de estado de Educação, Socorro Neri.

Ela ressaltou, ainda, que tanto a gestão do Iapen quanto a gestão da Secretaria de Educação estão conscientes de que é preciso desenvolver as atividades educativas de modo a atuar mais fortemente na recuperação e na socioeducação das pessoas privadas de liberdade e oportunizar a cada um deles perspectivas positivas para o futuro.

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Cantor Milton Nascimento fala de visita ao Acre que inspirou disco para apoiar causa indígena

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Por Wanglézio Braga / Foto: Reprodução

O cantor e compositor, Milton Nascimento, relembrou nas redes sociais uma visita feita ao Acre que inspirou um dos seus discos mais comentados pela crítica audiovisual do Brasil na década de 90: Txai. A lembrança do artista ocorreu para justificar apoio aos indígenas mobilizados no movimento nacional, em Brasília, contra um projeto de Lei que pode afetar a demarcação de terras no país.

“Quando visitei o Acre, decidi que queria fazer um disco com referências indígenas, e ouvi a palavra “TXAI”. Perguntei o que significava, e descobri: “Mais que amigo, mais que irmão, a metade de mim que existe em você, e a metade de você que existe em mim””, lembrou.

Milton esteve no Acre, pela primeira vez, em 1989 quando participou de uma expedição do Instituto Socioambiental (ISA) onde percorreu o Rio Juruá a partir de Cruzeiro do Sul até a fronteira com o Peru.

O álbum citado pelo artista que é um ícone do MPB possui 17 canções inspiradas totalmente na cultura indígena. Com isso, ele obteve a indicação para concorrer ao Grammy em 1991 na categoria Melhor Álbum Musical Mundial.

Já o movimento nacional reúne mais de 1 mil índios, de 30 diferentes etnias do país. Eles pedem a desaprovação do PL 490/2007 que possibilita o chamado ‘marco temporal’ nas terras indígenas.

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