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Eleições no Acre: virada na Ufac e reeleição na Faeac revelam cenários distintos do poder

Duas eleições realizadas no Acre expuseram dinâmicas distintas de poder e articulação política: enquanto a Universidade Federal do Acre (Ufac) viveu uma disputa polarizada e com resultado inédito, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac) consolidou a continuidade de sua liderança.
Na Ufac, o professor Josimar Batista protagonizou uma virada ao derrotar, no segundo turno, o professor Carlos Paula Moraes, que havia liderado a primeira etapa da eleição. Josimar foi eleito com 52,74% dos votos válidos, somando 394 votos entre professores, 338 entre técnicos e 2.253 entre estudantes.
Carlos Paula ficou com 47,26%, com 380 votos de docentes, 296 de técnicos e 1.919 de alunos. Ao todo, participaram da votação 774 professores, 634 técnicos e 4.172 estudantes, além do registro de 120 votos brancos para reitor e 129 para vice.
O resultado escancarou a divisão interna da universidade e foi marcado por um fator incomum: a eleição separada da vice-reitoria. Almecina Ferreira, ligada à chapa da situação e adversária direta de Josimar, venceu a disputa para vice, derrotando Marco Antônio Amaro, apoiado pelo novo reitor. O desfecho abre a possibilidade de uma gestão compartilhada entre adversários e deve ser analisado pela Comissão Eleitoral, com impacto na formação da lista tríplice a ser enviada ao governo federal.
A vitória de Josimar também rompe um ciclo de pelo menos duas décadas de predominância do mesmo grupo político na instituição. A chapa derrotada contava com o apoio da atual reitora, Guida Aquino.
Em contraste, na Faeac, o cenário foi de continuidade. O pecuarista Assuero Veronez foi reeleito para a presidência da entidade pela quarta vez, para o quadriênio 2026–2030. Mesmo diante de uma disputa considerada politicamente acirrada, ele superou resistências e garantiu a manutenção no comando da federação.
Após o resultado, Assuero destacou que pretende dar sequência aos projetos em andamento e ampliar as ações voltadas ao desenvolvimento do agronegócio no estado. Entre as prioridades estão o incentivo à inovação no campo, a ampliação do acesso ao crédito e o fortalecimento da representatividade política do setor.
Os dois resultados sintetizam momentos distintos: de um lado, ruptura, divisão e incerteza institucional na principal universidade do estado; de outro, estabilidade e continuidade na principal entidade do agronegócio acreano.











