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Índice de Progresso Social de 2026 mostra Rio Branco 8,7% à frente de Porto Velho

Rio Branco alcançou 63,44 pontos no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, resultado que coloca a capital acreana em um patamar intermediário entre as capitais brasileiras. Elaborado com base em indicadores relacionados às necessidades humanas básicas, bem-estar e oportunidades, o levantamento evidencia que o Acre ainda enfrenta desafios estruturais, mas apresenta desempenho superior ao de algumas capitais da Região Norte.
De acordo com os dados apresentados pelo IPS Brasil 2026, Rio Branco obteve 63,44 pontos, ficando 7,85 pontos abaixo de Curitiba, líder nacional com 71,29 pontos. Em termos proporcionais, a capital acreana registra um índice cerca de 11% inferior ao da cidade paranaense, que ocupa o primeiro lugar no ranking.
A comparação regional revela nuances importantes. Rio Branco aparece praticamente empatada com Boa Vista, que alcançou 64,49 pontos. A diferença entre as duas capitais é de apenas 1,05 ponto, o equivalente a aproximadamente 1,6%. Já em relação a Manaus, que registrou 63,91 pontos, a distância é de 0,47 ponto, demonstrando níveis semelhantes de progresso social na Amazônia Ocidental.
Entre as capitais nortistas, Porto Velho apresentou o pior desempenho do país, com 58,59 pontos. Nesse cenário, Rio Branco supera a capital rondoniense em 4,85 pontos, mantendo um índice cerca de 8,3% superior. O resultado sugere que, apesar das dificuldades comuns à região amazônica, a capital acreana apresenta indicadores sociais relativamente mais favoráveis.
Por outro lado, Rio Branco ainda está distante das capitais que lideram o ranking nacional. Além de Curitiba, Brasília registrou 70,73 pontos e São Paulo alcançou 70,64. A diferença entre Rio Branco e Brasília é de 7,29 pontos, enquanto a distância para São Paulo chega a 7,2 pontos, evidenciando os desafios relacionados ao acesso a serviços, infraestrutura urbana e ampliação de oportunidades.
O IPS Brasil destaca que o índice não mede desempenho econômico, mas sim a capacidade dos territórios de transformar recursos em qualidade de vida para a população. A metodologia considera aspectos como moradia, segurança, saúde, educação, inclusão social e acesso a direitos.
No caso do Acre, o resultado de Rio Branco indica avanços em alguns indicadores sociais, mas também reforça a necessidade de investimentos contínuos em políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e ao fortalecimento das condições de bem-estar da população.
Segundo os organizadores do IPS Brasil 2026, o objetivo do levantamento é justamente oferecer um retrato mais amplo do desenvolvimento, indo além dos indicadores econômicos tradicionais. Os dados mostram que o progresso social permanece desigual entre as capitais brasileiras, refletindo diferenças históricas, regionais e estruturais que continuam influenciando a qualidade de vida no país.












