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POLÍTICA

O vice de Bocalom que você vai conhecer a seguir é um fenômeno silencioso; por pouco não virou prefeito de Cruzeiro, mesmo liso: o nome dele é Adonis

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Jorge Natal, especial para o AcreNews

Adonis Francisco de Almeida Souza, de 45 anos, vive em Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral entre os municípios acreanos. Nascido na comunidade Belo Jardim, no Alto Rio Juruá, passou os primeiros anos de vida sendo criado dentro de um batelão, experiência que marcou sua infância e fortaleceu sua ligação com a cultura e o modo de vida ribeirinho.

Policial militar da ativa há 24 anos, profissão que exerce com dedicação e espírito de serviço, é uma referência na região quando o assunto é segurança pública, inclusive dando palestras para estudantes e para a população de um modo geral.

Formado em Letras e Direito, foi candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul (2020), pleito no qual obteve 22% dos votos válidos. Ligado ao então deputado federal Alan Rick, foi o coordenador de sua vitoriosa campanha para o Senado, momento em passou a ser uma espécie de “embaixador” do mandato na localidade.

Mas nem tudo foram flores na parceira. Há cerca de um mês, Adonis, que não detalha os motivos do rompimento político, deixou o grupo do pré-candidato preferido para governador, segundo todas as pesquisas de opinião, divulgadas até aqui. “Não há guerra, tampouco necessidade de desconstruir ninguém”, destacou ele.

Na última sexta-feira (24), a imprensa anunciou o seu nome na chapa de Tião Bocalom (PSDB), pré-candidato ao governo, que rivaliza com Mailza Assis (Progressistas) a preferência dos eleitores. “Foi uma decisão pautada na coerência, na trajetória limpa do Bocalom e principalmente na vontade de tirar o Acre do subdesenvolvimento”, enfatizou Adonis, que, de passagem por Rio Branco, nos concedeu esta entrevista:

Acre News – Por que o senhor entrou para a vida pública?

Adonis – Existem muitas formas de ajudar as pessoas. No entanto, a forma mais abrangente e apropriada é a política. Um policial, um professor, um agricultor ou um médico fazem isso normalmente. Agora imagine um desses cidadãos com orçamento, definindo políticas públicas ou invertendo prioridades na execução de serviços essenciais como saúde, educação e produção? Eu acredito que a política é para servir às pessoas, ou seja, é para devolver aquilo que é delas.

Acre News – Como foram as eleições municipais de 2020? Por que o senhor, um estreante na política, tirou uma votação expressiva?

Adonis – Para começar, jamais ofendo às famílias. Não tento desconstruir os meus adversários, eu apresento propostas. É bem verdade que existia um ambiente favorável, um desejo de mudança, mas foi sola de sapato e muita conversa com a população que nos levou àquela votação. Dissemos que Cruzeiro do Sul poderia se desenvolver utilizando todo o seu potencial, abrangendo todos os setores da economia. Demos destaque para a proposta das agroindústrias, que começa a gerar empregos na agricultura familiar, depois vai para o processamento dos nossos produtos vocacionais. Por fim, já com valor agregado, esses produtos são comercializados com outros mercados. Isso envolve os três setores da economia. O Nome disso é autodesenvolvimento, uma proposta para tirar a nossa economia da estagnação.

Acre News – Na última sexta-feira (24), o senhor foi anunciado como pré-candidato a vice-governador na chapa de Tião Bocalom. Comente sobre isso.

Adonis – Em primeiro lugar, é uma honra, uma alegria e reconheço a enorme responsabilidade do convite. O que me motivou, antes de qualquer coisa, a aceitar o desafio, foi a imensa vontade de servir e ajudar a desenvolver o meu estado. Quanto à vinculação à chapa do Bocalom, foi por causa da coerência no campo ideológico, da trajetória de um gestor exitoso e honesto e principalmente por ele lutar e acreditar que o Acre que vai dar um salto de desenvolvimento, com prosperidade e felicidade para a nossa gente.

Acre News – Embora nunca tenha sido nomeado no gabinete dele, o senhor estava vinculado ao senador Alan Rick. O que aconteceu?

Adonis – Eu sempre estive ao lado dele, defendi o seu nome e apoiei o seu projeto com lealdade e esperança. Hoje, porém, a vida me leva a fazer uma escolha diferente. Entendi que não posso mais seguir o mesmo caminho político. Não é uma decisão tomada por mágoa ou falta de gratidão, mas pela necessidade de permanecer fiel às minhas convicções e àquilo em que acredito. Continuarei guardando respeito e reconhecendo tudo que construímos ao longo dessa caminhada. Desejo que Deus continue guiando a vida dele, concedendo-lhe sabedoria para enfrentar os desafios e servir ao povo da melhor maneira possível. Da minha parte, sigo em paz, com a consciência tranquila e o coração aberto, certo de que cada um deve trilhar o caminho que considera correto.

Acre News – Como o senhor se define ideologicamente?

Adonis – Sou de direita, mas uma direita equilibrada, com valores democráticos, republicanos e cristãos. Sou contra qualquer tipo de radicalismo. Eu tenho as minhas convicções e opções, como, por exemplo, o apoio ao pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.

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