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Mais alunos concluem o ensino médio no Acre: abandono escolar cai pela metade e atraso recua 24% em três anos

O Acre registrou avanços nos principais indicadores do ensino médio da rede pública entre 2022 e 2025. Dados do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que a taxa de abandono escolar caiu de 9,1% para 4,6%, uma redução de 49,5%. No mesmo período, a reprovação diminuiu de 7,7% para 6,2%, enquanto a distorção idade-série recuou de 32,5% para 24,7%, indicando que mais estudantes estão concluindo os estudos na idade adequada.
Os números colocam o Acre em sintonia com a melhora observada em todo o país. No Brasil, entre 2022 e 2025, a reprovação no ensino médio público caiu 62%, o abandono escolar foi reduzido em 61% e a distorção idade-série diminuiu 28%. Ao mesmo tempo, a taxa de aprovação cresceu 11%.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), os resultados refletem a ampliação de políticas públicas voltadas à permanência dos estudantes na escola, entre elas o Programa Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o fortalecimento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
No Acre, outra política que contribui para esse cenário é o programa Pé-de-Meia. Desde sua implantação, no início de 2024, 47.861 estudantes do estado foram contemplados com o incentivo financeiro. Desse total, 51,1% são mulheres e 48,9% homens.
Para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, os indicadores demonstram que mais estudantes estão permanecendo na escola, avançando de série e concluindo a educação básica no tempo previsto. Segundo ele, a melhora simultânea nos índices de abandono, repetência e atraso escolar evidencia os resultados das políticas voltadas à permanência e à aprendizagem.
Outro indicador positivo é o crescimento da participação dos estudantes da rede pública no Enem. Entre 2022 e 2025, as inscrições de concluintes aumentaram 46% em todo o país.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, destacou ainda um novo levantamento que acompanha o retorno dos estudantes ao ensino médio. De acordo com o estudo, a taxa de jovens que não voltaram à escola no ano seguinte caiu 28% entre 2022 e 2025. Se o índice tivesse permanecido no mesmo patamar de 2022, o Brasil teria quase 250 mil estudantes a menos matriculados no ensino médio em 2025.
Os dados também são corroborados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua Educação), do IBGE. A taxa de frequência escolar líquida entre jovens de 15 a 17 anos passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior índice desde o início da série histórica, em 2016.
Como consequência, a proporção de jovens fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4% em apenas um ano, uma redução de 16,3%, superior à registrada entre 2019 e 2022, quando o recuo foi de 13% ao longo de quatro anos.










